artigo recomendado


CAVALCANTE, Pedro. Vale a pena ser um bom prefeito? Comportamento eleitoral e reeleição no Brasil. Opinião Pública, Campinas, v. 21, n. 1, p. 87-104, abr. 2015 .
O artigo mensura os efeitos do desempenho fiscal das prefeituras, caracterizado pelo Índice Firjan de Gestão Fiscal, na probabilidade de reeleição em 2008. Os resultados dos modelos multivariados confirmam o voto retrospectivo, na medida em que se observam efeitos expressivos da administração orçamentária e financeira sobre as chances de reeleição dos prefeitos.
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31 de janeiro de 2016

From public service to the Chamber of Deputies

[Projeto. Câmara dos Deputados e 
Senado Federal, Brasília - DF]

Codato, Adriano; FERREIRA, Ana Paula Lopes ; COSTA, Luiz Domingos . Do serviço público à Câmara dos Deputados: os parlamentares originários do funcionalismo público no Brasil. Revista do Serviço Público, v. 66, n. 4, p. 605-626, 2015.

Abstract
The present study demonstrates the variations in the political and social profile of federal deputies originating from civil service and elected to the Chamber of Deputies between 1982 and 2010. We stem from the assumption that the higher the position occupied in the public sector, the lower the extension of the career up until the Chamber of Deputies, since positional capital would potentize one’s social and political resources. We noticed differences, albeit moderate, in the political career profile across different ranks in Brazil’s civil service. Nevertheless, the key finding concerns the differences found between parliamentarians when divided by ideological blocs. The electoral success of Brazilian civil servants depends less on attributes concerning their functions within the State bureaucracy and more on the influence that the ruling party may have over the electoral market and the propulsion it can provide to heir respective political careers.

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11 de janeiro de 2016

women, blacks, and political parties in the 2014 federal elections in Brazil

[Bahia, Brasil
Walter Sanders
Life Photo Collection] 



article:
Bolognesi, B., Perissinotto, R. M., and Codato, A. (2016) Reclutamiento político en Brasil. Mujeres, negros y partidos en las elecciones federales de 2014. Revista Mexicana de Ciencias Políticas y Sociales 61(226): 183–212.


Abstract: Occupations like lawyer, physician and engineer have been regarded as a fundamental social resource for political success in Brazil´s institutional politics. The aim of this paper is to present a systematic approach on how occupations affect parliamentary recruitment. We tested the hypothesis by Norris and Lovenduski (1997) according to which some occupations are more prone to lead candidates to political success than others. Data used in the paper refer to 5.219 running candidates for the Deputies Chamber in the 2014 elections. We aggregated candidate's declared occupation into categories according to their capacity to produce more or less disposition to politics and tested the influence of this societal variable on candidate's electoral success or failure. The study also added other variables to occupation, as sex, skin colour and candidate's party size. Results reveal strong association between occupations with high political disposition and electoral success, for that matter even for women and candidate from small parties, but not for afro descendant candidates.

Keywords: occupations; political recruitment; political parties; professional politicians; brazilian elections.

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pdf
http://bit.ly/1RFK6WE 
[Academia.edu]
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15 de dezembro de 2015

la croissance spectaculaire de la nouvelle droite brésilienne

[Almir Mavignier.
 Serigrafia original (pôster), 
1983 (84x60cm).
Coleção particular] 

La croissance spectaculaire de la nouvelle droite brésilienne : députés et candidats

Adriano Codato
Universidade Federal do Paraná

Bruno Bolognesi
Universidade Federal do Paraná

Karolina Mattos Roeder
Universidade Federal do Paraná

Apresentação no colóquio internacional
MAIS C'EST QUOI CETTE CRISE ? 
Sociologie politique de la crise brésilienne actuelle
Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne,
Département de Science Politique.

Décembre, 2015.

clique aqui para baixar
a apresentação em PDF
http://bit.ly/225fJ0G

DOI 10.13140/RG.2.1.4685.1922

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17 de novembro de 2015

colóquio internacional: "Que crise é esta?" Université Paris1 - Panthéon Sorbonne

[Dionísio del Santo
Composição em guache
19x18 cm
coleção particular] 

QUE CRISE É ESTA ?

Workshop / Colóquio internacional
Colloque "Mais c'est quoi cette crise ?"

Organizador : Stéphane Monclaire (Département de Science Politique de la Sorbonne - Université Paris1)

Coordenadores científicos : Adriano Codato (UFPR) e Stéphane Monclaire (Paris1)

PROGRAMA (quase definitivo)

Apenas as pessoas inscritas no Colóquio poderão assistir às palestras e aos debates.
Para se inscrever, contatar Walter Nique-Franz no seguinte endereço: crisebrasil@gmail.com

Quinta-feira 10 de dezembro de 2015
Anfiteatro Bachelard - Sorbonne
8h45: recebimento dos participantes
9h00: boas-vindas dos organizadores e do chefe do departamento de Ciência Política da Universidade Paris 1

9h20 – 10h50: CONFÊRENCIA DE ABERTURA
9h20: Michel Dobry (Paris 1)
"Comment penser les crises politiques" ("Como pensar as crises políticas")
10h10: debate (40 minutos)
10h50 intervalo

Salle G606 - Sorbonne
11h15-12h10 RECESSÃO ECONÔMICA
11h15: Pierre Salama (Paris 13): Problemas econômicos e tensões políticas.
11h45 : debate (25 minutos)

Almoço
Maison d'Amérique Latine 
(217 boulevard Saint Germain des Prés, Paris 7°)
14h00 – 16h00 "INFORMAR E SE INFORMAR"
14h05: Emerson Cervi (UFPR): Jornalismo político brasileiro nas últimas décadas: mudanças editoriais e transformações tecnológicas.
14h40: Fábio Malini (UFES): A diferença dos protestos no Brasil nas redes sociais: o # Vem Pra Rua entre 2013 e 2015.
15h15: debate (40 minutos)
15h55: intervalo

16h10 – 18h00 "DINHEIRO E POLÍTICA"
16h10: Marthius Sávio Lobato (UnB): O financiamento das campanhas eleitorais no Brasil.
16h45: Rita de Cássia Biason (UNESP) : Prevenção e controle da corrupção no Brasil: reformas e vulnerabilidades.
17h20: debate (40 minutos)

Sexta-feira 11 de dezembro de 2015 
Salle 1 - Bâtiment Panthéon - Université Paris1
8h30 – 10h50 "OPINIÕES e FORÇAS POLÍTICAS"
8h30 : Raquel Meneguello (UNICAMP): Representação política e adesão democrática: subsídios do Estudo Eleitoral Brasileiro para compreensão da crise.
9h00: Mara Telles (UFMG): Quando a Direita e a Esquerda vão às ruas: Democracia, anti-partidarismo e canais de mobilização nos protestos anti-governo.
9h30 : Adriano Codato (UFPR), Bruno Bolognesi (UFPR), Karolina Mattos Roeder (UFPR): O crescimento espetacular da nova direita brasileira: deputados e candidatos.
10h00 :debate (55 minutos)
10h55: intervalo

11h10 – 12h50 : "DIREITO E POLÍTICA"
11h10: Leonardo Barbosa (CEFOR): Crise política, direito constitucional e processo legislativo: perspectivas jurídicas sobre o agravamento das tensões entre Executivo e Legislativo na 55ª Legislatura.
11h40 Desirée Salgado (UFPR): As sucessivas alterações legislativas e judiciais do sistema político-eleitoral brasileiro e sua evidente inutilidade e crescente inadequação constitucional.
12h10: debate (40 minutos)

13h00 almoço
14h25 – 16h25: "EM BUSCA DOS FATORES INSTITUCIONAIS DOS PROBLEMAS ATUAIS"
14h25: Marcus Ianonni (UFF): Estado e coalizão social-desenvolvimentista no Brasil 2003-2014.
14h55: Carlos Pereira (FGV) : Sistema político brasileiro: disfuncional ou má gerência?
15h25: Paulo Peres (UFRGS) Partidos e presidencialismo de coalizão: um modelo em crise?
16h05 Debate (55 minutos)
17h00 : intervalo

17h15: CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO
Stéphane Monclaire (Paris 1) : Os sentidos da crise ("Les sens de la crise")
18h05 : debate (45 minutos)

16 de novembro de 2015

Fethi Ben­slama: 'para os desesperados, o islamismo radical é um produto excitante

[bandeira do Estado Islâmico 
no Iraque e no Levante (EIIL)] 

Pour les désespérés, l’islamisme radical est un produit excitant
par Fethi Ben­slama

LE MONDE CULTURE ET IDÉES | le 13.11.2015

propos recueillis par Soren Seelow

Professeur de psychopathologie à l’université Paris-Diderot, dont il dirige l’UFR Études ­psychanalytiques, Fethi Ben­slama s’intéresse au fait religieux depuis les années 1980. Son premier essai sur la fondation subjective de l’islam sort en 1988 (La Nuit brisée, Ramsay), quelques mois avant l’affaire Salman Rushdie, dont il prendra la défense à la suite de la fatwa le ­condamnant à mort. Son dernier livre en date est La guerre des subjectivités en islam, Lignes, 2014. Il a également dirigé l’ouvrage collectif L’Idéal et la Cruauté. Subjectivité et politique de la radicalisation, Lignes, 224 pages, 21 €. Fethi Benslama participe à la création, lancée par le gouvernement, d’un centre d’accueil à destination des jeunes rentrés de Syrie.

en quoi la psychanalyse aide-t-elle à ­penser le succès de l’islamisme auprès d’une partie de la jeunesse  ?

Le phénomène de la radicalité a pris une telle dimension qu’elle nécessite une intelligibilité au croisement du politique, de l’histoire et de la clinique. Selon les données ­actuelles, deux tiers des radicalisés recensés en France (3 100 ont été à ce jour signalés au numéro vert mis en place en avril 2014 par le ministère de l’intérieur) ont entre 15 et 25 ans, et un quart sont mineurs   : la grande majorité est dans cette zone moratoire du passage à l’âge adulte qui confine à l’adolescence persistante. Cette période de la vie est portée par une avidité d’idéaux sur un fond de remaniements douloureux de l’identité. Ce qu’on appelle aujourd’hui «  radicalisation  » est une configuration du trouble des idéaux de notre époque. C’est cet angle d’approche qui est propre à la psychanalyse : les idéaux à travers lesquels se nouent l’individuel et le collectif dans la formation du ­sujet humain.

L’offre djihadiste capte des jeunes qui sont en détresse du fait de failles identitaires importantes. Elle leur propose un idéal total qui comble ces failles, permet une réparation de soi, voire la création d’un nouveau soi, autrement dit une prothèse de croyance ne souffrant aucun doute. Ces jeunes étaient donc en attente, sans nécessairement montrer des troubles évidents. Dans certains cas, ils vivent des tourments asymptomatiques ou dissimulés   ; ce sont les plus imprévisibles, parfois les plus dangereux, ce qui se traduit après le passage à l’acte violent par des témoignages tels que  : «  C’était un garçon gentil, sans problème, serviable, etc.  » Dans d’autres cas, les perturbations se sont déjà manifestées à travers la délinquance ou la toxicomanie.

que se passe-t-il lorsqu’un jeune ­rencontre cet «  idéal total  »  ?

L’offre radicale répond à une fragilité identitaire en la transformant en une puissante armure. Lorsque la conjonction de l’offre et de la demande se réalise, les failles sont comblées, une chape est posée. Il en résulte pour le sujet une sédation de l’angoisse, un sentiment de libération, des élans de toute-puissance. Il ­devient un autre. Souvent, il adopte un autre nom. Voyez combien les discours des radicalisés se ressemblent, comme s’ils étaient tenus par la même personne  : ils abdiquent une large part de leur singularité. Le sujet cède à l’automate fanatique. Cela dit, il ne faut pas confondre expliquer et excuser  : l’analyse de la réalité subjective sous-jacente à ce phénomène ne signifie ni la folie ni l’irresponsabilité, sauf exception. De plus, le fait «  psy  » n’est pas un minerai pur, il se recompose avec le contexte social et politique.

Les failles identitaires ne sont évidemment pas l’apanage des enfants de migrants ou de familles musulmanes, ce qui explique que 30 à 40 % des radicalisés soient des convertis. Ces sujets cherchent la radicalisation avant même de rencontrer le produit. Peu importe qu’ils ignorent de quoi est fait ce produit, pourvu qu’il apporte la «  solution  ». La presse a rapporté le cas de djihadistes qui avaient commandé en ligne l’ouvrage L’Islam pour les nuls. Aujourd’hui, l’islamisme radical est le produit le plus répandu sur le marché par ­Internet, le plus excitant, le plus intégral. C’est le couteau suisse de l’idéalisation, à l’usage des désespérés d’eux-mêmes et de leur monde.

Dans  La guerre des subjectivités en ­islam , vous faites remonter ce phénomène à la chute du califat (1924), cet «  idéal ­islamique blessé dont l’hémorragie ­continue à ce jour  »…

Les traumatismes historiques ont une onde de propagation très longue, surtout lorsqu’une idéologie les relaye auprès des masses. Des générations se les transmettent de sorte que des individus se vivent en héritiers d’infamies, sachant les faits ou pas. L’année 1924 marque la fin du dernier empire islamique, vieux de 624  ans, l’abolition du califat, c’est-à-dire du principe de souveraineté théologico-politique en islam, et la fondation du premier État laïque en Turquie. Le territoire ottoman est dépecé et occupé par les puissances coloniales, les musulmans passent de la position de maîtres à celle de subalternes chez eux. C’est l’effondrement d’un socle vieux de 1 400  ans, la fin de l’illusion de l’unité et de la puissance. S’installe alors la hantise mélan­colique de la dissolution de l’islam dans un monde où il ne gouverne plus.

Le symptôme de cette cassure historique est la naissance, en 1928, des Frères musulmans, qui est la traduction en organisation de ce qu’on pourrait nommer la théorie de «  l’idéal islamique blessé  » à venger. L’islamisme promet le rétablissement du califat par la défaite des États. Cette réaction est protéiforme  : littéraliste, puritaniste, scientiste, politique ou guerrière. Elle véhicule le souvenir du traumatisme et le projette sur l’actualité désastreuse de populations qui souffrent, les expéditions militaires occidentales et les guerres civiles.

Cet effondrement historique s’accompagne d’un clash inédit dans le modèle du sujet musulman. C’est un fait que les Lumières arrivent en terre d’islam avec des canonnières   ; pour autant, des élites musulmanes deviendront partisanes des Lumières et de leur émancipation politique, auxquelles s’opposeront des «  anti-Lumières  », qui réclament la restauration de la souveraineté théologique et le retour à la tradition prophétique. Une discordance systémique apparaît alors dans le rapport du sujet de l’islam au pouvoir. Les uns veulent être citoyens d’un État, musulmans mais séparés de l’ordre théologique, les autres appellent au contraire à être davantage musulmans, encore et encore plus. D’où l’émergence de ce que j’ai appelé la figure du «  surmusulman  ». L’islamisme apparaît alors comme une défense de l’islam, si acharnée qu’elle veut se substituer à lui. Elle a mobilisé tous les anticorps d’un système se percevant en perdition. Mais la défense est devenue une maladie auto-immune, au sens où elle détruit ce qu’elle veut sauver.

quels sont les ressorts de cet ­embrigadement  ?

L’islamisme ne vise pas seulement la distinction entre le musulman et le non-musulman, mais à l’intérieur des musulmans entre ceux qui le seraient totalement et ceux qui ne le seraient que partiellement ou n’auraient que l’apparence du musulman, en quelque sorte des «  islamoïdes  ». Il y a soupçon de défection, traque et culpabilité. En tant que psychanalyste, je lis cette période comme une histoire écrite à partir des exigences du ­surmoi de la tradition islamique. Un surmoi mis en alerte permanente par des désirs et des craintes collectives de devenir autre  : un ­«  occidenté  » ou un Occidental.

Or la culpabilité de vivre et de désirer est bien plus répandue qu’on ne le croit. Les tourments s’intensifient là où il y a malheur et honte d’être. Particulièrement dans les troubles de l’identité  : le sujet se dit qu’il ne vaut rien, qu’il est une malfaçon, un déchet. L’islamisme lui renvoie ce message en miroir  : tu es indigne parce que tu es sans foi ni loi, tu as la possibilité de te faire pardonner en étant un missionnaire de la cause  : deviens «  surmusulman  ». L’offre djihadiste propose un débouché  : l’ex­filtration par le haut, par l’issue de secours de la gloire. Le «  déchet  » devient redoutable.

comment, dès lors, interpréter le phénomène du martyr, de l’attentat-suicide   ?

Le martyr est un sujet qui veut survivre en disparaissant. Pour le candidat, ce n’est pas un suicide, mais un autosacrifice, lequel est un transfert par l’idéal absolu vers l’immortalité. Il n’est mort qu’en apparence  ; il reste vivant jouissant sans limite. Ceux qui s’y engagent parviennent à un état de mélancolie sacrificielle   : ils (se) tuent pour venger l’offense à l’idéal. À travers le spectacle cruel des corps disloqués, ils laissent une scène terrifiante de destruction de la figure humaine de l’ennemi. Ce n’est pas seulement la mort, mais l’anéantissement de l’autre, car il est difficile de le reconstituer pour lui donner sépulture. Quant à l’auteur, il est convaincu de se métamorphoser en «  surmâle  » jouissant sans fin dans l’au-delà, d’où l’imagerie des vierges éternelles.

en quoi l’offre djihadiste diffère-t-elle des mouvements sectaires   ?

Il y a des aspects comparables, tels que l’emprise mentale, mais des différences essentielles. Dans la secte, l’individu s’assujettit à la théorie délirante du gourou, à son exploitation économique, voire sexuelle. Le djihadiste adhère à une croyance collective très large, alimentée par le réel de la guerre à laquelle on lui offre de prendre une part héroïque, moyennant des avantages matériels, sexuels, de pouvoir. Le mélange du mythe et de la réalité historique est plus toxique que le délire.

l’islamisme séduit aussi bien dans les ­faubourgs de Tunis que dans les villages de France. En quoi interroge-t-il notre modernité  ?

L’islamisme comporte la promesse d’un retour au monde traditionnel où être sujet est donné, alors que dans la civilisation moderne l’individu est une superproduction de lui-même qui l’oblige à un travail harassant. Il faut en avoir les moyens. Certains jeunes préfèrent aujourd’hui l’ordre rassurant d’une communauté avec ses normes contraignantes, l’assignation à un cadre autoritaire qui les soulage du désarroi de leur liberté et d’une responsabilité personnelle sans ressources.

fonte: Centre interdisciplinaire de formation à la psychothérapie relationnelle
http://www.cifpr.fr/+Pour-les-desesperes-l-islamisme-radical-est-un-produit-excitant+
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6 de novembro de 2015

a nova direita brasileira

[Antonio Lizarraga, 
gravura s.d.
Coleção particular 
Mahfuz-Bolognesi




CODATO, Adriano; BOLOGNESI, Bruno; ROEDER, Karolina Mattos.

A nova direita brasileira: uma análise da dinâmica partidária e eleitoral do campo conservador.


O objetivo deste capítulo é tentar evidenciar o possível surgimento de uma “nova direita” no Brasil. Em alguns pontos, como no caso do conservantismo em relação aos costumes e das limitações impostas à liberdade pessoal, essa nova corrente política se alinha à velha direita, herdeira direta da Arena e depois PDS, partidos de sustentação política do regime ditatorial-militar. Mas, em outros pontos fundamentais, não. A nova direita brasileira está orientada para conviver com governos de esquerda, fazendo parte de suas coalizões de apoio, e admitir, pragmaticamente, a existência de programas sociais. Por enquanto, a existência de uma nova direita partidária é uma hipótese a ser comprovada.

In: Sebastião Velasco e Cruz; André Kaysel; Gustavo Codas. (Org.). Direita, volver! : o retorno da direita e o ciclo político brasileiro. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2015, v. , p. 115-143.

livro completo
aqui http://bit.ly/1S0iB8i

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5 de novembro de 2015

o conservantismo do Congresso Nacional brasileiro

[Deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) 
Foto brasil.elpais.com 
22 agosto 2015] 


Entrevista Congresso em Foco

Revista Congresso em Foco, Ano 4, n. 19, outubro 2015

http://revista.congressoemfoco.uol.com.br/


A revista publicou uma matéria intitulada “Os ovos da serpente” sobre algumas propostas regressivas no Congresso Nacional brasileiro. Incluiu uma pequena parte da entrevista que Adriano Codato e Bruno Bolognesi deram sob o título “A direita sai do armário”. Por razões editoriais só foram publicados alguns trechos. Abaixo, a entrevista completa.

Adriano Codato & Bruno Bolognesi

1. Congresso em Foco: É possível dizer que este é o Congresso mais conservador desde a redemocratização do país?

Bruno Bolognesi & Adriano Codato: Não há como ser categórico sobre isso. Ainda. São nove meses de legislatura. Afirmações desse tipo têm de ser comparativas, levar em conta a legislatura inteira e contar com uma série histórica mínima e a análise de muitas votações. Por outro lado, é possível dizer, nesse momento, duas coisas. A primeira é que cresceu muito a bancada dos pequenos partidos da nova direita. É o fenômeno que está por baixo da "fragmentação do sistema partidário". A segunda coisa que podemos dizer, baseados nas observações desse ano, é que o Congresso Nacional ficou menos "programático". Ou seja: os grandes partidos passaram a contar menos na definição da agenda política, das linhas de força, das grandes divisões dentro de cada Casa. Isso permitiu que emergisse uma agenda de tipo "personalista", por um lado, e fortemente ancorada em grupos de interesse supra a interpartidários. Nesse contexto, programas universalistas de políticas públicas (educação, saúde, previdência, etc.) passam a contar menos nos cálculos eleitorais dos políticos. Conta mais a sua agenda eleitoral pessoal, conectada a alguma clientela muito específica (igrejas, empresas, etc.).


2. Congresso em Foco: O senhor disse certa vez que o brasileiro perdeu a vergonha de ser conservador e de se assumir como de direita. Por quê? O que isso significa para o país?

Codato: No século XX o Brasil teve governos conservadores, todos, duas ditaduras que, curiosamente, se recusavam a ser chamadas como tais, movimentos sociais de direita (integralismo, conservantismo católico, etc.), mas a palavra "direita" nunca foi comum no nosso léxico político. Nem popular. Mas, pela primeira vez, depois de três governos de centro-esquerda, a conjuntura possibilitou que todos os que se opusessem a ele se situassem do centro para a extrema-direita. Então, a palavra perdeu o sentido negativo (que talvez tivesse entre nós) e passou a designar genericamente todo aquele "é contra o PT". Mas essa não é apenas uma transformação no universo político. Há uma base social que sustenta essa direita. Ela é forjada pela convergência pragmática entre a classe média urbana, que sempre foi porta-voz do movimento contra corrupção (a mesma classe média que votou no PT em 2002), e um movimento em defesa da moral conservadora, que sempre esteve presente no imaginário nacional. A diferença é que a soma das duas forças permite que se organize uma oposição ao pequeno progresso social alcançado por algumas medidas distributivistas; e uma oposição ao pequeno progresso no campo moral, como o acolhimento mínimo de direitos mínimos das minorias. Voilà, a direita brasileira.

3. Congresso em Foco: Sob o comando de Eduardo Cunha, a Câmara discute propostas que, na avaliação de parlamentares ligados à defesa dos direitos humanos, representam retrocesso para o país, como a revogação do Estatuto do Desarmamento, o não reconhecimento das uniões homoafetivas (no Estatuto da Família) e a proibição de métodos abortivos mesmo em caso de estupro. Já os apoiadores dessas medidas alegam que a sociedade defende esse tipo de iniciativa. Para confirmar seus argumentos, utilizam muitas vezes pesquisas de opinião. O Congresso espelha hoje o conservadorismo da sociedade?

Bolognesi: O uso da opinião pública pelo deputado Cunha é absolutamente seletivo. Quando lhe interessa, mobiliza o argumento; quando não, esquece de ouvir a “vontade popular”.  Ocorre que o sistema representativo democrático tem também como função a proteção de direitos de minorias e o atendimento a agendas de segmentos sociais específicos. Utilizar a opinião pública como referência para pautar a atividade legislativa é correr o enorme risco de se cair no autoritarismo.


4. Congresso em Foco: Os senhores veem risco de retrocesso na garantia de direitos e liberdades individuais e coletivos no país por causa da atual composição do Congresso?

Bruno Bolognesi & Adriano Codato: Sim. Principalmente em relação às liberdades individuais. O princípio liberal clássico que deve reagir a atuação democrática, isto é, o reconhecimento dos direitos de grupos minoritários existirem, serem respeitados, ouvidos e representamos politicamente, pode estar em risco. A conquista da Câmara por bancadas cada vez mais homogêneas socialmente e ideologicamente, cada vez menos plurais, e cada vez mais à direita coloca sim esse princípio em risco.

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3 de outubro de 2015

as candidaturas indígenas nas eleições de 2014

[Série Amazônica n° 12
Artist: Ivan Serpa, 1970] 





Yasuana yamaramunha se anamaitá (Vamos lutar, parentes):
as candidaturas indígenas nas eleições de 2014

Tiemi Lobato (Antropologia/UFPR)
Adriano Codato (Ciência Política/UFPR)
Andréa Oliveira Castro (Antropologia/UFPR)


39º Encontro Anual da ANPOCS, 2015

GT13 - Elites e Espaços de Poder


Resumo

Em 2014 o TSE utilizou, pela primeira vez, o critério “cor/raça” para fazer o registro dos candidatos aos cargos de Deputado (a) Estadual, Deputado (a) Federal, Governador (a), Senador (a) e Presidente da República. Em um universo total de 21.838 candidaturas válidas (reunindo brancos, negros, pardos, amarelos e indígenas), houve o registro de 74 indígenas. O objetivo deste paper é explicar o sentido da sociografia característica desse grupo de candidatos, ressaltando seus atributos pessoais/sociais e políticos/partidários.

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[Research Gate]
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7 de setembro de 2015

a ascensão da direita brasileira

[Foto: El País,
Brasil, abril de 2015] 

ENTREVISTA
« La droite au Brésil est en plein essor »
07 SEPTEMBRE 2015 |  PAR MARILZA DE MELO FOUCHER
Adriano Codato est professeur de science politique à l'Université fédérale du Paraná (UFPR) et chercheur au CNPq. Chercheur associé au Centre européen de sociologie et de science politique de la Sorbonne (Paris-CESSP) , il coordonne l'Observatoire des élites politiques et sociales au Brésil. Je l'ai interrogé pour Mediapart sur la droitisation en cours au Brésil.
                                                               
Pourriez-vous expliquer au public français de Mediapart la droite brésilienne ? Quel est son profil?
La droite au Brésil est en plein essor. Cette expansion se déroule autour de trois domaines qui se renforcent mutuellement, le social, le politique et l’idéologie. Il existe un mouvement social de droite au Brésil, conservateur, autoritaire et violent, dirigée par la haute classe moyenne dans les grandes villes, qui s’oppose à la politique du Parti des Travailleurs et dénonce son problème le plus visible: la corruption du gouvernement.
Il y a, comme en Europe, une croissance  politique et électorale des partis de la droite. Cette croissance de la droite brésilienne ne profite pas aux vieux partis qui ont soutenu les gouvernements militaires pendant le dernier cycle dictatorial au Brésil (1960-1980). Ces vieux partis ont aujourd'hui d'autres acronymes: DEM, Les Démocrates, PP, Parti Progressiste. Ils ont perdu leur force politique au profit des micro-partis opportunistes et du nouveau parti de droite, le PSD (Parti Social Démocrate) qui survit, paradoxalement, grâce à son alliance avec le gouvernement du PT. En échange d'un soutien parlementaire, plus formel, le PSD a remporté deux portefeuilles ministériels avec des ressources budgétaires importantes. Tant les deux vieux partis de la droite brésilienne que les nouveaux soutiennent un programme profondément conservateur en termes de  morale et de droit. En tête de cette offensive réactionnaire se trouve le personnage, peut-être inconnu du public français, du député pasteur-évangélique. Cette droite morale-comportementale est en train d'essayer de révoquer au Brésil tous les droits obtenus par la civilisation occidentale au XXe siècle: les droits des minorités, les droits humains, le droit du travail, le droit pénal, la liberté de choix, etc. Le pire est que cette variante de la droite brésilienne impose un ordre de jour politique qui est de plus en plus assumé par tous les partis de la droite et d’autres plus au moins progressistes au Congrès National. Sa stratégie est de d’obtenir l’adhésion à ses idées, pour cela elle doit se battre sur plusieurs fronts et de diverses façons pour imposer son code réactionnaire.
Il faut souligner que le plus grand parti du Brésil, le PMDB, ensemble d’élus hétéroclites que réunit la droite, le centre droit et le centre gauche, préside l’Assemblée nationale. Son Président, Eduardo Cunha, est l'incarnation parfaite de ce mouvement réactionnaire, il appartient au groupe des députés évangéliques. La dernière variante est la droite idéologique, elle assume son idéologie économique néolibérale. Cette droite est présente sur la scène politique brésilienne dès les années 1990. En termes partisans, le PSDB, Parti de la Social-démocratie de l’ancien Président de la République Fernando Henrique Cardoso, est le parti qui soutient  ces positions dans le «débat public». Le débat public mérite des guillemets car au Brésil ce type du débat sur les prescriptions économiques n’a pas vraiment d'espace public. Les grands oligopoles privés de communication (la grande presse « Folha », « ESTADAO », « VEJA », le réseau de TV Globe, UOL, etc.) sont responsables de la fabrication et la diffusion d’un discours hégémonique néolibéral. Ils sont dominants dans tous les moyens de communication (journaux, radios, télévisions et sur l’Internet).
Quelle est la motivation des organisations de droite à occuper aujourd’hui l’espace dans les rues, dans les réseaux sociaux qui auparavant étaient occupés par les organisations sociales, surtout par une militance de sensibilité de gauche?
Il existe deux sources de mécontentement. Une est plus explicite et consciente, l'autre implicite et peut-être inconsciente. La raison principale est selon eux la corruption des dirigeants et des élus du PT. Je dis «du PT» parce que cette indignation est très sélective. Ni les mouvements sociaux de la droite qui ont défilé contre le gouvernement fédéral à trois occasions  cette année (en mars, avril et août), ni la grande presse brésilienne, ni les membres du pouvoir judiciaire ne sont très intéressés à souligner que d'autres partis politiques sont impliqués dans les schémas politiques de corruption que les membres de la direction du PT sont prétendument accusés de coordonner, par exemple le Parti Progressiste (PP) et le Parti du Mouvement Démocratique Brésilien (PMDB). Les dénonciations duparti rival, le Parti de la social-démocratie brésilienne (PSDB) du candidat déchu Aécio Neves ont été minimisées, ignorées ou délibérément cachées dans les manchettes des journaux. Toutefois, la corruption est le principal sujet de préoccupation de la classe moyenne brésilienne (professions libérales, petites et moyennes entreprises, hauts fonctionnaires, etc.), la base sociale de ces nouveaux mouvements depuis toujours. Tant et si bien que cette même couche sociale a été au cours des années 1980-1990, le terrain de chasse électoral favoris du PT, lorsque le Parti des Travailleurs faisait de la  «moralisation de la politique» sa principale arme face à ses adversaires.
L'autre raison, moins apparente et moins consciente, vient du fait que la classe moyenne traditionnelle doit partager deux droits fondamentaux de la citoyenneté moderne – le droit de vote et le droit de consommer. Aujourd’hui ces droits sont garantis aux couches de la classe moyenne inférieure, aux travailleurs manuels et à ceux qui vivaient auparavant en marge du capitalisme brésilien. Et cela leur semble insupportable.
Quel est l'agenda politique des groupes qui constituent cette nouvelle droite? Pourquoi certains jeunes vont rejoindre cette droite réactionnaire, très proche du fascisme?
Il y a dans les slogans de ces groupes en public, mais aussi dans les commentaires privés, ce que je qualifierais un «racisme de classe». Le racisme de classe fonctionne comme une mécanique de préjugés perverses. Alors que dans le racisme traditionnel, le sentiment de supériorité  est dirigé contre un groupe ethnique («race») considéré comme inférieur, soit pour des raisons biologiques, soit pour des raisons historiques, le racisme de classe est dirigé contre un groupe défini par ses caractéristiques socio-économiques et il construit à son propos toutes sortes de préjugés. Les «pauvres» (c’est-à-dire ceux qui ont gravi l’échelle sociale pour devenir des consommateurs) sont ignorants parce qu'ils méconnaissent les vraies informations que seule la classe moyenne traditionnelle prétend avoir sur la politique, sur le fonctionnement de l'économie, sur l’utilisation des impôts, etc. Ils sont irrationnels, parce que les raisons qui motivent leur vote sont illégitimes pour les priorités établies par cette classe moyenne violente et autoritaire. Et ils sont incompétents parce que, après tout, ils sont pauvres. C’est dans  ce contexte qu’il faut comprendre l'aversion qu’ils ont de la Bourse Famille (son «assistancialisme »), la haine des quotas raciaux (le sabotage de la «méritocratie»), l'étonnement devant l’accès aux biens de consommation des classes moyennes de ceux qui n’en avaient pas les moyens  ("le capitalisme" finalement ...). Ainsi, ce n’est pas un programme conservateur, mais hautement réactionnaire contre la transformation de la société brésilienne. Mais aussi hautement  rétrograde pour rétablir, si possible, l'ordre pré-PT.
Comment le PT et la gauche réagissent-ils à cette nouvelle organisation de la droite et à la propagation de la haine?
Le PT semble surpris par toutes ces accusations et cherche à survivre en quelque sorte, même en s’éloignant du gouvernement de Dilma Rousseff – un gouvernement de coalition dirigé par le PT lui-même (1). L'arrestation des dirigeants du Parti des travailleurs, la condamnation des anciens présidents du PT (José Genoino et José Dirceu) et de ses deux trésoriers (Delúbio,Vaccari) ont surpris et mis en colère une partie importante des militants et de la grande majorité des sympathisants. En gros, je pense que nous pourrions utiliser une analogie basée sur le modèle Kübler-Ross (2) des cinq étapes du deuil: le déni, la colère, le marchandage, la dépression, l'acceptation. Le déni, quand toute accusation contre le parti était considérée comme une invention des ennemis ; la colère, contre la presse, la justice, la police fédérale (tous les trois très partiaux et contre le PT); le marchandage avec la réalité, finalement tous les partis politiques au Brésil se financent avec des schémas légaux et illégaux; la dépression, avec ce sentiment d'impuissance typique face à la situation créée par certains dirigeants du parti. Je ne sais pas, cependant, si nous avons déjà atteint le stade de l'acceptation. La catastrophe politique et économique du deuxième gouvernement de Dilma Rousseff pourrait l’accélérer.
La grande presse cite le Parti des travailleurs comme un parti mourant… Pourtant le nombre d'adhésions au PT a continué à augmenter. Il est passé de 1 054 671 à 1 587 882 à l'échelle nationale, ce qui équivaut à une augmentation de 50,3% entre 2005 et 2015. Le PT en tant que parti a-t-il encore des militants ou est-il devenu un parti d’adhérents sans militants? Comment expliquer cette contradiction politique ?
L’adhésion à Lula da Silva est toujours très forte électoralement. La mémoire des résultats positifs de son gouvernement est très présente dans les classes populaires. Même si l'élection présidentielle de 2018 est encore loin, les enquêtes lui donnent 30% des intentions de votes. Une étude du politologue Osvaldo Amaral a montré que le PT reste attractif pour certains secteurs de la société civile et a considérablement augmenté son nombre d’adhérents. En 2010, la dernière année de gouvernement de Lula, 10 parmi 1000 électeurs étaient affiliés au parti PT. L'augmentation du nombre des adhérents du Parti des Travailleurs est le résultat de deux choses: d'abord, le Parti des Travailleurs a le contrôle du pouvoir exécutif fédéral, cela lui a permis de distribuer davantage de postes politiques; ensuite parce que le PT n’est plus un parti de niche idéologique (comme en 1980), mais un parti qui a investi dans l'adhésion de masse comme un moyen d'étendre sa présence sur tout le territoire. Peut-être le plus impressionnant que le nombre d’adhérents est la présence  du PT dans 97% des 5 500 municipalités existantes au Brésil.
Par contre, la face publique du parti, ses représentants au gouvernement et au parlement, est profondément affaiblie à la suite des scandales de corruption et, il est probable que le PT va souffrir sa plus grande défaite électorale lors des élections municipales en 2016. Il faut souligner que les Brésiliens aujourd’hui ne s’identifient pas subjectivement ou idéologiquement avec les partis politiques. Les sondages d'opinion  en 2015 montrent que 66% de la population n'a  de sympathie pour aucun parti, ce pourcentage est le plus élevé depuis 1988, selon l’institut IBOPE. Le même sondage montre que parmi ceux qui se reconnaissent une identité dans un parti, 14% sont favorables au PT et 6% au PSDB Parti de la social-démocratie brésilienne. En avril 2013, pas moins de 36% préféraient le PT.
(1) Le front de coalition  du gouvernement de Dilma Rousseff est formée par PT, PMDB, PSD, PPPRPROSPDTPCdoB e PR
(2) Elisabeth Kübler-Ross, née le 8 juillet 1926 à Zurich en Suisse et morte le 24 août 2004 aux États-Unis, est une psychiatre et une psychologue helvético-américaine, pionnière de l'approche des « soins palliatifs » pour les personnes en fin de vie.
Les plus grands partis politiques au Brésil par nombre d’adhérent selon le registre du Tribunal Supérieur Electoral :
1.     Le Parti du Mouvement Démocratique Brésilien (PMDB) – Un vrai cocktail politique (centre gauche, centre droite et droite)2.351.936 adhérents
2.     Le Partie des Travailleurs (PT)-Centre gauche et gauche (plusieurs tendances politiques) 1.587.882 adhérents
3.     Le Parti Progressiste (PP) : droite 1.414.630 adhérents
4.     Le Parti de la social-démocratie brésilienne (PSDB)- Avant considéré comme centre gauche, social-démocraque, aujourd’hui il réunit aussi des élus du centre droit et de la droite-1.350.11 adhérentes
5.     Parti démocratique travailliste- PDT Centre- Gauche -1.208.123 adhérents
6.     Parti des Travailleurs du Brasil- PTB – défini comme centriste et souverainiste 1.185.070 adhérents
7.     Les Démocrates (DEM)-Droite, conservatrice libérale-1.087.613 adhérents
8.     Partis de la République (PR) : Centre-Droit- 765.949 adhérents
9.     Parti Socialiste Brésilien (PSB) : Centre-gauche- 582.211 adhérents
10.  Parti Populaire Socialiste (PPS)-Ancien Parti Communiste converti aujourd’hui au Centre-droit- 464.785 adhérents

fonte: http://blogs.mediapart.fr/blog/marilza-de-melo-foucher/070915/la-droite-au-bresil-est-en-plein-essor

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6 de agosto de 2015

um estudo da dinâmica das elites políticas regionais em contexto autoritário

[Hildegard Rosenthal,
São Paulo, anos 1940] 


ARTIGO

Estado Novo no Brasil: um estudo da dinâmica das elites políticas regionais em contexto autoritário

The New State in Brazil: A Study of the Dynamics of Regional Political Elites in an Authoritarian Context

Adriano Codato

This article reconstructs the logic of the reconstitution of the state-level political class during the "New State" period in Brazil. The author depict the mechanisms of political support formation by the national elite as well as the principles that guided the relationship between the regional elite and the higher echelons of the state and federal executive branches and, specifically, how the president of the Republic exercised his authoritarian prerogatives towards the regional decision-taking classes. The case of São Paulo is granted particular attention, but the political situations in Minas Gerais, Rio Grande do Sul and Paraná are also approached. Two notions are advanced in order to understand this process: "variable geometry" and "institutionalized personalism". As a conclusion, the article challenges the idea according to which the selective politics of the conservation/renovation of directing classes must be inscribed within the cooptation of elites. The notion of political transformism is deemed more appropriate, entailing in the fabrication of a new ruling class through the selective destitution of the enemy group by the more powerful elite.

Key words: political elites; Brazilian politics; Getúlio Vargas; New State; circulation of elites

como citar:
Codato, Adriano. (2015). Estado Novo no Brasil: Um Estudo da Dinâmica das Elites Políticas Regionais em Contexto Autoritário. Dados, 58(2), 305-330.

clique aqui
http://bit.ly/1M72tRI
ou aqui
http://bit.ly/1M72BAD

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25 de junho de 2015

entrevista a nova/velha direita brasileira

[Photographer: 
Jose Luiz Saez Martinez
iPhone 6] 

Entrevista Adriano Codato
Agência Pública http://apublica.org/

Agência Pública: Vemos cada vez mais sites de direita e demonstrações nas ruas que exibem faixas contra Bolsa-Família, Cotas Raciais, e até uma curiosa palavra de ordem, defendida pelo jovem líder do MBL, Kim Kataguiri, pedindo "Mais Mises, menos Marx". A direita cresceu entre a juventude ou saiu do armário? O senhor diria que ela foi mobilizada principalmente contra os programas sociais dos governos do PT?

Adriano Codato: Há as duas coisas. A direita, como corrente parlamentar, voltou a crescer, revertendo o movimento de queda constante do número de representantes na Câmara dos Deputados que se observava desde 1994. A extrema-direita, como corrente de opinião, começou a aparecer com uma estridência até então inédita (ou ao menos sem precedentes desde o fim do comunismo). Ocorre que se essa extrema-direita é, em termos ideológicos, idêntica àquela do período da Guerra Fria, hoje tem, graças ao estrondo proporcionado pelas novas mídias e à bajulação da velha mídia, um alcance muito maior do que jamais teve. Por sua vez, se a direita parlamentar conta ainda com o concurso das suas figuras políticas tradicionais (o grande proprietário, o médio empresário, o cacique partidário, etc.), hoje se vê revigorada por uma nova legião de políticos dos partidos fisiológicos e pela figura emblemática do pastor-deputado. Temos assim um cenário em que uma extrema-direita pretensamente moderna (“menos estado, mais mercado”) precisa se contentar em se ver representada politicamente pelo baixo clero e por tudo o que há de mais atrasado, reacionário e obscurantista em termos civilizacionais que a cena política do Brasil pode produzir. A fotografia em que os líderes dos Revoltados on line e do Movimento Brasil Livre posam alegremente com os deputados Jair Bolsonaro e Eduardo Cunha é, me parece, a síntese disso. Essa é, por enquanto, a vanguarda da oposição, visto que o PSDB, ou melhor dizendo, alguns dos seus líderes, não parece muito à vontade para assumir, ainda, uma agenda abertamente de direita.


Agência Pública: Os que se dizem "liberais" no país vão desde empresários que participaram de conselhos de administração de estatais e câmaras do setor empresarial, como Gerdau, até outros que se dizem libertarians como Salim Mattar, da Localiza. Pode se falar em tendências de direita no Brasil como os Libertarians, os Tea Partiers ou os Evangélicos americanos? Há uma aliança programática entre as diversas tendências da direita para derrubar o estado de bem-estar social que identificam com o PT?

AC: Não há essa aliança, nem em termos programáticos, nem em termos político-eleitorais. Ou no Brasil não há ainda uma aliança entre antiestatistas (nosso equivalente dos Libertarians), antipetistas (nossos Tea Partiers, só que menos ideológicos) e antiminorias (a santa cruzada dos nossos Evangélicos) porque, penso eu, as agendas dos três grupos ainda não se aproximaram suficientemente uma da outra. E porque, principalmente, não há um líder ou um partido que possa encarnar num mesmo movimento as três bandeiras. Celebridades de internet e polígrafos das várias mídias não contam a não ser como agitadores e propagandistas das três figuras da direita nacional. Talvez Geraldo Alckimin, da Opus Dei, dizem os entendidos em sua biografia, possa fazer essa síntese ultraconservadora em 2018. Eduardo Cunha pode ser entendido então como um experimento para ver se a coisa engrena. Nesse contexto, a ojeriza ao Bolsa Família (seu “assistencialismo”), o ódio às Cotas Raciais (a sabotagem da “meritocracia”), o espanto diante da abertura dos bens de consumo privativos das classes médias aos remediados (o “capitalismo”, enfim...) são mais a desculpa para se opor ao PT e ao seu governo do que a razão real que os anima. Quem de fato se aflige com tudo isso são as altas camadas médias, que aliás estão onde sempre estiveram, nem mais à direita nem mais à esquerda, e que pensam como sempre pensaram: que a política é um privilégio dos letrados, que os cursos superiores são o destino dos bem-nascidos, que a corrupção é o único mal nacional e que pobre deveria é andar de ônibus.


Agência Pública: Algumas organizações como o Studentes for Liberty, bancado por um pool de fundações de direita americana (Cato, Koch Brothers, Atlas) afirmam ter influenciado a formação de jovens livres de direita no Brasil, incluindo os líderes do MBL e jovens líderes empresariais como Hélio Beltrão Filho (grupo Ultra) e o presidente do IEE, Frederico Hilzendeger. Essas instituições também tem ramificações significativas em outros países latino americanos, como a Venezuela e a Bolívia. O senhor tem conhecimento de algum tipo de avanço dessa direita internacionalmente? Ou eles significam menos do que pretendem?

AC: Não sei nada sobre isso. Mas é sempre prudente acreditar no pior. O fato é que ninguém faz política sem dinheiro, sem organização e sem mobilização. Então, seria ingênuo imaginar que os jovens de direita no Brasil são apenas gerados pelos vídeos do Olavo de Carvalho no Youtube.



Agência Pública: Como o senhor dividiria a direita brasileira? Em que facções? Elas se distribuem em diferentes partidos ou podemos considerar algum deles como sede da direita ideológica?

AC: Será necessário nos próximos anos um baita esforço por parte da academia para compreender essa nova/velha direita brasileira. Nesse sentido, a topografia desse grande campo reacionário ainda está por ser feita. Sugiro, provisoriamente, uma divisão dessa direita, que ainda teima em não dizer seu nome, em três grandes alas: a político-institucional, a moral-comportamental e a econômico-liberal. As duas primeiras se encontram e se resumem na figura do pastor-deputado, mas, para usar a linguagem dos Evangelhos, não há só uma forma de manifestação desse fenômeno. Seu “nome é Legião, porque são muitos”. A direita institucional tem progressivamente deixado de concorrer às eleições proporcionais pelos grandes partidos (DEM, PP, PTB) e se alojado nas micro-legendas que costumamos chamar de partidos fisiológicos (por oposição aos ideológicos). Vamos ver aonde isso vai. A direita “comportamental” tem uma agenda conservadora bem definida contra todos os direitos do século XX: os direitos das minorias de gênero, os direitos humanos, os direitos trabalhistas, o direito penal, etc. Essa variante da direita brasileira se acha em quase todos os partidos do Congresso e seus apóstolos não são sempre e necessariamente o pastor-deputado. Até porque é preciso lutar em várias frentes. A direita “liberal” (em termos econômicos) é, me parece, a que está aí há mais tempo: escreve nos jornais, recita no rádio, declama na TV, posta na internet o receituário de sempre em defesa do capital rentista (“apertar o cinto e gastar com juros”). Enfim: que uns tenham PhD por Chicago e outros sejam pregadores na Baixada Fluminense, que uns se metam em parecer Carlos Lacerda na tribuna e outros ressuscitem o militar autoritário são instantâneos de uma corrente política que parece estar se firmando entre o eleitorado das grandes cidades. A ver.
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15 de junho de 2015

da polícia à política

[Deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ)
crédito: Gazeta do Povo]


Da polícia à política: estudo de candidatos e eleitos à Câmara dos Deputados do Brasil provenientes das forças repressivas do Estado

by Adriano Codato, Fabia Berlatto

Das eleições de 1998 até as de 2014, 972 integrantes das forças policiais e militares se candidataram a deputado federal no Brasil. O objetivo deste paper é investigar os perfis social e político dos integrantes das forças repressivas do Estado que se lançaram na política institucional. Os dados indicam uma forte oscilação entre os grandes partidos de direita, os pequenos partidos de direita e os partidos fisiológicos de uma eleição e outra. Entre 1998 e 2014, por exemplo, a porcentagem de candidatos das forças nos partidos fisiológicos passou de 10% para mais de 30%.  Essa oscilação permitiu perceber uma característica importante sobre o grupo: há uma forte “infidelidade partidária” entre os candidatos oriundos das forças de segurança. Sugerimos que essa “infidelidade partidária” está ligada a quatro fatores: o primeiro é o fator legal, ou seja, ao impedimento constitucional de militares se filiarem a partidos políticos, exceto depois que são consagrados candidatos. O segundo fator diz respeito à estratégia política dos pequenos partidos fisiológicos em lançar muitos candidatos, inflacionando suas nominatas. O terceiro fator, que pode explicar a presença de candidatos com esse perfil também em partidos de esquerda ou mesmo de centro, tem a ver com demandas por reformas nas estruturas das polícias. E o quarto fator diz respeito à posição que assumem contra a política, os políticos e os partidos. A filiação a pequenos partidos e a partidos fisiológicos representa a intenção de se diferenciar dos políticos profissionais e do estilo de política que esses últimos praticam.


In: Congreso internacional: Élites y liderazgo en tiempos de cambio, 2015, Salamanca. Espanha, 10-11 junho.

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