artigo recomendado


COSTA, Paulo Roberto Neves; COSTA, Luiz Domingos e NUNES, Wellington. Os senadores-empresários: recrutamento, carreira e partidos políticos dos empresários no Senado brasileiro (1986-2010). Revista Brasileira de Ciência Política [online]. 2014, n.14, pp. 227-253.
O trabalho analisa o recrutamento legislativo dos senadores que foram empresários antes do ingresso para a política durante democracia brasileira atual. O objetivo é examinar se, assim como estabelecido para a Câmara dos Deputados, esse tipo de político profissional se acomoda majoritariamente nos partidos à direita do espectro ideológico e se a soma da sua condição social com os partidos em que militam terminam por produzir rotas mais curtas de carreira política até o Senado. Para tanto, utiliza-se análise descritiva dos dados de ocupação, escolaridade e carreira política dos 240 senadores titulares eleitos entre 1986 e 2010. Os dados mostram que, ainda que posicionados nos partidos de direita e centro, os senadores que foram empresários não desfrutam de carreiras mais curtas, mostrando que o padrão de carreira política para esse cargo é diferente daquele observado para a Câmara baixa.
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8 de dezembro de 2014

a evolução da direita no parlamento brasileiro



Valor Econômico, 8.12.2014

"Depois de um período em que a Câmara vinha registrando, desde a chegada do PT ao poder federal, o aumento de parlamentares ligados à esquerda, a eleição de 2014 consolidou uma inflexão na tendência do perfil ideológico dos deputados federais".

Na esteira da disputa presidencial, a direita cresceu no Parlamento, de acordo com estudo do cientista político Adriano Codato, que coordena o Observatório de Elites Políticas e Sociais do Brasil (http://observatory-elites.org/), vinculado à UFPR.

Para Codato, um importante movimento em curso no país, e que se expressou nas urnas em outubro, é a popularização da direita. O trabalho do pesquisador já analisou o perfil geográfico e profissional de 7.261 deputados eleitos desde 1945 e mostra que a curva de parlamentares de direita vai se aproximando do último ápice dos conservadores no Congresso, em 1990, um ano depois da eleição de Fernando Collor de Mello.

Pela classificação de Codato, 222 candidatos de partidos de direita se elegeram em outubro, diante de 291 que pertencem a legendas consideradas de centro ou de esquerda. É o segundo aumento consecutivo desde 2006, quando a direita teve o pior desempenho em 18 eleições, divididas em três fases: democracia populista (1945-1962), ditadura militar (1966-1978) e democracia liberal (1982-2014).

O detalhe é que a recuperação da direita tem como característica novos partidos e novas faces, ressalta o cientista político. Em vez do arquétipo do "coronel", do grande proprietário de terras do Nordeste, o deputado de direita hoje, tipicamente, é identificado na figura do pastor evangélico do Sudeste, e nos comunicadores de rádio e TV.

E, em vez de pertencerem a grandes legendas, emergem de pequenas siglas, cuja estratégia bem-sucedida tem pulverizado o sistema partidário. Exemplos marcantes são os campeões de voto Marco Feliciano (PSC-SP) e Celso Russomanno (PRB-SP), sínteses do novo perfil: pastor e apresentador de TV, de um Estado do Sudeste e filiados a partidos de pequeno porte - os dois que mais cresceram nas últimas eleições da Câmara.

Graças a representantes como esses, mais próximos do cidadão, a direita ganha popularidade. O deputado conservador de cunho elitista - o grande fazendeiro ou o empresário - ainda existe, mas tem perdido terreno, argumenta Codato. "A queda espetacular do DEM produziu isso. Essa direita elitizada não é mais majoritária. Há uma popularização da direita", afirma o pesquisador.
Associada ao desgaste de 12 anos do governo de centro-esquerda do PT, a mudança no perfil da direita impulsiona um discurso antes recalcado ou dissimulado. O fenômeno da "direita envergonhada" - presente no Brasil nas últimas três décadas, desde o fim da ditadura militar - parece estar com os dias contados.

Entre os artistas, geralmente simpáticos à esquerda, pontua a militância do conhecido cantor pop João Luiz Woerdenbag Filho, o Lobão. Crítico da "doutrinação de esquerda" nas escolas, tornou-se figura fácil de manifestações antipetistas. Na última delas, na quarta-feira, esteve no Congresso, onde encontrou Feliciano e foi recebido por parlamentares do DEM, para protestar contra a votação do projeto que alterou a meta fiscal de 2014.

Pela primeira vez, reconhece Codato, um candidato a presidente da República - nanico, mas cujas declarações em debate tiveram ampla repercussão, como Levy Fidelix (PRTB) - se intitulou um representante da direita. Outro concorrente, o Pastor Everaldo (PSC), fez campanha a partir de um discurso conservador de manual: em defesa do Estado mínimo e dos valores da família cristã.
No rescaldo da polarização entre os maiores adversários, o PT e o PSDB, manifestantes saíram, e ainda têm saído, às ruas para pedir a volta da ditadura militar. "Vimos que existe a extrema direita assim como há a extrema esquerda do PSTU, embora, neste caso, ambos sejam minoritários. Se surgir um partido militar não terá número relevante de filiados", diz o pesquisador.

Mesmo o PSDB, o antagonista do PT que costuma ser classificado pela maioria dos estudiosos como uma legenda de centro, também moveu-se para a direita, com a candidatura do senador mineiro Aécio Neves. "Houve mudança do discurso. A bandeira clássica da social-democracia está, cada vez mais, com o PT. Para se contrapor à esquerda, foi a primeira eleição em que o partido tentou recuperar o legado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e valores da economia de mercado. Isso não aparecia com [José] Serra, em 2002 e 2010, nem com [Geraldo] Alckmin, em 2006", diz Codato.
Apesar disso, os tucanos continuam sendo considerados de centro. O estudo classifica como siglas de direita o DEM, PP, PR, PSC, PTB e o novato PSD, fundado em 2011 pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, que camaleonicamente afirmou que a legenda não seria nem de direita, nem de centro, nem de esquerda, por ter um "programa a favor do Brasil". "É de direita", enquadra o cientista político.

O critério para definir o posicionamento ideológico dos partidos são trabalhos que utilizam diferentes metodologias, seja a autoclassificação - como as pesquisas com parlamentares do Congresso Nacional, aplicadas desde 1990 pelo cientista político Timothy Power, da Universidade de Oxford -, seja a análise da propaganda eleitoral ou dos programas partidários, como a realizada pelos pesquisadores Gabriela Tarouco (UFPE) e Rafael Madeira (PUCRS).

O comportamento legislativo - como votam os parlamentares no Congresso - tem menos peso, já que a lógica predominante e que contrapõe governo e oposição nem sempre permite uma distinção mais acurada da ideologia. Na ampla coalizão que vota com a administração liderada pelo PT, há partidos de direita, como o PP, e na oposição consta o PSOL, de esquerda.

Na República de 1946, cita o professor, legendas como o Partido Democrata Cristão (PDC) e o Partido Social Progressista (PSP), fundado por Ademar de Barros, costumavam votar a favor de pautas progressistas, como a legislação trabalhista de Getulio Vargas, embora fossem de direita.
No atual sistema partidário, siglas com programas vagos e ideologia pouco clara são classificadas como fisiológicas. É o caso de PEN, PHS, Pros, PTdoB, e PTN. Junto com as pequenas siglas consideradas de direita - PRB, PMN, PRP, PRTB, PSDC, PSL e PTC - elas formas o campo conservador em ascensão.

Do outro lado, para efeitos de análise, estão o centro - onde figuram PMDB, PSDB, PPS, PV e SD - e a esquerda, representada por PT, PSB, PDT, PCdoB e PSOL.
Na comparação histórica, há ainda o caso à parte do MDB. Codato argumenta que o Movimento Democrático Brasileiro, antecessor do atual PMDB, reunia políticos ideologicamente muito diferentes, ainda que a bandeira principal fosse a oposição à ditadura. Por isso, no banco de dados do observatório, os deputados de direita (o que inclui também os fisiológicos) são contrapostos à categoria "outros", que engloba os de centro, esquerda e o MDB."
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27 de novembro de 2014

candidatos a deputado federal das polícias no Brasil e seus partidos


[banco de dados do
Observatório de elites políticas e sociais
do Brasil http://observatory-elites.org/]

Gráfico. Candidatos a deputados federal no Brasil oriundos das polícias por tipo de partido político, 1998-2014




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22 de novembro de 2014

candidatos a deputado federal no Brasil: % de trabalhadores por partido, 1998-2014


[banco de dados do
Observatório de elites políticas e sociais
do Brasil http://observatory-elites.org/]



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10 de novembro de 2014

a nova/velha direita brasileira

[Jânio Quadros.
Campanha presidencial.
Brasil, 1960.
fotógrafo não identificado] 

A DIREITA QUE NÃO TEM MAIS VERGONHA

Revista Fórum Semanal, n. 172
Eleições de 2014 consolidaram a figura do direitista que se assume como tal, mas posições extremadas buscam trazer à tona fantasmas de um passado sombrio e não contribuem para um debate democrático sadio.
Por Glauco Faria e Maíra Streit
Socialites e executivos engravatados caminham lado a lado em manifestações pedindo o impeachment da presidenta. Internautas exaltados vociferam insultos preconceituosos contra nordestinos nas redes sociais. Jovens que nunca viveram o período da repressão exigem do Exército um golpe militar, a exemplo do que ocorreu em 1964, quando teve início uma das páginas mais sangrentas da nossa história.
Não há mais dúvidas. Parte da direita perdeu a vergonha de defender seus ideais e agora luta para consolidar, no país, um projeto político dos mais reacionários. De acordo com dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a formação do Congresso Nacional eleita em 2014 é a mais conservadora dos últimos 50 anos. O aumento no número de militares, religiosos e ruralistas na Câmara e no Senado seria um reflexo desse novo cenário. Pautas como aborto, descriminalização das drogas e casamento homoafetivo, tão debatidas durante as eleições, dificilmente deverão ser abordadas de forma mais séria e contundente pelos parlamentares.
Na prática, o que pode ser considerado como “onda conservadora” é algo que vem sendo promovido há tempos. Em 2012, Fórum publicou uma matéria em sua edição impressa de outubro chamando a atenção para o fato de que existia àquela altura uma proliferação de medidas proibitivas. Estas eram usadas como arma político-eleitoral de setores conservadores, agradando uma parcela significativa da sociedade brasileira. As medidas eram fartas e variadas, envolvendo desde um projeto no Senado que pretendia tornar crime produzir e distribuir jogos de videogames ofensivos “aos costumes e às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos”, passando pela censura às manifestações contra a CBF da parte de torcidas em estádios de futebol e chegando a casos inusitados como a proposta de um vereador de Vila Velha (ES) para proibir que noivas da cidade se casassem sem roupas íntimas por baixo do vestido.
O sociólogo Rudá Ricci destacava, na ocasião, que a ressonância de tal conservadorismo poderia estar associada à emergência de uma nova classe C. “Esse pessoal, que representa 53% da população brasileira, tem medo de voltar à pobreza, são consumidores vorazes e não gostam de nada que afete a ordem. São muito conservadores, fechados na família, porque a família sempre esteve com eles. Eles não confiam em nada do que é público e são extremamente pragmáticos”, apontava, ressaltando ainda a correlação entre um certo tipo de comportamento com as eleições de 2012. “Ou seja, uma foto, um dado dessa hipótese é justamente o discurso dos candidatos favoritos este ano nas eleições municipais. Quem falou de mazelas e mudanças não consegue ganhar a eleição. Quem fala em sucesso e defesa do direito do consumidor está sempre na frente, porque essa parcela da população quer o sucesso individual e familiar. São contra o aborto, contra a diferença”, avaliou.
No ano seguinte, o Brasil viveu as grandes manifestações de junho de 2013, apontadas por especialistas como o estopim para a organização de um grupo de insatisfeitos que são “contra tudo isso que está aí”, mas que nem sempre possuem o discernimento necessário para compreender o atual contexto político do país. Sem bandeiras definidas, mas pedindo mudanças de forma genérica, a contradição das mobilizações acabou por eleger representantes até mais conservadores do que os que existiam até então.
Durante a disputa presidencial, grupos de direita, antes restritos aos meios virtuais, passaram à condição de personagens por vezes centrais do processo eleitoral ao priorizarem o combate ao PT com base em um discurso que atribuía à legenda e ao governo Dilma rótulos da época da Guerra Fria como “comunistas” e alguns mais modernos mais igualmente inadequados, como “bolivarianos”. A verborragia discriminatória tomou proporções inimagináveis. A insatisfação virou rancor e o rancor, rapidamente, deu lugar ao ódio. Casos de constrangimento em função de preferência política e mesmo de violência verbal e até física tornaram-se comuns, tingindo a disputa presidencial com uma agressividade vista em poucas ocasiões.
O professor de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Breno Cypriano, afirma que os debates foram bem menos propositivos do que deveriam pois a oposição parecia pouco aberta ao diálogo e mais preocupada em desqualificar seus oponentes. “A postura de partidos de direita, e o PSDB liderou todo esse bloco, serve-nos como exemplo para se entender como a busca desenfreada e inconsequente por um sistema político e econômico liberal gera na sociedade a valorização do conflito e, por conseguinte, a busca pela eliminação do adversário”, ressaltou.
“O PSDB, como todo partido que concorre a votos eleitorais, não pode, numa disputa, se dar ao luxo de escolher eleitores, separá-los entre votos bons e votos maus. O que ocorreu é que, assim como em 2010 com Serra, o PSDB aceitou o papel de porta-voz da extrema-direita brasileira. Suas lideranças políticas ou intelectuais (Fernando Henrique, José Serra, José Arthur Giannotti) não foram aos jornais reprovar o discurso alucinado dessa direita alucinada contra o governo. Tratou-se, a meu ver, de cálculo eleitoral”, avalia Adriano Codato, doutor em Ciência Política pela Unicamp e professor de Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR). “Se o PSDB irá aceitar esse papel de agora em diante, a ver. De toda forma, parece ter havido uma diluição da marca partidária, que de ‘social-democrata’ corre o risco de ser identificado, pelas esquerdas, como ‘social-fascista’.”
De fato, na disputa de 2014 os tucanos abraçaram, até mesmo oficialmente, parte de um discurso de direita radical para atrair o apoio e o voto de um segmento do eleitorado que rejeita o petismo o associando ao “comunismo” ou a um “projeto internacional” de esquerdas. Em mais de um debate no segundo turno e mesmo no primeiro, Aécio Neves atribuiu a países vizinhos, que seriam “produtores de drogas” a culpa pelos altos índices de criminalidade no Brasil, alusão à política externa dos governos recentes que reforçaram a relação Sul-Sul. Também trouxe em mais de uma ocasião os investimentos do BNDES no Porto de Mariel, em Cuba, tema recorrente em páginas de extrema direita nas redes sociais desde muito antes das eleições. Sua campanha chegou a inventar um personagem, o “Godzilla cubano”, para ilustrar em um vídeo a proximidade do governo Dilma com o país caribenho.
Para Cypriano, a reação exagerada da direita deve-se ao receio de ter seus privilégios ameaçados, já que a elite era vista historicamente como prioridade pelo governo e, com as políticas sociais implementadas pela gestão petista nos últimos doze anos, isso mudou. “Manter privilégios é manter-se diferente ou melhor/superior ao outro. O medo dessa direita é que o outro, que antes não tinha acesso a quase nenhum recurso, possa ser igual, possa usufruir os mesmos benefícios que eles sempre tiveram”, explica.
Na opinião do especialista, o desenvolvimento desigual no Brasil – percebido principalmente pela concentração de renda nas regiões Sul e Sudeste – e o endosso dos grandes veículos de comunicação a um discurso mais conservador, apoiados pelo capital privado, seriam alguns dos fatores que explicariam o fortalecimento de movimentos da direita no país.
Nesse aspecto, tomando-se uma declaração dada pela presidenta da Associação Nacional de Jornais (ANJ) em 2010, Judith Brito, de que cabia à imprensa fazer “de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada”, alguns dos líderes opositores atuais são colunistas e publicações que deram guarida a essa direita com suas considerações ofensivas e basicamente anti-petistas. Um deles se notabilizou por chamar o ex-presidente Lula de “apedeuta”; outro escreveu um livro cujo título se referia ao petista como “minha anta”, e um terceiro fez um concurso virtual de ofensas a Lula. Com espaço na mídia, inclusive televisiva, estes e outros jornalistas se tornaram uma triste referência para uma direita raivosa que foi às ruas. Também não é à toa que na última manifestação a favor de Aécio Neves em São Paulo, no sábado anterior à eleição, o material que mais se via entre os manifestantes era a capa da revista Veja, cuja distribuição como propaganda havia sido proibida pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Os partidos de esquerda vitimizam os marginais”
Embora tenhamos oficialmente 32 partidos políticos no Brasil e grande parte deles apresente as palavras “social” e “democrata” no nome, o que se vê é que há, hoje, muitos discursos moralizantes e retrógrados travestidos de progressistas. E, como se não bastassem, ainda aparecem outros com o objetivo de conturbar, de forma declarada, a já difícil luta pela igualdade de direitos, atacando minorias e atribuindo as suas reivindicações uma busca por “privilégios”. Além disso, é possível identificar outras questões em comum entre os gritos difusos daqueles que estão nas redes e também nas ruas.
“Há coisas novas e coisas velhas. Mas mais velhas que novas. O que une as várias gerações de direita no Brasil são, a meu ver, quatro temas: o racismo de classe, o fanatismo golpista, o anticomunismo primitivo e a bandeira da (anti)corrupção. Tudo isso estava na UDN, no PDS, no PFL. E agora é amplificado pelos seus novos porta-vozes: os colunistas, apresentadores, humoristas, “intelectuais” que frequentam os jornalões e são replicados incessantemente nas redes sociais”, sustenta Adriano Codato. “Uma nova agenda pode surgir daí que é o combate mais histérico aos novos direitos individuais, aos direitos de minorias, a questões comportamentais. Essa direita é infinita.”
Um dos políticos que têm orgulho de se dizer de direita e que representa parte das bandeiras defendidas por manifestantes direitistas é o Capitão Augusto Rosa (PR/SP). Com cerca de 47 mil votos, ele só foi eleito deputado federal por São Paulo no último pleito graças a Tiririca (PR), que, com seus 1,3 milhão de votos, conseguiu puxar outros dois deputados por causa do coeficiente eleitoral. Antes de passar para o Partido da República, Rosa tentou colher o máximo possível de assinaturas para a fundação do Partido Militar Brasileiro (PMB). Mesmo não tendo conseguido o número exigido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele segue firme na defesa dessa que considera uma legenda que pode oferecer, de fato, um contraponto para a política vigente.
Entre as propostas defendidas pela nova sigla, estão a redução da maioridade penal, a liberação do porte de armas para os chamados “cidadãos de bem” e a instituição da prisão perpétua. Os integrantes do partido ainda afirmam serem contrários ao casamento homoafetivo, à adoção de crianças por casais do mesmo sexo e se opõem à Comissão Nacional da Verdade, instituída para investigar os crimes da ditadura. Pelo contrário, eles exigem o pagamento de indenização para militares “perseguidos” durante o período.
Na área de segurança pública, a promessa é de intensificar a força policial. “Os partidos de esquerda vitimizam os marginais, pois acham que eles são vítimas de uma sociedade capitalista, e farão de tudo para tentar recuperá-los, custe o que custar, nem que para isso arrisquem a vida e a tranquilidade de milhares de brasileiros”, acredita.
As consequências da tal “polarização” presente na configuração política do país há alguns anos e que se intensificou agora não é vista necessariamente como um problema. Para Breno Cypriano, porém, o Partido dos Trabalhadores deve estar preparado para continuar enfrentando uma forte reação de parte da sociedade. “Os projetos políticos do PT terão que enfrentar, uma vez mais, uma onda conservadora que, assentada em privilégios, visa à permanência da política como ela está: coronelista, patriarcal, machista, homofóbica e racista. Muitos que estão no poder querem permanecer nesse poder”, destaca. Segundo ele, a reforma política é um dos temas que deve resvalar nos interesses desse segmento, gerando uma resistência que pode complicar o andamento das mudanças propostas pela presidenta Dilma Rousseff.
“Desde que continuem ‘falando’ em golpe, conclamando os militares, pedindo o impedimento da presidente Dilma, balançando a bandeira do bolivarianismo etc. e que isso não encontre nenhuma repercussão no mundo político-institucional, ok. Teremos o nosso ‘Tea Party’, secundado pelas grandes empresas de comunicação, suas revistas, seus comentaristas e seus especialistas. Se isso passar à ação, aí não será positivo, de modo algum”, argumenta Adriano Codato. Resta saber o quanto a oposição encampará ou não o discurso extremado.

http://revistaforum.com.br/digital/172/direita-sai-armario/

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24 de outubro de 2014

racismo de classe e eleições brasileiras de 2014

[European Pressphoto Agency] 

Racismo de classe

Gazeta do Povo
24 out. 2014

Adriano Codato

Fábia Berlatto

O racismo de classe explicitado nas eleições brasileiras desse ano ultrapassou os limites da convivência civilizada.

Autorizar-se a exibir ostensivamente preconceito social, discriminação regional, superioridade étnica em relação à categoria social dos pobres, ao contrário do que se pensa, não é um direito autêntico da sociedade democrática. Por que? Porque pressupõe e defende hierarquias “naturais”, “culturais” e, com base nelas, cria duas classes de pessoas: os politicamente competentes e os politicamente incompetentes.

O racismo de classe funciona conforme a mecânica perversa de todo o preconceito. Enquanto no racismo tradicional o sentimento de superioridade é dirigido a uma etnia (“raça”) considerada inferior, seja por razões biológicas, seja por razões históricas, o racismo de classe se dirige a um grupo por suas características socioeconômicas e constrói, sobre ele, toda sorte de fantasias.

Os pobres são ignorantes porque desconhecem as informações verdadeiras que nós possuímos sobre os políticos, a economia, etc.. São irracionais, porque as razões que dirigem seu voto são ilegítimas para nossas prioridades. E são incompetentes, porque, afinal, são pobres.

Três exemplos ajudam a ilustrar o que estamos falando. Em setembro, a Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa editou um manual defendendo que os favorecidos pelo Bolsa Família tivessem seus direitos políticos suspensos. Em outubro, publicados os resultados do primeiro turno, o ódio “aos nordestinos” voltou mais agressivo e menos constrangido do que em 2010. Agora, conforme a campanha eleitoral foi se tornando mais competitiva, o delírio do anticomunismo mais extrovertido e as oposições mais confiantes, um economista de televisão pontificou no Facebook que “Quem estuda, não vota na Dilma”. O esplendor dessa campanha foi atingido por um colunista social que sugeriu trancar em casa, no dia da eleição, as empregadas domésticas e os porteiros dos prédios para que não votassem na situação.

Segundo o conhecimento comum, o preconceito é filho da ignorância. O otimismo dessa sentença moral está em acreditar que os dados objetivos e o diálogo racional funcionem como instrumento de dissuasão e de pacificação. Ocorre que a psicologia do racismo é alimentada pela paixão e pelo medo. Assim, pouco importa demonstrar que beneficiários de programas sociais não votam, como autômatos, “no PT” nem se convertem, como fanáticos, em petralhas Votam racionalmente e preferencialmente na “situação”, isto é, no governo, em qualquer governo (http://bit.ly/1wuE0hh). Ou que a divisão do voto no Brasil (agora e em 2010) não é geográfica, mas social (http://bit.ly/1wuEcNC).

As opiniões preconceituosas não são, entretanto, apenas falta de modos civilizados ou intolerância. Elas são também a expressão de um mal-estar maior. O que aparece como condenação ao governo de hoje (seus feitos e malfeitos) é, na realidade, uma condenação da própria Política.

Campanhas de oposição a governos podem ser politicamente agressivas, exibir estatísticas verdadeiras, manipular outras informações nem tão verdadeiras e reafirmar fanaticamente as convicções partidárias mais delirantes. Campanhas pró-governo, idem.

Mas o que não se pode fazer, numa sociedade democrática, é advogar a ideia de que há duas classes de pessoas: as que votam bem e as que votam mal.

A ideia liberal “um homem, um voto” até pode ser uma ficção jurídica, mas, no contexto em que vivemos, tem sua função civilizadora.

Adriano Codato é doutor em Ciência Política pela Unicamp e professor de Ciência Política na Universidade Federal do Paraná. É editor da Revista de Sociologia e Política (UFPR) e da revista Paraná Eleitoral (TRE-PR). Coordena o Observatório de elites políticas e sociais do Brasil (http://observatory-elites.org/).

Fábia Berlatto é professora do curso de Especialização em Sociologia Política na Universidade Federal do Paraná e integrante do Centro de Estudos de Segurança Pública e Direitos Humanos da UFPR. Atualmente, é doutoranda em Sociologia na mesma universidade.
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20 de outubro de 2014

programa de curso: redação de artigos científicos

[Calvin & Haroldo,
Bill Watterson] 


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA POLÍTICA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS
Código: Tópicos especiais em metodologia I
Professor responsável: ADRIANO CODATO
Semestre/Ano: 2 / 2014 
Tipo: Optativa
Carga Horária Total: 30 
Nº de Créditos: 2 
terças-feiras, 9hs. – 13hs.

Syllabus

Há centenas de milhares de sites, guias, livros sobre redação de artigos científicos nas diversas áreas do conhecimento. Quando se busca no Google por “scientific writing” surgem mais de 2 milhões de entradas. Quando se busca por "writing political science" resultam nada menos de 374 mil entradas. O que seria então uma ajuda para aquele que quer aprender a redigir um texto científico torna-se uma tormenta. Por onde começar? Quem ler? O que ler? Em que ordem? Este é um curso muito básico de redação de artigos científicos. Pretende-se apresentar aos estudantes algumas ferramentas de gestão bibliográfica e algumas sugestões para ajudá-lo na concepção do seu artigo, na ordenação das ideias, na preparação do manuscrito e, enfim, indicar aonde submeter seu texto. Aproveitando minha experiência de 21 anos como Editor da Revista de Sociologia e Política e de três anos como editor de Paraná Eleitoral, o curso quer auxiliar a compreensão da divisão temática e da hierarquia dos periódicos da área, do estilo de redação (e de sua mudança radical nos últimos anos), do vocabulário especializado do mundo das revistas científicas (fator de impacto, índice de imediação, índice H, etc.) e, principalmente, aproximar o estudante de pós-graduação dos métodos, técnicas e da lógica da redação científica. O curso está baseado em aulas expositivas e oficinas de redação de artigos. As aulas serão complementadas com palestras de especialistas no estudo de revistas acadêmicas, no mercado editorial de artigos científicos e com editor de periódico da área.


7, out. Apresentação do curso:

Referências:
Noel, H., 2010. Ten Things Political Scientists Know that You Don’t. The Forum, 8(3). http://bit.ly/1yQuc3D
Nørgaard, A.S., 2008. Political Science: Witchcraft or Craftsmanship? Standards for Good Research. World Political Science Review, 4(1), pp.233–241. http://bit.ly/1yQu97Q
Parsons, C., 2007. How to Map Arguments in Political Science, Oxford: Oxford University Press.

7, out. Aula 1: por onde começar?
  • a)     tipos de trabalhos científicos e o gênero da escrita científica;
  • b)     fontes de pesquisa bibliográfica: um pequeno mapa da mina
  • a)     indexação de periódicos científicos em bases de dados
  • b)     redes sociais acadêmicas: https://www.academia.edu/ http://www.researchgate.net/
  • c)      índices bibliométricos: fator de impacto/JCR, índice de imediação, índice H, índice i10 (Google)
  • d)     software de gestão de referências bibliográficas: Mendeley http://www.mendeley.com/download-mendeley-desktop/


Referências:

tipos de trabalhos:
Normas para publicação [Tipos de contribuição científica]. Psicologia: Teoria e Pesquisa. 2011, Vol. 27 n. 2, pp. 259-262. http://bit.ly/1yQuh7r
Lutz, D.S., 1998. Guidelines for Writing a Bibliographic Essay for the M.A. Degree. http://bit.ly/1yQukA2
George Washington University. Political Science Department. Types of Political Science Writing. http://bit.ly/1yQumYG

índices bibliométricos:
Lima, R.A. de, Velho, L.M.L.S. & Faria, L.I.L. de, 2012. Bibliometria e “avaliação” da atividade científica: um estudo sobre o índice h. Perspectivas em Ciência da Informação, 17(3), pp.03–17. http://bit.ly/1yQu5Fe
López, Miguel Túñez; Coello, José Manuel de Pablos. El ‘índice h’ en las estrategias de visibilidad, posicionamiento y medición de impacto de artículos y revistas de investigación. Actas   de 2 Congreso Nacional sobre Metodología de la Investigación en Comunicación http://bit.ly/1yQumYG
Marques, F., 2013. Os limites do índice-h. Pesquisa Fapesp, pp.35–39. http://bit.ly/1yQuveF
Elsevier. Journal and article metrics. http://bit.ly/1yQuzLy

desempenho de cientistas brasileiros:
Vieira, P.V.M. & Wainer, J., 2013. Correlações entre a contagem de citações de pesquisadores brasileiros, usando o Web of Science, Scopus e Scholar. Perspectivas em Ciência da Informação, 18(3), pp.45–60. http://www.scielo.br/pdf/pci/v18n3/04.pdf
Wainer, J. & Vieira, P., 2013. Avaliação de bolsas de produtividade em pesquisa do CNPq e medidas bibliométricas: correlações para todas as grandes áreas. Perspectivas em Ciência da Informação, 18(2), pp.60–78. http://www.scielo.br/pdf/pci/v18n2/05.pdf

Palestra:
Ligia Eliana Setenareski (vice-diretora da Biblioteca Central da UFPR): Repositórios digitais abertos: um movimento do livre acesso alternativo à estrutura oligopolizada das editoras científicas.

21, out. Aula 2: métodos, técnicas e a lógica da redação científica

Referências:

métodos:
Van Evera, S., 1997. Guide to Methods for Students of Political Science. Cornell: Cornell University Press, chap. 3: What is a Political Science Dissertation?, p. 89-95; e chap. 4: Helpful Hints on Writing a Political Science Dissertation, p. 97-113.
Barboza, D.P. & Godoy, S.R. de, 2014. Superando o “calcanhar metodológico”? Mapeamento e evolução recente da formação em métodos de pesquisa na pós-graduação em Ciência Política no Brasil. In IV Seminário Discente da Pós-Graduação em Ciência Política da USP. São Paulo, p. 31. http://bit.ly/1yQu0Bu
Cano, I., 2012. Nas trincheiras do método: o ensino da metodologia das ciências sociais no Brasil. Sociologias, 14(31), pp.94–119. http://bit.ly/1yQuJTa
Mahoney, J., 2006. A Tale of Two Cultures: Contrasting Quantitative and Qualitative Research. Political Analysis, 14(3), pp.227–249. http://bit.ly/1yQuMOH

técnicas:
Becker, H. S. 1986. Writing for Social Scientists: How to Start and Finish your Thesis, Book, or Article. Chicago: The University of Chicago Press. http://bit.ly/1yQv20f
Dunleavy, P. Say it once, say it right: Seven strategies to improve your academic writing. http://bit.ly/1yQvkEl
Moraes, R. C. C. de., 1998. Atividade de pesquisa e produção de texto. Anotações sobre métodos e técnicas no trabalho intelectual. Textos didáticos, Campinas, n. 33, ago. http://bit.ly/1yQvvzz
Stimson, J.A., 2010. Professional Writing in Political Science: A Highly Opinionated Essay. University of North Carolina, pp.1–14. http://bit.ly/1yQvj3f

lógica:
Fisher, A., 1988. The Logic of Real Arguments. Cambridge: Cambridge University Press.
Borges, J. L., 1999. Do rigor na ciência [conto]. In: O fazedor (1960). Obras completas. São Paulo: Globo, vol. II, p. 247. http://www.youtube.com/watch?v=zwDA3GmcwJU
Schmitter, P.C., 2008. The Design of Social & Political Research. In D. Della Porta & M. Keating, eds. Approaches and Methodologies in the Social Sciences: A Pluralist Perspective. Firenze: Cambridge University Press, pp. 263–295. http://bit.ly/1yQvBXY
King, Gary, Keohane, Robert O., & Verba, Sidney. 1994. Designing Social Inquiry: Scientific Inference in Qualitative Research. Princeton: Princeton University Press. Chapter 1: The Science in Social Science. http://bit.ly/1yQvGL6

Palestra:
Marco Cavalieri, Os periódicos na área de Economia. Uma introdução.

4, nov. Aula 3: a redação de artigos: autoria, coautoria, título, resumo, palavras-chave

Referências:

autoria:
Vanz, S.A. de S. & Stumpf, I.R.C., 2010. Colaboração científica: revisão teórico-conceitual. Perspectivas em Ciência da Informação, 15(2), pp.42–55. http://bit.ly/1yQvNWZ
Soares, G.A.D., Souza, C.P.R. de & Moura, T.W. De, 2010. Colaboração na produção científica na Ciência Política e na Sociologia brasileiras. Sociedade e Estado, 25(3), pp.525–538. http://bit.ly/1yQvPhF
Marques, F., 2014. Crédito para todos. Pesquisa Fapesp, pp.32–35. http://bit.ly/1yQvTxR

palavras-chave:
Borba, D. dos S., Van der Laan, R.H. & Chini, B.R., 2012. Palavras-chave: convergências e diferenciações entre a linguagem natural e a terminologia. Perspectivas em Ciência da Informação, 17(2), pp.26–36. http://bit.ly/1yQvZ8F

título:
Dunleavy, Patrick. Why do academics choose useless titles for articles and chapters? Four steps to getting a better title. http://bit.ly/1yQw3W2
Zucolotto, Valtecir Produção de Artigos de Alto Impacto - Curso de Escrita Científica, Módulo 2 - "Títulos, Autores e Abstract" https://www.youtube.com/watch?v=e968B1PwIbs

resumo:
The IMRAD Research Paper Format. http://bit.ly/1yQw2l0
Sollaci, L. & Pereira, M., 2004. The introduction, methods, results, and discussion (IMRAD) structure: a fifty-year survey. Journal of the medical library association, 92(3), pp.364–367.
Nair, P.K.R. & Nair, V.D., 2014. Organization of a Research Paper: The IMRAD Format P. K. R. Nair & V. D. Nair, eds., Cham: Springer International Publishing. http://bit.ly/1yQw6Bk

11, nov. Aula 4: a introdução do artigo científico e o encadeamento de ideias

Referências:

Annesley, T.M., 2010. “It was a cold and rainy night”: set the scene with a good introduction. Clinical chemistry, 56(5), pp.708–13. http://bit.ly/1yQw9Nl
Zucolotto, Valtecir Produção de Artigos de Alto Impacto - Curso de Escrita Científica, Módulo 3 - "Introdução” https://www.youtube.com/watch?v=exM8rHnvp7c
Turabian, K.L., 2013. A Manual for Writers of Research Papers, Theses, and Dissertations, Seventh Edition: Chicago Style for Students and Researchers (Chicago Guides to Writing, Editing, and Publishing) 8th ed., Chicago: University Of Chicago Press.
Farrell H. Good Writing in Political Science: An Undergraduate Student’s Short Illustrated Primer. blog The Monkey Cage. 16 Feb. 2010. http://bit.ly/1yQwb7Y
Krog, Ryan. Policy Memo Handout. George Washington University. http://bit.ly/1yQwm34

Palestra:
Noela Invernizzi, A experiência com a escrita de artigos científicos.

18, nov. Aula 5: laboratório de redação científica

A aula será dedicada a uma primeira discussão e orientação dos artigos que os estudantes estão preparando no momento.

25, nov. Aula 6: onde publicar?

Referências:

ReviewMyReview.eu (An Information Tool for Political Science Journal Publishing). Political Science journals: acceptance rates & turnaround time. April 12, 2014. http://bit.ly/1yQwr76

Palestra:
Fernando Leite, O campo acadêmico dos periódicos de Ciência Política e de Sociologia Política no Brasil.

2, dez. Aula 7: a elaboração de pareceres científicos: como fazer?

Referências:

Annesley, T.M., 2012. Seven reasons not to be a peer reviewer - and why these reasons are wrong. Clinical chemistry, 58(4), pp.677–9. http://bit.ly/1yQwyzk
Annesley, T.M., 2011. Top 10 tips for responding to reviewer and editor comments. Clinical chemistry, 57(4), pp.551–4. http://bit.ly/1yQwFuI
Lucey, Brian. Revisão por pares. Dez dicas de como fazê-la corretamente. Boletim ABCP. Outubro/Novembro 2013, p. 5-7. http://www.cienciapolitica.org.br/wp-content/uploads/2013/12/BOLETIM-ABCP_outubro_novembro_final_2.pdf
Guilford, William H. 2001. Teaching Peer Review And The Process Of Scientific Writing. Advances in Physiology Education. Vol. 25no. 3, 167-175. http://bit.ly/1yQwJuu
Peer review. In Wikipedia, the free encyclopedia http://en.wikipedia.org/wiki/Peer_review

Palestra:
Lucas Massimo, Editor-executivo da Revista de Sociologia e Política: Como escrever um parecer?

9, dez. Aula 8: avaliação:
Apresentação e discussão dos artigos dos estudantes.

Outras fontes e recursos:


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