artigo recomendado


Batista, Mariana. (2016). O Poder no Executivo: explicações no presidencialismo, parlamentarismo e presidencialismo de coalizão. Revista de Sociologia e Política, 24(57), 127-155.
Como a literatura vem analisando o Poder Executivo nos diferentes regimes políticos? A partir da diferença institucional básica entre presidencialismo e parlamentarismo pode-se identificar dois conjuntos de contribuições principais para o entendimento do funcionamento do Executivo em democracias: a literatura sobre a presidência americana e as discussões sobre os governos de coalizão no parlamentarismo europeu. O que os dois conjuntos de teorias têm em comum é a preocupação com a política intra-executivo. Esta literatura é analisada, identificando as principais questões, instituições, comportamentos e variáveis enfatizadas.
__________________________________________________________________________________

22 de agosto de 2012

verbete "representação"

[fotografia: Rafael Bertelli
Curitiba, Brasil
14 abr. 2009]



Adriano Codato


O termo “representação” possui dois sentidos distintos. O primeiro, mais próximo da tradição sociológica, refere-se a um conjunto de fenômenos sociocognitivos. O segundo, mais próximo da tradição dos estudos de Ciência Política, refere-se ao processo de transferência de autoridade entre agentes sociais: um ator político (um partido, um sindicato, um político de carreira) pode representar a vontade ou os interesses de outrem – isto é, falar ou agir em nome dele – mediante certos dispositivos formais ou institucionais.

Nesta acepção, o representante é um mandatário, um delegado, um procurador do representado. Quando se fala em “regime representativo”, é justamente essa propriedade que se ressalta. É o caso das modernas democracias: ao menos em tese, o mecanismo da representação política funciona como um dispositivo de controle dos representantes (os legisladores) pelos representados (os eleitores). Os primeiros falam e agem em nome dos segundos por um período de tempo determinado (um “mandato”) e podem ser substituídos através das regras pré-estabelecidas legalmente (eleições).

Do ponto de vista sociocognitivo, o termo “representação” indica um conjunto de fenômenos psíquicos, como sensações, imagens ou ideias. Uma representação consiste em uma reconstrução mental de objetos concretos, como, por exemplo, a imagem mental que fazemos de uma pedra e as sensações atribuídas à noção de pedra, como “dureza” ou “rispidez”. Além de indicar coisas observáveis, as representações também podem ser puramente ideais, sem um referencial concreto.

[continua...]

Referência:

CODATO, A. REPRESENTAÇÃO. Teixeira, Francisco M. P. coord. DICIONÁRIO BÁSICO DE SOCIOLOGIA. São Paulo: Global Editora, 2012 (no prelo).
.

Nenhum comentário: