artigo recomendado

Bolognesi, B., Ribeiro, E., & Codato, A.. (2023). A New Ideological Classification of Brazilian Political Parties. Dados, 66(2), e20210164. Just as democratic politics changes, so does the perception about the parties out of which it is composed. This paper’s main purpose is to provide a new and updated ideological classification of Brazilian political parties. To do so, we applied a survey to political scientists in 2018, asking them to position each party on a left-right continuum and, additionally, to indicate their major goal: to pursue votes, government offices, or policy issues. Our findings indicate a centrifugal force acting upon the party system, pushing most parties to the right. Furthermore, we show a prevalence of patronage and clientelistic parties, which emphasize votes and offices rather than policy. keywords: political parties; political ideology; survey; party models; elections
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16 de setembro de 2024

a formação dos gabinetes ministeriais

[Fernando Henrique Cardoso 
ao lado do ministro da Aeronáutica
Lélio Lobo (à esq.)
IstoÉ]











Federalismo e coalizão: a representatividade dos estados nos gabinetes ministeriais brasileiros

Resumo

Estudos sobre coalizões estão focados exclusivamente no aspecto partidário das alianças políticas do presidente. O artigo analisa a presença proporcional dos estados nos gabinetes ministeriais formados nos governos de Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva   e Dilma Rousseff. A partir do local de origem política de 265 ministros, desenvolvemos um índice para mensurar a taxa de coalescência federativa dos gabinetes. Esse índice estima a proporcionalidade da representação estadual das equipes ministeriais ano a ano nesses governos. Mais do que a sobrerrepresentação de alguns estados em relação ao peso efetivo de suas bancadas no Congresso Nacional, nossos resultados permitem comparar os valores da coalescência federativa com a coalescência partidária ao longo do tempo. O índice mostra que o presidente da República procura privilegiar certas facções estaduais dentro dos partidos da base aliada, expressando assim uma nova dimensão do presidencialismo de coalizão.

Palavras-chave: ministros; presidencialismo de coalizão; federalismo; formação de gabinetes; partidos políticos


Federalism and Coalition: State-level Representativeness in Brazilian Ministerial Portfolios

Abstract

While existing studies on coalitions primarily focus on the party-level dynamics of a president’s political alliances, this article examines the proportional representation of states within ministerial portfolios during the presidencies of Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva , and Dilma Rousseff. Drawing upon the political origins of 265 ministers, we have developed an index to gauge the extent of state-level coalescence of the ministerial portfolios. This index allows us to assess the year-by-year proportionality of state-level representativeness within ministerial teams. Going beyond merely identifying overrepresentation of certain states relative to their congressional influence, our results enable a comparative analysis of federative coalescence vis-à-vis party coalescence over time. Our findings signal a trend wherein the President of the Republic tends to favor specific state factions within allied parties, shedding light on a previously unexplored dimension of coalition presidentialism.

Keywords: ministers; coalition presidentialism; federalism; ministerial portfolio formation; political parties



Como citar:

Franz Júnior, Paulo; Codato, Adriano; Fernandez, Virginia. Federalismo e coalizão: a representatividade dos estados nos gabinetes ministeriais brasileiros. Dados - Revista de Ciências Sociais, 2025



Disponível em:

SciELO [html]
Academia.edu  [PDF]



7 de março de 2010

política e região: programa de curso na ufpr (2010/1)

[Elemento Terra, 1989.
Terra Roxa, SP.
Delfim Martins.
Pirelli/MASP]

Abaixo o programa provisório do curso "Política e Região" às terças-feiras a noite na UFPR. O curso será dividido com Camila Tribess

O objetivo do curso é, além do de superar o padrão escolar tradicional das disciplinas convencionais, contruir uma plataforma empírica e teórica para o estudo da dinâmica política em contextos subnacionais. Para tanto uma série diferente de atividades estão programadas.

Pode-se dizer que o curso se organiza mais como um laboratório de aulas práticas do que uma disciplina regular. É importante notar que todos os estudantes deverão fazer o curso de SPSS oferecido durante a disciplina e que este é um pré-requisito para seguir neste curso.

Na primeira parte, mais "teórica", haverá, além das aulas, seminários sobre as referências indicadas sobre política regional. Os seminários serão apresentados por dois alunos e serão destacados mais dois alunos como debatedores. Todos os demais devem enviar ANTES DO SEMINÁRIO questões e comentários sobre os textos por e-mail para a lista de discussão do curso [politica-e-regiao@googlegroups.com]. Todos os dois apresentadores e os dois debatedores deverão entregar após o seminário um relatório sobre a atividade.

HC160 – POLÍTICA E REGIÃO [clique aqui para baixar o programa em pdf]
UFPR Ed. D. Pedro II sala 606
TERÇAS, 18h30min – 22h20min
politica-e-regiao@googlegroups.com 

Programa e cronograma 
Aula/data
Conteúdo

APRESENTAÇÃO DO CURSO
Aula 1.    9 março: A nova agenda de pesquisas do federalismo brasileiro
SEMINÁRIOS/AULAS

Aula 2.    16 março: Teses e teorias sobre o federalismo
Aula 3.    23 março: Relações políticas entre executivos estaduais e bancadas federais
Aula 4.    30 março: Processos decisórios e políticas de governo no contexto do federalismo
Aula 5.    5, 6 e 7 abril
  • Curso SPSS das 14h às 18h (Bruno Bolognesi; UFSCAR)
Aula 6.    13 abril: As elites políticas estaduais
  • DANTAS NETO, P. F. O carlismo para além de ACM: estratégias adaptativas de uma elite estadual. In SOUZA, Celina e DANTAS NETO, Paulo Fábio (orgs.). Governo, elites políticas e políticas públicas nos estados brasileiros. Rio de Janeiro: Revan, 2006. (comentário 4)
  • PERISSINOTO, Renato; COSTA, Luiz Domingos  e  TRIBESS, Camila. Origem social dos parlamentares paranaenses (1995-2006): alguns achados e algumas questões de pesquisa.  Sociologias [online]. 2009, n.22, pp. 280-313. (seminário 8)
  • ABU-EL-HAJ, J. Classe, poder e administração pública no Ceará. In: Parente, J. e Arruda, J. M. (orgs.). A Era Jereissati: modernidade e mito. Fortaleza: Fundação Demócrito Rocha, 2002. 
  • CODATO, Adriano e GOUVÊA, Julio Cesar. Os atributos da elite político-administrativa: uma visão descritiva dos ocupantes dos empregos políticos no Paraná. In Perissinotto, Renato Monseff et al. (orgs.). Quem governa? Um estudo das elites políticas do Paraná. Curitiba: Editora UFPR, 2007, p. 49-67.
Aula 7.    20 abril:
Aula 8.    27 abril: A dinâmica do universo das elites políticas no contexto do federalismo
ATIVIDADE PRÁTICA

Aula 9.    4 maio
  • Apresentação dos bancos de dados sobre elites políticas regionais do NUSP (Renato Perissinotto). Análise dos dados das elites políticas do estado do Paraná (bancos das elites legislativas, administrativas e partidárias dos governos Lerner e Requião – do NUSP), com elaboração do problema empírico e teórico para o paper.
Aula 10.    11 maio
  • Seleção de casos e divisão em grupos; frequências
Aula 11.    18 maio
  • Comparações
Aula 12.    25 maio
  • Crosstabs
Aula 13.    1 junho
  • Gráficos
A PRÁTICA DA PESQUISA

Aula 14.    8 junho
  • Entrega de um resumo do que será o paper final, com a definição do problema empírico e das variáveis que serão utilizadas.
Aula 15.    15 junho
  • Professores disponíveis para consultas e dúvidas quanto ao tema do paper (dados e/ou teorias).
Aula 16.    22 junho
  • Entrega do paper final [clique aqui para ver o modelo].
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