artigo recomendado


Franz, Walter F. Nique. (2016). Aderentes e militantes: a participação político-partidária na era do Partido Cartel. Revista de Sociologia e Política, 24(60), 91-113. https://dx.doi.org/10.1590/1678-987316246004.
O artigo analisa o estado da arte da literatura sobre as transformações nas formas de participação político-partidária produzida nas últimas décadas. Dois objetivos principais guiam nossa argumentação: (i) fornecer um panorama de referência que possa contribuir ao desenvolvimento de pesquisas sobre esta temática e (ii) atenuar a segmentação que caracteriza as distintas correntes analíticas. Revisando trabalhos publicados em revistas e livros anglo-saxões e franceses, comparamos suas problemáticas, as questões teóricas subjacentes, bem como os métodos de administração da prova utilizados. Destarte, identificamos a estruturação de dois campos de produção politológica que se comunicam pouco. De um lado, uma tradição “Political Science”, mainstream, cujos estudos privilegiam uma abordagem sistêmica e comparada, apoiando-se em uma demonstração fundamentalmente estatística. De outro lado, uma tradição “Sociologie Politique” desenvolvida na França e cuja perspectiva de análise é internacionalmente pouco conhecida. Influenciadas pelo paradigma interacionista, suas pesquisas empregam o método sócio-etnográfico e redirecionam o foco de análise aos níveis meso e micro social. Fazendo um balanço crítico das principais contribuições de ambas as vertentes, apontamos algumas tendências atuais observadas pelos especialistas. Insistimos, particularmente, no potencial heurístico oferecido pelo enfoque da Sociologia Política para agregar novos elementos para a compreensão deste fenômeno.
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22 de janeiro de 2015

diretores do Banco Central do Brasil nos governos Cardoso, Lula e Dilma

[Banco Central do Brasil
Corrimão em acrílico
Brasília - DF] 


Observatório de Elites Políticas e Sociais do Brasil

DOI: 10.13140/2.1.3804.1920
Newsletter. Observatório de elites
políticas e sociais do Brasil. NUSP/UFPR, v.2, n. 5, janeiro. p. 1-17. 2015. ISSN 2359-2826



Diretores do Banco Central do Brasil nos governos Cardoso, Lula e Dilma: uma radiografia dos seus backgrounds educacionais.

Adriano Codato (ufpr)
Marco Cavalieri (ufpr)


Resumo: O artigo analisa a trajetória acadêmica (graduação e pós-graduação) de 39 diretores do
Banco Central do Brasil que serviram nos governos Cardoso, Lula e Dilma entre 1995 e 2014.
Evidencia, a partir de dados compilados das biografias individuais, a influência da formação
ortodoxa em Economia sobre a maior parte desse grupo de elite. Essa constatação é mais notável
ainda quando se examina o subgrupo de 19 diretores detentores de diplomas de doutorado, 75%
obtidos nos Estados Unidos em departamentos do mainstream da área.


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17 de janeiro de 2015

onde estão os trabalhadores nas listas de candidatos dos partidos brasileiros?

[South Chine 
Morning Post] 



Observatório de Elites Políticas e Sociais do Brasil

DOI: 10.13140/2.1.3558.6884
Newsletter. Observatório de elites políticas e sociais do Brasil. NUSP/UFPR, v. 2, n. 2, p.1-14

Onde estão os trabalhadores nas listas de candidatos dos partidos brasileiros?

Luiz Domingos Costa (ufpr/nusp)
Bruno Bolognesi (ufpr/nusp)
Adriano Codato (nusp/ufpr)


Resumo: O texto procura dimensionar a presença e a evolução do número de trabalhadores
manuais nas listas eleitorais dos partidos brasileiros nas eleições para deputado federal de 1998 a
2014. A constatação fundamental do trabalho é que o grosso de candidatos oriundos das
ocupações mais populares se deslocou do Partido dos Trabalhadores para os partidos pequenos e
para os partidos novos nas últimas eleições. Para tentar explicar isso, esboçamos duas hipóteses: a
proliferação de partidos contribui para estender as oportunidades de candidaturas até a base da
pirâmide social brasileira; e as mudanças no interior do PT parecem fazer com que o partido prefira
políticos cada vez mais profissionais nas disputas eleitorais proporcionais.

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ou aqui [Academia.edu]
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13 de janeiro de 2015

classificando ocupações prévias à entrada na política

[Masks Of Present 
Day Politicians
1948, Ralph Morse] 




Codato, A., Costa, L.D. & Massimo, L., 2014. Classificando ocupações prévias à entrada na política: uma discussão metodológica e um teste empírico. Opinião Pública, 20(3), pp.346–362.

O artigo propõe uma discussão metodológica sobre definição, classificação e mensuração de posições sociais de origem para o estudo do recrutamento de elites políticas. Para tanto, apresenta diferentes estratégias teórico-metodológicas para enquadrar a variável “ocupação prévia à carreira parlamentar” e sugere a pertinência de um critério mais analítico que sociográfico na codificação das profissões. Sustenta-se que o recrutamento político pode ser mais bem apreendido por meio de uma tipologia que leve em conta, na linha sugerida por Max Weber, variáveis econômicas e sociais (e não exclusivamente variáveis institucionais). No teste empírico desses critérios, foram utilizados dados sobre candidatos a deputado federal no Brasil em 2006 e 2010 para simular o rendimento de uma classificação alternativa. Essa classificação está baseada em três parâmetros: a flexibilidade da carreira profissional do candidato, o valor social dessa ocupação e sua afinidade com o mundo político. O resultado revelou que as clivagens de gênero podem ser reforçadas pelo tipo de atividade exercida, antes mesmo que filtros institucionais produzam seus efeitos.


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ou aqui [Academia.edu]

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2 de janeiro de 2015

candidatos policiais na política nacional

[Captain Renault
Casablanca's policeman] 





Candidatos policiais na política nacional: uma análise dos aspirantes a deputado federal
Fábia Berlatto
Adriano Codato


DOI: 10.13140/2.1.3654.4320
Newsletter. Observatório de elites políticas e sociais do Brasil. NUSP/UFPR, v. 1, n. 7, p.1-16.

Das eleições de 1998 até as de 2014, 972 integrantes das forças policiais e militares se candidataram a deputado federal no Brasil. O objetivo deste paper é investigar os perfis social, político e ideológico dos integrantes das forças repressivas do Estado que se lançaram na política institucional. Através de estatística descritiva, ressaltamos as especificidades desse grupo. Achados iniciais mostraram que se a passagem da polícia à política era feita, nos anos 90, através de grandes partidos de direita, atualmente ela se dá via pequenos partidos sem identidade ideológica muito clara (partidos “fisiológicos”).

Acesse em:
http://bit.ly/1xza32w

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