artigo recomendado


Sergio Simoni Junior, Rafael Moreira Dardaque, Lucas Malta Mingardi. A elite parlamentar brasileira de 1995 a 2010: até que ponto vai a popularização da classe política? Colombia Internacional, n. 87, p. 109-143, maio-ago. 2016 .
O objetivo deste artigo é debater a tese da popularização do perfil social dos parlamentares brasileiros buscando ressaltar que a literatura, ao ignorar a assimetria de poder institucional entre os legisladores, pode apresentar um viés no seu diagnóstico sobre as características da representação política no Brasil.
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15 de julho de 2016

a distribuição jurídica do poder político na ditadura de Vargas

[Getulio Vargas e o governador Ademar de Barros 
durante a campanha para a presidência da República.
Arquivo CPDOC/FGV] 





novo artigo:


A. Codato and W. Guandalini Jr., “O Código Administrativo do Estado Novo: a distribuição jurídica do poder político na ditadura,” Estudos Históricos (Rio Janeiro), vol. 29, no. 58, pp. 481–504, May 2016.


Resumo
O artigo discute as duas versões do Decreto-Lei 1.202/39 e suas alterações durante o Estado Novo (através do Decreto-Lei 5.511/43 e do Decreto-Lei 7.518/45). Analisamos os diferentes formatos da disposição jurídica que definiu tanto os poderes formais das oligarquias estaduais depois da Revolução de 1930, quanto a agenda político-burocrática dos Departamentos Administrativos dos estados. Trata-se de avaliar a capacidade legal
desses aparelhos para formular políticas e tomar decisões, precondição para entender seu poder de agenda. A análise dessa legislação permite compreender como a divisão do trabalho político e burocrático operava no Estado ditatorial, as conexões entre os seus centros de poder e a distribuição do poder pelas oligarquias.

Palavras-chave: Estado Novo; regime ditatorial; Decreto-Lei 1.202; Departamentos Administrativos; Getúlio Vargas.



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[FGV]

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2 de julho de 2016

conexões de mercado dos diretores e presidentes do Banco Central do Brasil

[In Moscow living room by B. Kustodiev
before 1913
detalhe] 

Conference Paper · July 2016

Quinto Congresso Latino-Americano de História Econômica (CLADHE V), At São Paulo (Brazil)

Entre o público e o privado: trajetórias profissionais e conexões de mercado dos diretores e presidentes do Banco Central do Brasil

Adriano Codato (UFPR, Brasil)
Marco Cavalieri (UFPR, Brasil)
Renato Perissinotto (UFPR, Brasil)
Eric Gil Dantas (UFPR, Brasil)
Rodolfo Palazzo Dias (UFSC, Brasil)

Resumo
O Banco Central é visto como uma das instituições mais insuladas e mais “técnicas” do governo brasileiro. No entanto, nenhuma instituição de governo consegue estar completamente isenta de interferências externas. Nesse contexto, estudos sobre fontes de recrutamento e padrões de carreiras dos indivíduos que ocuparam os postos de direção de uma agência pública podem oferecer indícios de como instituições (públicas e privadas) e grupos (burocráticos, empresariais, acadêmicos) podem modelar preferências políticas e interferir, ainda que indiretamente, em instituições tidas como autônomas. A maior parte das análises sobre elites estatais, incluído aí os estudos disponíveis sobre Bancos Centrais, costumam tratar apenas das instituições imediatamente anteriores ao recrutamento dos dirigentes. O objetivo deste paper é ultrapassar essa abordagem, englobando todas as instituições que os dirigentes do Banco Central do Brasil (BCB) passaram durante suas vidas profissionais. Isso permitirá uma visão mais completa e mais complexa das trajetórias desses agentes, demonstrando, através de quatro sociogramas construídos com o software UCINET, as suas conexões entre os mundos público e privado, entre as esferas nacional e internacional, bem como a centralidade de determinadas instituições empresariais e acadêmicas para a construção de suas respectivas carreiras. O universo estudado aqui é o dos 40 diretores e 6 presidentes do BCB entre os anos de 1995 e 2016. Esse período de tempo corresponde a seis mandatos presidenciais distintos, ocupados respectivamente por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT). 

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o conceito de ideologia no marxismo clássico

[http://www.123rf.com/stock-photo/ideology.html] 


novo artigo:

Adriano Codato

O conceito de ideologia no marxismo clássico: uma revisão e um modelo de aplicação
The Concept of Ideology in Classical Marxism: A Review and an Application Model 

Política & Sociedade, v. 15 n. 32 2016

Abstract
The purpose of this essay is to unveil some operational aspects of the theoretical notion of "ideology" as conceived by the Marxist tradition in order to emphasize its usefulness in social analysis. The argument to be defended here is that, either updated or not according to academic fashions, this term still works properly as long as it is understood in its full meaning. I then show how the transfiguration of the concept’s meaning (from a negative to a positive sense) and the reality it describes (from a purely mental phenomenon to a material structure) allows us to understand ideological practice as social practice, and how all this comes caught up by the notion of "tradition” as conceived by Marx and Engels. Then, I enumerate some theoretical and methodological requirements to produce a map of ideologies in a particular social formation. This map should serve not only to describe the topology of a given ideological field, but also to demonstrate how, when and why a particular ideology became the official ideology and its discourse, the dominant discourse.

Keywords: ideology, Marxism, ruling ideologies, social theory, social analysis.

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22 de maio de 2016

political power and the economic mainstream

[Produção de cédulas de notas de 50 reais 
na Casa da Moeda no Rio de Janeiro 
Marcelo Sayão/EFE


New Mexico State University
Carruthers Chair in Economic Development
May 4th, 2016


Research Seminar
Political Power and The Economic Mainstream: A Profile Analysis of the Brazilian Central Bank’s Board of Directors


Marco Cavalieri, Adriano Codato, Renato Perissinotto, Eric Dantas
(Federal University of Paraná, Brazil)
Observatory of social and political elites of Brazil

Abstract
This paper presents an analysis of the professional and educational backgrounds of the individuals who occupied posts in the Board of Directors of the Central Bank of Brazil in the period between the beginning of the first Fernando Henrique’s term and the end of Dilma Rousseff’s first term. The research advances two novelties. First, we constructed a database synthesizing the information from the curricula of the above mentioned individuals. Second, we use modern literature in the field of methodology of economics to categorize the educational backgrounds of those individuals with education in economics. Our general findings point to a differentiation between two types of members in the Board of Directors. The first type is the one generally recruited for the positions concerned with organizational issues within the Bank, and the second is usually the one that occupies posts related directly to the formulation of economic policies. However, we did not identify significant differences between the types of individuals chosen by the PSDB or PT governments.


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14 de maio de 2016

o impeachment e o futuro

[‎Priscila Werneck‎ 
para Adore Noir Magazine] 


Entrevista a Lamia Oualalou, publicada no Ouest-France.
13 maio 2016

Rio de Janeiro, de notre correspondante
Lamia Oualalou

« Ce qui est en jeu, ce n’est pas seulement mon mandat, ce sont les conquêtes des treize dernières années, en particulier pour les plus pauvres », a déclaré hier Dilma Rousseff lors de son dernier discours au palais présidentiel du Planalto. Elle a appelé « tous ceux qui sont contre le coup d’Etat à continuer à se mobiliser » pour qu’elle récupèrer son mandat. Une éventualité pratiquement impossible, aux dires du politologue Adriano Codato, professeur à l'Université fédérale du Parana. Pour lui, le Vice-président Michel Temer, qui lui succède aura les coudées franches pour au moins trois mois.

Dilma Rousseff a-t-elle une chance de revenir à la Présidence ?

Non, sa destitution est pratiquement irréversible, elle a souffert une défaite cuisante ce jeudi (55 des 81 sénateurs ont voté contre elle). Il est vrai que Michel Temer n’a aucun appui populaire – à peine 8% des Brésiliens le veulent comme Président selon un sondage Ibope – mais il dispose d’une base politique forte au Congrès pour mettre en place son programme en toute tranquillité.

En quoi consistera ce programme ?

Ce sont des mesures très conservatrices en termes de droits de l’homme, de droits sociaux et de législation du travail. Les marchés exigent également une importante austérité budgétaire. L’objectif des élites, quand elles ont appuyé cette destitution au caractère plus que contestable, était de récupérer tous les outils de décision sur le terrain économique, c’est aujourd’hui chose faite.

Quelle est la capacité de l’opposition à bloquer ces réformes ?

Elle est pratiquement nulle. Au Congrès, la gauche est très minoritaire et les partis qui ont en quelque sorte offert la Présidence à Michel Temer vont serrer les rangs derrière lui. Les protestations dans la rue seront éphémères. Elles sont épuisantes, et ces dernières semaines ont montré qu’elles étaient inefficaces. En outre, le Parti des Travailleurs (PT) de Dilma Rousseff a perdu sa capacité de mobilisation. Quant à l’opinion publique, elle a beau être en partie contre la destitution, elle va recevoir tous les jours un flux d’informations positives de la part des principaux médias, tous alliés au nouveau gouvernement.

La justice peut-elle gêner la nouvelle équipe, alors que plusieurs des ministres nommés sont accusés de corruption ?

Je pense qu’à court terme, le gouvernement bénéficiera d’une trêve également de ce côté-là. Par la suite, nous verrons si l’appareil judiciaire voulait véritablement s’attaquer à la corruption de l’Etat, ou si le seul objectif était de débarrasser le pays du PT.

Quel rôle jouera le PT dans le futur ?

Cela va dépendre de la capacité du parti à reconnaître ses erreurs, à commencer par la corruption, mais aussi sa bureaucratisation et l’éloignement des mouvements sociaux. Le PT s’est accommodé, et a bénéficié d’un système politique corrompu. Sans autocritique, il perd toutes ses chances d’incarner de nouveau l’espérance du camp progressiste.

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31 de janeiro de 2016

From public service to the Chamber of Deputies

[Projeto. Câmara dos Deputados e 
Senado Federal, Brasília - DF]

Codato, Adriano; FERREIRA, Ana Paula Lopes ; COSTA, Luiz Domingos . Do serviço público à Câmara dos Deputados: os parlamentares originários do funcionalismo público no Brasil. Revista do Serviço Público, v. 66, n. 4, p. 605-626, 2015.

Abstract
The present study demonstrates the variations in the political and social profile of federal deputies originating from civil service and elected to the Chamber of Deputies between 1982 and 2010. We stem from the assumption that the higher the position occupied in the public sector, the lower the extension of the career up until the Chamber of Deputies, since positional capital would potentize one’s social and political resources. We noticed differences, albeit moderate, in the political career profile across different ranks in Brazil’s civil service. Nevertheless, the key finding concerns the differences found between parliamentarians when divided by ideological blocs. The electoral success of Brazilian civil servants depends less on attributes concerning their functions within the State bureaucracy and more on the influence that the ruling party may have over the electoral market and the propulsion it can provide to heir respective political careers.

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11 de janeiro de 2016

women, blacks, and political parties in the 2014 federal elections in Brazil

[Bahia, Brasil
Walter Sanders
Life Photo Collection] 



article:
Bolognesi, B., Perissinotto, R. M., and Codato, A. (2016) Reclutamiento político en Brasil. Mujeres, negros y partidos en las elecciones federales de 2014. Revista Mexicana de Ciencias Políticas y Sociales 61(226): 183–212.


Abstract: Occupations like lawyer, physician and engineer have been regarded as a fundamental social resource for political success in Brazil´s institutional politics. The aim of this paper is to present a systematic approach on how occupations affect parliamentary recruitment. We tested the hypothesis by Norris and Lovenduski (1997) according to which some occupations are more prone to lead candidates to political success than others. Data used in the paper refer to 5.219 running candidates for the Deputies Chamber in the 2014 elections. We aggregated candidate's declared occupation into categories according to their capacity to produce more or less disposition to politics and tested the influence of this societal variable on candidate's electoral success or failure. The study also added other variables to occupation, as sex, skin colour and candidate's party size. Results reveal strong association between occupations with high political disposition and electoral success, for that matter even for women and candidate from small parties, but not for afro descendant candidates.

Keywords: occupations; political recruitment; political parties; professional politicians; brazilian elections.

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http://bit.ly/1RFK6WE 
[Academia.edu]
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15 de dezembro de 2015

la croissance spectaculaire de la nouvelle droite brésilienne

[Almir Mavignier.
 Serigrafia original (pôster), 
1983 (84x60cm).
Coleção particular] 

La croissance spectaculaire de la nouvelle droite brésilienne : députés et candidats

Adriano Codato
Universidade Federal do Paraná

Bruno Bolognesi
Universidade Federal do Paraná

Karolina Mattos Roeder
Universidade Federal do Paraná

Apresentação no colóquio internacional
MAIS C'EST QUOI CETTE CRISE ? 
Sociologie politique de la crise brésilienne actuelle
Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne,
Département de Science Politique.

Décembre, 2015.

clique aqui para baixar
a apresentação em PDF
http://bit.ly/225fJ0G

DOI 10.13140/RG.2.1.4685.1922

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17 de novembro de 2015

colóquio internacional: "Que crise é esta?" Université Paris1 - Panthéon Sorbonne

[Dionísio del Santo
Composição em guache
19x18 cm
coleção particular] 

QUE CRISE É ESTA ?

Workshop / Colóquio internacional
Colloque "Mais c'est quoi cette crise ?"

Organizador : Stéphane Monclaire (Département de Science Politique de la Sorbonne - Université Paris1)

Coordenadores científicos : Adriano Codato (UFPR) e Stéphane Monclaire (Paris1)

PROGRAMA (quase definitivo)

Apenas as pessoas inscritas no Colóquio poderão assistir às palestras e aos debates.
Para se inscrever, contatar Walter Nique-Franz no seguinte endereço: crisebrasil@gmail.com

Quinta-feira 10 de dezembro de 2015
Anfiteatro Bachelard - Sorbonne
8h45: recebimento dos participantes
9h00: boas-vindas dos organizadores e do chefe do departamento de Ciência Política da Universidade Paris 1

9h20 – 10h50: CONFÊRENCIA DE ABERTURA
9h20: Michel Dobry (Paris 1)
"Comment penser les crises politiques" ("Como pensar as crises políticas")
10h10: debate (40 minutos)
10h50 intervalo

Salle G606 - Sorbonne
11h15-12h10 RECESSÃO ECONÔMICA
11h15: Pierre Salama (Paris 13): Problemas econômicos e tensões políticas.
11h45 : debate (25 minutos)

Almoço
Maison d'Amérique Latine 
(217 boulevard Saint Germain des Prés, Paris 7°)
14h00 – 16h00 "INFORMAR E SE INFORMAR"
14h05: Emerson Cervi (UFPR): Jornalismo político brasileiro nas últimas décadas: mudanças editoriais e transformações tecnológicas.
14h40: Fábio Malini (UFES): A diferença dos protestos no Brasil nas redes sociais: o # Vem Pra Rua entre 2013 e 2015.
15h15: debate (40 minutos)
15h55: intervalo

16h10 – 18h00 "DINHEIRO E POLÍTICA"
16h10: Marthius Sávio Lobato (UnB): O financiamento das campanhas eleitorais no Brasil.
16h45: Rita de Cássia Biason (UNESP) : Prevenção e controle da corrupção no Brasil: reformas e vulnerabilidades.
17h20: debate (40 minutos)

Sexta-feira 11 de dezembro de 2015 
Salle 1 - Bâtiment Panthéon - Université Paris1
8h30 – 10h50 "OPINIÕES e FORÇAS POLÍTICAS"
8h30 : Raquel Meneguello (UNICAMP): Representação política e adesão democrática: subsídios do Estudo Eleitoral Brasileiro para compreensão da crise.
9h00: Mara Telles (UFMG): Quando a Direita e a Esquerda vão às ruas: Democracia, anti-partidarismo e canais de mobilização nos protestos anti-governo.
9h30 : Adriano Codato (UFPR), Bruno Bolognesi (UFPR), Karolina Mattos Roeder (UFPR): O crescimento espetacular da nova direita brasileira: deputados e candidatos.
10h00 :debate (55 minutos)
10h55: intervalo

11h10 – 12h50 : "DIREITO E POLÍTICA"
11h10: Leonardo Barbosa (CEFOR): Crise política, direito constitucional e processo legislativo: perspectivas jurídicas sobre o agravamento das tensões entre Executivo e Legislativo na 55ª Legislatura.
11h40 Desirée Salgado (UFPR): As sucessivas alterações legislativas e judiciais do sistema político-eleitoral brasileiro e sua evidente inutilidade e crescente inadequação constitucional.
12h10: debate (40 minutos)

13h00 almoço
14h25 – 16h25: "EM BUSCA DOS FATORES INSTITUCIONAIS DOS PROBLEMAS ATUAIS"
14h25: Marcus Ianonni (UFF): Estado e coalizão social-desenvolvimentista no Brasil 2003-2014.
14h55: Carlos Pereira (FGV) : Sistema político brasileiro: disfuncional ou má gerência?
15h25: Paulo Peres (UFRGS) Partidos e presidencialismo de coalizão: um modelo em crise?
16h05 Debate (55 minutos)
17h00 : intervalo

17h15: CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO
Stéphane Monclaire (Paris 1) : Os sentidos da crise ("Les sens de la crise")
18h05 : debate (45 minutos)

16 de novembro de 2015

Fethi Ben­slama: 'para os desesperados, o islamismo radical é um produto excitante

[bandeira do Estado Islâmico 
no Iraque e no Levante (EIIL)] 

Pour les désespérés, l’islamisme radical est un produit excitant
par Fethi Ben­slama

LE MONDE CULTURE ET IDÉES | le 13.11.2015

propos recueillis par Soren Seelow

Professeur de psychopathologie à l’université Paris-Diderot, dont il dirige l’UFR Études ­psychanalytiques, Fethi Ben­slama s’intéresse au fait religieux depuis les années 1980. Son premier essai sur la fondation subjective de l’islam sort en 1988 (La Nuit brisée, Ramsay), quelques mois avant l’affaire Salman Rushdie, dont il prendra la défense à la suite de la fatwa le ­condamnant à mort. Son dernier livre en date est La guerre des subjectivités en islam, Lignes, 2014. Il a également dirigé l’ouvrage collectif L’Idéal et la Cruauté. Subjectivité et politique de la radicalisation, Lignes, 224 pages, 21 €. Fethi Benslama participe à la création, lancée par le gouvernement, d’un centre d’accueil à destination des jeunes rentrés de Syrie.

en quoi la psychanalyse aide-t-elle à ­penser le succès de l’islamisme auprès d’une partie de la jeunesse  ?

Le phénomène de la radicalité a pris une telle dimension qu’elle nécessite une intelligibilité au croisement du politique, de l’histoire et de la clinique. Selon les données ­actuelles, deux tiers des radicalisés recensés en France (3 100 ont été à ce jour signalés au numéro vert mis en place en avril 2014 par le ministère de l’intérieur) ont entre 15 et 25 ans, et un quart sont mineurs   : la grande majorité est dans cette zone moratoire du passage à l’âge adulte qui confine à l’adolescence persistante. Cette période de la vie est portée par une avidité d’idéaux sur un fond de remaniements douloureux de l’identité. Ce qu’on appelle aujourd’hui «  radicalisation  » est une configuration du trouble des idéaux de notre époque. C’est cet angle d’approche qui est propre à la psychanalyse : les idéaux à travers lesquels se nouent l’individuel et le collectif dans la formation du ­sujet humain.

L’offre djihadiste capte des jeunes qui sont en détresse du fait de failles identitaires importantes. Elle leur propose un idéal total qui comble ces failles, permet une réparation de soi, voire la création d’un nouveau soi, autrement dit une prothèse de croyance ne souffrant aucun doute. Ces jeunes étaient donc en attente, sans nécessairement montrer des troubles évidents. Dans certains cas, ils vivent des tourments asymptomatiques ou dissimulés   ; ce sont les plus imprévisibles, parfois les plus dangereux, ce qui se traduit après le passage à l’acte violent par des témoignages tels que  : «  C’était un garçon gentil, sans problème, serviable, etc.  » Dans d’autres cas, les perturbations se sont déjà manifestées à travers la délinquance ou la toxicomanie.

que se passe-t-il lorsqu’un jeune ­rencontre cet «  idéal total  »  ?

L’offre radicale répond à une fragilité identitaire en la transformant en une puissante armure. Lorsque la conjonction de l’offre et de la demande se réalise, les failles sont comblées, une chape est posée. Il en résulte pour le sujet une sédation de l’angoisse, un sentiment de libération, des élans de toute-puissance. Il ­devient un autre. Souvent, il adopte un autre nom. Voyez combien les discours des radicalisés se ressemblent, comme s’ils étaient tenus par la même personne  : ils abdiquent une large part de leur singularité. Le sujet cède à l’automate fanatique. Cela dit, il ne faut pas confondre expliquer et excuser  : l’analyse de la réalité subjective sous-jacente à ce phénomène ne signifie ni la folie ni l’irresponsabilité, sauf exception. De plus, le fait «  psy  » n’est pas un minerai pur, il se recompose avec le contexte social et politique.

Les failles identitaires ne sont évidemment pas l’apanage des enfants de migrants ou de familles musulmanes, ce qui explique que 30 à 40 % des radicalisés soient des convertis. Ces sujets cherchent la radicalisation avant même de rencontrer le produit. Peu importe qu’ils ignorent de quoi est fait ce produit, pourvu qu’il apporte la «  solution  ». La presse a rapporté le cas de djihadistes qui avaient commandé en ligne l’ouvrage L’Islam pour les nuls. Aujourd’hui, l’islamisme radical est le produit le plus répandu sur le marché par ­Internet, le plus excitant, le plus intégral. C’est le couteau suisse de l’idéalisation, à l’usage des désespérés d’eux-mêmes et de leur monde.

Dans  La guerre des subjectivités en ­islam , vous faites remonter ce phénomène à la chute du califat (1924), cet «  idéal ­islamique blessé dont l’hémorragie ­continue à ce jour  »…

Les traumatismes historiques ont une onde de propagation très longue, surtout lorsqu’une idéologie les relaye auprès des masses. Des générations se les transmettent de sorte que des individus se vivent en héritiers d’infamies, sachant les faits ou pas. L’année 1924 marque la fin du dernier empire islamique, vieux de 624  ans, l’abolition du califat, c’est-à-dire du principe de souveraineté théologico-politique en islam, et la fondation du premier État laïque en Turquie. Le territoire ottoman est dépecé et occupé par les puissances coloniales, les musulmans passent de la position de maîtres à celle de subalternes chez eux. C’est l’effondrement d’un socle vieux de 1 400  ans, la fin de l’illusion de l’unité et de la puissance. S’installe alors la hantise mélan­colique de la dissolution de l’islam dans un monde où il ne gouverne plus.

Le symptôme de cette cassure historique est la naissance, en 1928, des Frères musulmans, qui est la traduction en organisation de ce qu’on pourrait nommer la théorie de «  l’idéal islamique blessé  » à venger. L’islamisme promet le rétablissement du califat par la défaite des États. Cette réaction est protéiforme  : littéraliste, puritaniste, scientiste, politique ou guerrière. Elle véhicule le souvenir du traumatisme et le projette sur l’actualité désastreuse de populations qui souffrent, les expéditions militaires occidentales et les guerres civiles.

Cet effondrement historique s’accompagne d’un clash inédit dans le modèle du sujet musulman. C’est un fait que les Lumières arrivent en terre d’islam avec des canonnières   ; pour autant, des élites musulmanes deviendront partisanes des Lumières et de leur émancipation politique, auxquelles s’opposeront des «  anti-Lumières  », qui réclament la restauration de la souveraineté théologique et le retour à la tradition prophétique. Une discordance systémique apparaît alors dans le rapport du sujet de l’islam au pouvoir. Les uns veulent être citoyens d’un État, musulmans mais séparés de l’ordre théologique, les autres appellent au contraire à être davantage musulmans, encore et encore plus. D’où l’émergence de ce que j’ai appelé la figure du «  surmusulman  ». L’islamisme apparaît alors comme une défense de l’islam, si acharnée qu’elle veut se substituer à lui. Elle a mobilisé tous les anticorps d’un système se percevant en perdition. Mais la défense est devenue une maladie auto-immune, au sens où elle détruit ce qu’elle veut sauver.

quels sont les ressorts de cet ­embrigadement  ?

L’islamisme ne vise pas seulement la distinction entre le musulman et le non-musulman, mais à l’intérieur des musulmans entre ceux qui le seraient totalement et ceux qui ne le seraient que partiellement ou n’auraient que l’apparence du musulman, en quelque sorte des «  islamoïdes  ». Il y a soupçon de défection, traque et culpabilité. En tant que psychanalyste, je lis cette période comme une histoire écrite à partir des exigences du ­surmoi de la tradition islamique. Un surmoi mis en alerte permanente par des désirs et des craintes collectives de devenir autre  : un ­«  occidenté  » ou un Occidental.

Or la culpabilité de vivre et de désirer est bien plus répandue qu’on ne le croit. Les tourments s’intensifient là où il y a malheur et honte d’être. Particulièrement dans les troubles de l’identité  : le sujet se dit qu’il ne vaut rien, qu’il est une malfaçon, un déchet. L’islamisme lui renvoie ce message en miroir  : tu es indigne parce que tu es sans foi ni loi, tu as la possibilité de te faire pardonner en étant un missionnaire de la cause  : deviens «  surmusulman  ». L’offre djihadiste propose un débouché  : l’ex­filtration par le haut, par l’issue de secours de la gloire. Le «  déchet  » devient redoutable.

comment, dès lors, interpréter le phénomène du martyr, de l’attentat-suicide   ?

Le martyr est un sujet qui veut survivre en disparaissant. Pour le candidat, ce n’est pas un suicide, mais un autosacrifice, lequel est un transfert par l’idéal absolu vers l’immortalité. Il n’est mort qu’en apparence  ; il reste vivant jouissant sans limite. Ceux qui s’y engagent parviennent à un état de mélancolie sacrificielle   : ils (se) tuent pour venger l’offense à l’idéal. À travers le spectacle cruel des corps disloqués, ils laissent une scène terrifiante de destruction de la figure humaine de l’ennemi. Ce n’est pas seulement la mort, mais l’anéantissement de l’autre, car il est difficile de le reconstituer pour lui donner sépulture. Quant à l’auteur, il est convaincu de se métamorphoser en «  surmâle  » jouissant sans fin dans l’au-delà, d’où l’imagerie des vierges éternelles.

en quoi l’offre djihadiste diffère-t-elle des mouvements sectaires   ?

Il y a des aspects comparables, tels que l’emprise mentale, mais des différences essentielles. Dans la secte, l’individu s’assujettit à la théorie délirante du gourou, à son exploitation économique, voire sexuelle. Le djihadiste adhère à une croyance collective très large, alimentée par le réel de la guerre à laquelle on lui offre de prendre une part héroïque, moyennant des avantages matériels, sexuels, de pouvoir. Le mélange du mythe et de la réalité historique est plus toxique que le délire.

l’islamisme séduit aussi bien dans les ­faubourgs de Tunis que dans les villages de France. En quoi interroge-t-il notre modernité  ?

L’islamisme comporte la promesse d’un retour au monde traditionnel où être sujet est donné, alors que dans la civilisation moderne l’individu est une superproduction de lui-même qui l’oblige à un travail harassant. Il faut en avoir les moyens. Certains jeunes préfèrent aujourd’hui l’ordre rassurant d’une communauté avec ses normes contraignantes, l’assignation à un cadre autoritaire qui les soulage du désarroi de leur liberté et d’une responsabilité personnelle sans ressources.

fonte: Centre interdisciplinaire de formation à la psychothérapie relationnelle
http://www.cifpr.fr/+Pour-les-desesperes-l-islamisme-radical-est-un-produit-excitant+
.

6 de novembro de 2015

a nova direita brasileira

[Antonio Lizarraga, 
gravura s.d.
Coleção particular 
Mahfuz-Bolognesi




CODATO, Adriano; BOLOGNESI, Bruno; ROEDER, Karolina Mattos.

A nova direita brasileira: uma análise da dinâmica partidária e eleitoral do campo conservador.


O objetivo deste capítulo é tentar evidenciar o possível surgimento de uma “nova direita” no Brasil. Em alguns pontos, como no caso do conservantismo em relação aos costumes e das limitações impostas à liberdade pessoal, essa nova corrente política se alinha à velha direita, herdeira direta da Arena e depois PDS, partidos de sustentação política do regime ditatorial-militar. Mas, em outros pontos fundamentais, não. A nova direita brasileira está orientada para conviver com governos de esquerda, fazendo parte de suas coalizões de apoio, e admitir, pragmaticamente, a existência de programas sociais. Por enquanto, a existência de uma nova direita partidária é uma hipótese a ser comprovada.

In: Sebastião Velasco e Cruz; André Kaysel; Gustavo Codas. (Org.). Direita, volver! : o retorno da direita e o ciclo político brasileiro. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2015, v. , p. 115-143.

livro completo
aqui http://bit.ly/1S0iB8i

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5 de novembro de 2015

o conservantismo do Congresso Nacional brasileiro

[Deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) 
Foto brasil.elpais.com 
22 agosto 2015] 


Entrevista Congresso em Foco

Revista Congresso em Foco, Ano 4, n. 19, outubro 2015

http://revista.congressoemfoco.uol.com.br/


A revista publicou uma matéria intitulada “Os ovos da serpente” sobre algumas propostas regressivas no Congresso Nacional brasileiro. Incluiu uma pequena parte da entrevista que Adriano Codato e Bruno Bolognesi deram sob o título “A direita sai do armário”. Por razões editoriais só foram publicados alguns trechos. Abaixo, a entrevista completa.

Adriano Codato & Bruno Bolognesi

1. Congresso em Foco: É possível dizer que este é o Congresso mais conservador desde a redemocratização do país?

Bruno Bolognesi & Adriano Codato: Não há como ser categórico sobre isso. Ainda. São nove meses de legislatura. Afirmações desse tipo têm de ser comparativas, levar em conta a legislatura inteira e contar com uma série histórica mínima e a análise de muitas votações. Por outro lado, é possível dizer, nesse momento, duas coisas. A primeira é que cresceu muito a bancada dos pequenos partidos da nova direita. É o fenômeno que está por baixo da "fragmentação do sistema partidário". A segunda coisa que podemos dizer, baseados nas observações desse ano, é que o Congresso Nacional ficou menos "programático". Ou seja: os grandes partidos passaram a contar menos na definição da agenda política, das linhas de força, das grandes divisões dentro de cada Casa. Isso permitiu que emergisse uma agenda de tipo "personalista", por um lado, e fortemente ancorada em grupos de interesse supra a interpartidários. Nesse contexto, programas universalistas de políticas públicas (educação, saúde, previdência, etc.) passam a contar menos nos cálculos eleitorais dos políticos. Conta mais a sua agenda eleitoral pessoal, conectada a alguma clientela muito específica (igrejas, empresas, etc.).


2. Congresso em Foco: O senhor disse certa vez que o brasileiro perdeu a vergonha de ser conservador e de se assumir como de direita. Por quê? O que isso significa para o país?

Codato: No século XX o Brasil teve governos conservadores, todos, duas ditaduras que, curiosamente, se recusavam a ser chamadas como tais, movimentos sociais de direita (integralismo, conservantismo católico, etc.), mas a palavra "direita" nunca foi comum no nosso léxico político. Nem popular. Mas, pela primeira vez, depois de três governos de centro-esquerda, a conjuntura possibilitou que todos os que se opusessem a ele se situassem do centro para a extrema-direita. Então, a palavra perdeu o sentido negativo (que talvez tivesse entre nós) e passou a designar genericamente todo aquele "é contra o PT". Mas essa não é apenas uma transformação no universo político. Há uma base social que sustenta essa direita. Ela é forjada pela convergência pragmática entre a classe média urbana, que sempre foi porta-voz do movimento contra corrupção (a mesma classe média que votou no PT em 2002), e um movimento em defesa da moral conservadora, que sempre esteve presente no imaginário nacional. A diferença é que a soma das duas forças permite que se organize uma oposição ao pequeno progresso social alcançado por algumas medidas distributivistas; e uma oposição ao pequeno progresso no campo moral, como o acolhimento mínimo de direitos mínimos das minorias. Voilà, a direita brasileira.

3. Congresso em Foco: Sob o comando de Eduardo Cunha, a Câmara discute propostas que, na avaliação de parlamentares ligados à defesa dos direitos humanos, representam retrocesso para o país, como a revogação do Estatuto do Desarmamento, o não reconhecimento das uniões homoafetivas (no Estatuto da Família) e a proibição de métodos abortivos mesmo em caso de estupro. Já os apoiadores dessas medidas alegam que a sociedade defende esse tipo de iniciativa. Para confirmar seus argumentos, utilizam muitas vezes pesquisas de opinião. O Congresso espelha hoje o conservadorismo da sociedade?

Bolognesi: O uso da opinião pública pelo deputado Cunha é absolutamente seletivo. Quando lhe interessa, mobiliza o argumento; quando não, esquece de ouvir a “vontade popular”.  Ocorre que o sistema representativo democrático tem também como função a proteção de direitos de minorias e o atendimento a agendas de segmentos sociais específicos. Utilizar a opinião pública como referência para pautar a atividade legislativa é correr o enorme risco de se cair no autoritarismo.


4. Congresso em Foco: Os senhores veem risco de retrocesso na garantia de direitos e liberdades individuais e coletivos no país por causa da atual composição do Congresso?

Bruno Bolognesi & Adriano Codato: Sim. Principalmente em relação às liberdades individuais. O princípio liberal clássico que deve reagir a atuação democrática, isto é, o reconhecimento dos direitos de grupos minoritários existirem, serem respeitados, ouvidos e representamos politicamente, pode estar em risco. A conquista da Câmara por bancadas cada vez mais homogêneas socialmente e ideologicamente, cada vez menos plurais, e cada vez mais à direita coloca sim esse princípio em risco.

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