artigo recomendado


Ribeiro, Pedro Floriano. Em nome da coesão: parlamentares e comissionados nas executivas nacionais dos partidos brasileiros. Revista de Sociologia e Política, vol. 22 n. 52 (dec. 2014).
Quase nada sabemos sobre as cúpulas dirigentes dos partidos políticos brasileiros, espaços de coagulação de disputas e deliberações acerca de aspectos relevantes da vida política nacional. O objetivo do trabalho é começar a abrir a caixa preta desses espaços, delineando-se um perfil das elites dirigentes dos principais partidos brasileiros. São utilizados dados inéditos acerca das comissões executivas nacionais formadas entre 1980 e 2013, dos sete maiores partidos: PT, PSB, PDT, PMDB, PSDB, PP e DEM.
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6 de agosto de 2015

um estudo da dinâmica das elites políticas regionais em contexto autoritário

[Hildegard Rosenthal,
São Paulo, anos 1940] 


ARTIGO

Estado Novo no Brasil: um estudo da dinâmica das elites políticas regionais em contexto autoritário

The New State in Brazil: A Study of the Dynamics of Regional Political Elites in an Authoritarian Context

Adriano Codato

This article reconstructs the logic of the reconstitution of the state-level political class during the "New State" period in Brazil. The author depict the mechanisms of political support formation by the national elite as well as the principles that guided the relationship between the regional elite and the higher echelons of the state and federal executive branches and, specifically, how the president of the Republic exercised his authoritarian prerogatives towards the regional decision-taking classes. The case of São Paulo is granted particular attention, but the political situations in Minas Gerais, Rio Grande do Sul and Paraná are also approached. Two notions are advanced in order to understand this process: "variable geometry" and "institutionalized personalism". As a conclusion, the article challenges the idea according to which the selective politics of the conservation/renovation of directing classes must be inscribed within the cooptation of elites. The notion of political transformism is deemed more appropriate, entailing in the fabrication of a new ruling class through the selective destitution of the enemy group by the more powerful elite.

Key words: political elites; Brazilian politics; Getúlio Vargas; New State; circulation of elites

como citar:
Codato, Adriano. (2015). Estado Novo no Brasil: Um Estudo da Dinâmica das Elites Políticas Regionais em Contexto Autoritário. Dados, 58(2), 305-330.

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http://bit.ly/1M72tRI
ou aqui
http://bit.ly/1M72BAD

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25 de junho de 2015

entrevista a nova/velha direita brasileira

[Photographer: 
Jose Luiz Saez Martinez
iPhone 6] 

Entrevista Adriano Codato
Agência Pública http://apublica.org/

Agência Pública: Vemos cada vez mais sites de direita e demonstrações nas ruas que exibem faixas contra Bolsa-Família, Cotas Raciais, e até uma curiosa palavra de ordem, defendida pelo jovem líder do MBL, Kim Kataguiri, pedindo "Mais Mises, menos Marx". A direita cresceu entre a juventude ou saiu do armário? O senhor diria que ela foi mobilizada principalmente contra os programas sociais dos governos do PT?

Adriano Codato: Há as duas coisas. A direita, como corrente parlamentar, voltou a crescer, revertendo o movimento de queda constante do número de representantes na Câmara dos Deputados que se observava desde 1994. A extrema-direita, como corrente de opinião, começou a aparecer com uma estridência até então inédita (ou ao menos sem precedentes desde o fim do comunismo). Ocorre que se essa extrema-direita é, em termos ideológicos, idêntica àquela do período da Guerra Fria, hoje tem, graças ao estrondo proporcionado pelas novas mídias e à bajulação da velha mídia, um alcance muito maior do que jamais teve. Por sua vez, se a direita parlamentar conta ainda com o concurso das suas figuras políticas tradicionais (o grande proprietário, o médio empresário, o cacique partidário, etc.), hoje se vê revigorada por uma nova legião de políticos dos partidos fisiológicos e pela figura emblemática do pastor-deputado. Temos assim um cenário em que uma extrema-direita pretensamente moderna (“menos estado, mais mercado”) precisa se contentar em se ver representada politicamente pelo baixo clero e por tudo o que há de mais atrasado, reacionário e obscurantista em termos civilizacionais que a cena política do Brasil pode produzir. A fotografia em que os líderes dos Revoltados on line e do Movimento Brasil Livre posam alegremente com os deputados Jair Bolsonaro e Eduardo Cunha é, me parece, a síntese disso. Essa é, por enquanto, a vanguarda da oposição, visto que o PSDB, ou melhor dizendo, alguns dos seus líderes, não parece muito à vontade para assumir, ainda, uma agenda abertamente de direita.


Agência Pública: Os que se dizem "liberais" no país vão desde empresários que participaram de conselhos de administração de estatais e câmaras do setor empresarial, como Gerdau, até outros que se dizem libertarians como Salim Mattar, da Localiza. Pode se falar em tendências de direita no Brasil como os Libertarians, os Tea Partiers ou os Evangélicos americanos? Há uma aliança programática entre as diversas tendências da direita para derrubar o estado de bem-estar social que identificam com o PT?

AC: Não há essa aliança, nem em termos programáticos, nem em termos político-eleitorais. Ou no Brasil não há ainda uma aliança entre antiestatistas (nosso equivalente dos Libertarians), antipetistas (nossos Tea Partiers, só que menos ideológicos) e antiminorias (a santa cruzada dos nossos Evangélicos) porque, penso eu, as agendas dos três grupos ainda não se aproximaram suficientemente uma da outra. E porque, principalmente, não há um líder ou um partido que possa encarnar num mesmo movimento as três bandeiras. Celebridades de internet e polígrafos das várias mídias não contam a não ser como agitadores e propagandistas das três figuras da direita nacional. Talvez Geraldo Alckimin, da Opus Dei, dizem os entendidos em sua biografia, possa fazer essa síntese ultraconservadora em 2018. Eduardo Cunha pode ser entendido então como um experimento para ver se a coisa engrena. Nesse contexto, a ojeriza ao Bolsa Família (seu “assistencialismo”), o ódio às Cotas Raciais (a sabotagem da “meritocracia”), o espanto diante da abertura dos bens de consumo privativos das classes médias aos remediados (o “capitalismo”, enfim...) são mais a desculpa para se opor ao PT e ao seu governo do que a razão real que os anima. Quem de fato se aflige com tudo isso são as altas camadas médias, que aliás estão onde sempre estiveram, nem mais à direita nem mais à esquerda, e que pensam como sempre pensaram: que a política é um privilégio dos letrados, que os cursos superiores são o destino dos bem-nascidos, que a corrupção é o único mal nacional e que pobre deveria é andar de ônibus.


Agência Pública: Algumas organizações como o Studentes for Liberty, bancado por um pool de fundações de direita americana (Cato, Koch Brothers, Atlas) afirmam ter influenciado a formação de jovens livres de direita no Brasil, incluindo os líderes do MBL e jovens líderes empresariais como Hélio Beltrão Filho (grupo Ultra) e o presidente do IEE, Frederico Hilzendeger. Essas instituições também tem ramificações significativas em outros países latino americanos, como a Venezuela e a Bolívia. O senhor tem conhecimento de algum tipo de avanço dessa direita internacionalmente? Ou eles significam menos do que pretendem?

AC: Não sei nada sobre isso. Mas é sempre prudente acreditar no pior. O fato é que ninguém faz política sem dinheiro, sem organização e sem mobilização. Então, seria ingênuo imaginar que os jovens de direita no Brasil são apenas gerados pelos vídeos do Olavo de Carvalho no Youtube.



Agência Pública: Como o senhor dividiria a direita brasileira? Em que facções? Elas se distribuem em diferentes partidos ou podemos considerar algum deles como sede da direita ideológica?

AC: Será necessário nos próximos anos um baita esforço por parte da academia para compreender essa nova/velha direita brasileira. Nesse sentido, a topografia desse grande campo reacionário ainda está por ser feita. Sugiro, provisoriamente, uma divisão dessa direita, que ainda teima em não dizer seu nome, em três grandes alas: a político-institucional, a moral-comportamental e a econômico-liberal. As duas primeiras se encontram e se resumem na figura do pastor-deputado, mas, para usar a linguagem dos Evangelhos, não há só uma forma de manifestação desse fenômeno. Seu “nome é Legião, porque são muitos”. A direita institucional tem progressivamente deixado de concorrer às eleições proporcionais pelos grandes partidos (DEM, PP, PTB) e se alojado nas micro-legendas que costumamos chamar de partidos fisiológicos (por oposição aos ideológicos). Vamos ver aonde isso vai. A direita “comportamental” tem uma agenda conservadora bem definida contra todos os direitos do século XX: os direitos das minorias de gênero, os direitos humanos, os direitos trabalhistas, o direito penal, etc. Essa variante da direita brasileira se acha em quase todos os partidos do Congresso e seus apóstolos não são sempre e necessariamente o pastor-deputado. Até porque é preciso lutar em várias frentes. A direita “liberal” (em termos econômicos) é, me parece, a que está aí há mais tempo: escreve nos jornais, recita no rádio, declama na TV, posta na internet o receituário de sempre em defesa do capital rentista (“apertar o cinto e gastar com juros”). Enfim: que uns tenham PhD por Chicago e outros sejam pregadores na Baixada Fluminense, que uns se metam em parecer Carlos Lacerda na tribuna e outros ressuscitem o militar autoritário são instantâneos de uma corrente política que parece estar se firmando entre o eleitorado das grandes cidades. A ver.
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15 de junho de 2015

da polícia à política

[Deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ)
crédito: Gazeta do Povo]


Da polícia à política: estudo de candidatos e eleitos à Câmara dos Deputados do Brasil provenientes das forças repressivas do Estado

by Adriano Codato, Fabia Berlatto

Das eleições de 1998 até as de 2014, 972 integrantes das forças policiais e militares se candidataram a deputado federal no Brasil. O objetivo deste paper é investigar os perfis social e político dos integrantes das forças repressivas do Estado que se lançaram na política institucional. Os dados indicam uma forte oscilação entre os grandes partidos de direita, os pequenos partidos de direita e os partidos fisiológicos de uma eleição e outra. Entre 1998 e 2014, por exemplo, a porcentagem de candidatos das forças nos partidos fisiológicos passou de 10% para mais de 30%.  Essa oscilação permitiu perceber uma característica importante sobre o grupo: há uma forte “infidelidade partidária” entre os candidatos oriundos das forças de segurança. Sugerimos que essa “infidelidade partidária” está ligada a quatro fatores: o primeiro é o fator legal, ou seja, ao impedimento constitucional de militares se filiarem a partidos políticos, exceto depois que são consagrados candidatos. O segundo fator diz respeito à estratégia política dos pequenos partidos fisiológicos em lançar muitos candidatos, inflacionando suas nominatas. O terceiro fator, que pode explicar a presença de candidatos com esse perfil também em partidos de esquerda ou mesmo de centro, tem a ver com demandas por reformas nas estruturas das polícias. E o quarto fator diz respeito à posição que assumem contra a política, os políticos e os partidos. A filiação a pequenos partidos e a partidos fisiológicos representa a intenção de se diferenciar dos políticos profissionais e do estilo de política que esses últimos praticam.


In: Congreso internacional: Élites y liderazgo en tiempos de cambio, 2015, Salamanca. Espanha, 10-11 junho.

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paper


27 de maio de 2015

dinheiro, profissão e partido

[Senado Federal. Plenário
Teto com placas metálicas
Foto Edgard Cesar] 


ARTIGO

Dinheiro, profissão e partido: a vitória na eleição para deputado federal no Brasil em 2010

Emerson Urizzi Cervi, Luiz Domingos Costa, Adriano Codato, Renato Perissinotto


RESUMO

A partir de banco de dados com 4.124 candidatos à Câmara dos Deputados nas eleições de 2010, este artigo avalia o peso das variáveis "ocupação", "tipo de partido político" e "financiamento das campanhas" no desempenho eleitoral dos competidores a uma cadeira no legislativo federal. O artigo conclui que pertencer a partidos políticos grandes e organizados, ter experiência política prévia (especialmente na própria Câmara dos Deputados) e possuir alta capacidade de arrecadação de recursos financeiros são condições fundamentais para determinar o sucesso eleitoral do candidato. Tais dados apontam para a profissionalização dos quadros eleitos no Brasil e para a crescente institucionalização do universo político nacional.

Palavras-Chave: eleições de 2010; deputado federal; financiamento de campanha; recrutamento político; político profissional



Sociedade e Estado, 30(1), 189-205


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http://ref.scielo.org/d6vn4r

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26 de maio de 2015

institutional configuration of sport policy in Brazil

[Clube do Congresso.
Athos Bulcão.
Brasília - DF]

artigo:
The institutional configuration of sport policy in Brazil: organization , evolution and dilemmas

Mendes, A.; Codato, A.

Brazil has become the center of the spotlight of the whole world recently, amongst many other reasons, one of them was because it was chosen to host a series of mega sporting events — Pan American Games in 2007, Confederations Football Cup in 2013, Fifa Football World Cup 2014 Games and 2016 Olympic and Paralympic Games in 2016. However, little is known about the country’s administrative governmental structure focused on sport policy. The available studies focus their analysis on the sport policies content, but not on the arrangement of its structural decision-making. The main aim of this article is indeed to describe, based on official documentation, the evolution and the current arrangements of the government responsible for the administrative structure for the planning and implementation of sports policies in Brazil. Thus, we tried to list the main prob- lems arising from the organization of the Brazilian sports’ management. These problems are: (1) inappropriate institutional structure in terms of human resources and obstacles to participation by other social actors beyond the officials (parliament and members of the Ministry of Sports) in the sports policy; (2) disarticulation between public institutions generating redundancies and conflicts of jurisdiction due to the poor division of labor between bureaucracy agencies; and (3) inadequate planning proved by the lack of organization of some institutions, and by the lack of assessment and continuity of public policies over time. Therefore, we must emphasize those problems from above, and due to these administrative arrangements, Brazilian sports’ policy has big challenges in the sport development in this country, which includes the creation of a national “system” for sports and a priority investment in sport education.


Mendes, A. & Codato, A., 2015. The institutional configuration of sport policy in Brazil: organization , evolution and dilemmas. Revista de Administração Pública, 49(3), pp.563–593.

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http://bit.ly/1cgFLbb

18 de abril de 2015

futebol e ditadura

[Rio de Janeiro.
Thomaz Farkas,
1947]

Especial
À moda da ditadura: “Vestir a camisa da seleção e homenagear militares”

Cientista político analisa cultura do mandonismo no futebol brasileiro e questiona protestos com escudo da CBF

Por: Breiller Pires, da PLACAR16/04/2015 às 17:14 - Atualizado em 16/04/2015 às 18:16

Cartolas e seus mandatos intermináveis à frente de clubes e federações. Desmandos e monopólio de poder da Confederação Brasileira de Futebol. Censura e repressão nos estádios. Para Adriano Codato, doutor em ciência política, professor da Universidade Federal do Paraná e coordenador do Observatório de Elites Políticas e Sociais do Brasil, as medidas autoritárias do futebol remetem ao período da ditadura. No momento em que alguns brasileiros clamam por intervenção militar no governo, ele critica as tentativas de açoite à democracia por parte do movimento que ostenta a camisa da seleção como símbolo de suas reivindicações.

O fato de ter sido um dos braços de sustentação da ditadura militar no Brasil contribui para que o futebol continue nutrindo resquícios daquele período?

Não é possível estabelecer uma relação de causa e efeito entre esses dois fenômenos. Os traços autoritários e, mais do que isso, arbitrários e despóticos presentes no futebol, seja na prática de juízes, seja na de dirigentes e técnicos, têm mais a ver com a cultura autoritária do país. Essa cultura a ditadura não inventou, mas aprofundou-a e a expandiu para além da política. No futebol nacional, há cultura do mandonismo: segundo o raciocínio das torcidas e de parte da crônica esportiva, o capitão deve mandar no time, o técnico no capitão (e, por extensão, em todo o time), o diretor de futebol no técnico e o presidente no diretor. Não é propriamente uma cadeia racional de comando, mas uma estrutura hierárquica, parodiando a estrutura militar (daí as metáforas “capitão”, “comandante”, etc.), que só se justifica em função dos caprichos daquele que pode mais nessa relação perversa. Com isso, quem se engana é a torcida, porque lhe contaram que ela é o patrão máximo do clube.

Um terço dos presidentes de federações está no poder há mais de 20 anos. A falta de alternância nas posições de comando do futebol interfere diretamente em medidas autoritárias, como a recente “lei da mordaça”, no Rio de Janeiro?

Esse é um efeito da cultura autoritária e da sua representação política no futebol, o mandão local. Pode ser o chefe de uma facção de torcida organizada, o dirigente sabe-tudo, o presidente do clube ou da Federação. Os dirigentes comportam-se como se estivessem administrando um negócio que lhes pertence, como uma fazenda. Isso ajuda a explicar comportamentos como os do “coronel Eurico Miranda”, do “coronel” Mario Celso Petraglia, do “coronel” Marin.

Na época da Democracia Corintiana e das Diretas Já, os estádios se tornaram espaços notórios de questionamento do regime, tanto nas arquibancadas como no campo. Hoje, nas novas arenas, torcedores têm sido impedidos de levar faixas de protesto contra clubes e federações. Acredita que houve o futebol, como um instrumento democrático, retrocedeu?

Como canal de vocalização de demandas democráticas, sim. Mas o futebol segue sendo uma arena, até mesmo nas novas “arenas”, em que toda sorte de recalque político se manifesta. E se manifesta da maneira menos politizada possível. Três exemplos: o racismo, a homofobia e a intolerância.

Manifestações de pessoas vestidas com camisas da seleção e bandeiras do Brasil, que pedem a volta da ditadura, se encaixam nesse contexto?

No Brasil, há um fenômeno sintomático e contraditório em curso. Ele pode ser visto nas passeatas que exigem a destituição da presidente eleita em 2014. A contradição mais óbvia é protestar contra a corrupção fantasiado com a camisa da seleção da CBF. Existe também um fenômeno que não se via desde os anos 1970: a identificação da seleção brasileira, das suas cores, da sua simbologia, com o Brasil. Como se o país se reduzisse a isso ou se essa fosse sua melhor expressão. Esse orgulho nacionalista surge, paradoxalmente, num momento em que não há muito do que se orgulhar em termos futebolísticos. Essa é a segunda contradição. Por fim, não deixam de ser sintomáticas as manifestações autoritárias contra as regras do jogo, contra a democracia. Amaldiçoar o comunismo, cantar a plenos pulmões o hino nacional, vestir a camisa da seleção e homenagear os militares são coisas que eu só havia visto no governo do general [Emílio Garrastazu] Médici.

Fonte: PLACAR
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22 de janeiro de 2015

diretores do Banco Central do Brasil nos governos Cardoso, Lula e Dilma

[Banco Central do Brasil
Corrimão em acrílico
Brasília - DF] 


Observatório de Elites Políticas e Sociais do Brasil

DOI: 10.13140/2.1.3804.1920
Newsletter. Observatório de elites
políticas e sociais do Brasil. NUSP/UFPR, v.2, n. 5, janeiro. p. 1-17. 2015. ISSN 2359-2826



Diretores do Banco Central do Brasil nos governos Cardoso, Lula e Dilma: uma radiografia dos seus backgrounds educacionais.

Adriano Codato (ufpr)
Marco Cavalieri (ufpr)


Resumo: O artigo analisa a trajetória acadêmica (graduação e pós-graduação) de 39 diretores do
Banco Central do Brasil que serviram nos governos Cardoso, Lula e Dilma entre 1995 e 2014.
Evidencia, a partir de dados compilados das biografias individuais, a influência da formação
ortodoxa em Economia sobre a maior parte desse grupo de elite. Essa constatação é mais notável
ainda quando se examina o subgrupo de 19 diretores detentores de diplomas de doutorado, 75%
obtidos nos Estados Unidos em departamentos do mainstream da área.


download aqui [researchgate.net]

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17 de janeiro de 2015

onde estão os trabalhadores nas listas de candidatos dos partidos brasileiros?

[South Chine 
Morning Post] 



Observatório de Elites Políticas e Sociais do Brasil

DOI: 10.13140/2.1.3558.6884
Newsletter. Observatório de elites políticas e sociais do Brasil. NUSP/UFPR, v. 2, n. 2, p.1-14

Onde estão os trabalhadores nas listas de candidatos dos partidos brasileiros?

Luiz Domingos Costa (ufpr/nusp)
Bruno Bolognesi (ufpr/nusp)
Adriano Codato (nusp/ufpr)


Resumo: O texto procura dimensionar a presença e a evolução do número de trabalhadores
manuais nas listas eleitorais dos partidos brasileiros nas eleições para deputado federal de 1998 a
2014. A constatação fundamental do trabalho é que o grosso de candidatos oriundos das
ocupações mais populares se deslocou do Partido dos Trabalhadores para os partidos pequenos e
para os partidos novos nas últimas eleições. Para tentar explicar isso, esboçamos duas hipóteses: a
proliferação de partidos contribui para estender as oportunidades de candidaturas até a base da
pirâmide social brasileira; e as mudanças no interior do PT parecem fazer com que o partido prefira
políticos cada vez mais profissionais nas disputas eleitorais proporcionais.

download aqui
ou aqui [Academia.edu]
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13 de janeiro de 2015

classificando ocupações prévias à entrada na política

[Masks Of Present 
Day Politicians
1948, Ralph Morse] 




Codato, A., Costa, L.D. & Massimo, L., 2014. Classificando ocupações prévias à entrada na política: uma discussão metodológica e um teste empírico. Opinião Pública, 20(3), pp.346–362.

O artigo propõe uma discussão metodológica sobre definição, classificação e mensuração de posições sociais de origem para o estudo do recrutamento de elites políticas. Para tanto, apresenta diferentes estratégias teórico-metodológicas para enquadrar a variável “ocupação prévia à carreira parlamentar” e sugere a pertinência de um critério mais analítico que sociográfico na codificação das profissões. Sustenta-se que o recrutamento político pode ser mais bem apreendido por meio de uma tipologia que leve em conta, na linha sugerida por Max Weber, variáveis econômicas e sociais (e não exclusivamente variáveis institucionais). No teste empírico desses critérios, foram utilizados dados sobre candidatos a deputado federal no Brasil em 2006 e 2010 para simular o rendimento de uma classificação alternativa. Essa classificação está baseada em três parâmetros: a flexibilidade da carreira profissional do candidato, o valor social dessa ocupação e sua afinidade com o mundo político. O resultado revelou que as clivagens de gênero podem ser reforçadas pelo tipo de atividade exercida, antes mesmo que filtros institucionais produzam seus efeitos.


baixar aqui
ou aqui [Academia.edu]

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2 de janeiro de 2015

candidatos policiais na política nacional

[Captain Renault
Casablanca's policeman] 





Candidatos policiais na política nacional: uma análise dos aspirantes a deputado federal
Fábia Berlatto
Adriano Codato


DOI: 10.13140/2.1.3654.4320
Newsletter. Observatório de elites políticas e sociais do Brasil. NUSP/UFPR, v. 1, n. 7, p.1-16.

Das eleições de 1998 até as de 2014, 972 integrantes das forças policiais e militares se candidataram a deputado federal no Brasil. O objetivo deste paper é investigar os perfis social, político e ideológico dos integrantes das forças repressivas do Estado que se lançaram na política institucional. Através de estatística descritiva, ressaltamos as especificidades desse grupo. Achados iniciais mostraram que se a passagem da polícia à política era feita, nos anos 90, através de grandes partidos de direita, atualmente ela se dá via pequenos partidos sem identidade ideológica muito clara (partidos “fisiológicos”).

Acesse em:
http://bit.ly/1xza32w

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29 de dezembro de 2014

parlamentares eleitos no Brasil em 2014 por partido político (deputados federais, estaduais, distritais e senadores)

[banco de dados do
Observatório de elites políticas e sociais
do Brasil http://observatory-elites.org/]




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27 de dezembro de 2014

dossiê “Elites em diferentes escalas: teoria e metodologia no estudo dos grupos dirigentes”

[Margaret Thatcher as Lady Politician] 

Revista de Sociologia e Política

v. 22, n. 52 (2014)

Sumário







1678-9873 (versão online)

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