artigo recomendado

Bolognesi, B., Ribeiro, E., & Codato, A.. (2023). A New Ideological Classification of Brazilian Political Parties. Dados, 66(2), e20210164. Just as democratic politics changes, so does the perception about the parties out of which it is composed. This paper’s main purpose is to provide a new and updated ideological classification of Brazilian political parties. To do so, we applied a survey to political scientists in 2018, asking them to position each party on a left-right continuum and, additionally, to indicate their major goal: to pursue votes, government offices, or policy issues. Our findings indicate a centrifugal force acting upon the party system, pushing most parties to the right. Furthermore, we show a prevalence of patronage and clientelistic parties, which emphasize votes and offices rather than policy. keywords: political parties; political ideology; survey; party models; elections

20 de outubro de 2014

programa de curso: redação de artigos científicos

[Calvin & Haroldo,
Bill Watterson] 


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA POLÍTICA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS
Código: Tópicos especiais em metodologia I
Professor responsável: ADRIANO CODATO
Semestre/Ano: 2 / 2014 
Tipo: Optativa
Carga Horária Total: 30 
Nº de Créditos: 2 
terças-feiras, 9hs. – 13hs.

Syllabus

Há centenas de milhares de sites, guias, livros sobre redação de artigos científicos nas diversas áreas do conhecimento. Quando se busca no Google por “scientific writing” surgem mais de 2 milhões de entradas. Quando se busca por "writing political science" resultam nada menos de 374 mil entradas. O que seria então uma ajuda para aquele que quer aprender a redigir um texto científico torna-se uma tormenta. Por onde começar? Quem ler? O que ler? Em que ordem? Este é um curso muito básico de redação de artigos científicos. Pretende-se apresentar aos estudantes algumas ferramentas de gestão bibliográfica e algumas sugestões para ajudá-lo na concepção do seu artigo, na ordenação das ideias, na preparação do manuscrito e, enfim, indicar aonde submeter seu texto. Aproveitando minha experiência de 21 anos como Editor da Revista de Sociologia e Política e de três anos como editor de Paraná Eleitoral, o curso quer auxiliar a compreensão da divisão temática e da hierarquia dos periódicos da área, do estilo de redação (e de sua mudança radical nos últimos anos), do vocabulário especializado do mundo das revistas científicas (fator de impacto, índice de imediação, índice H, etc.) e, principalmente, aproximar o estudante de pós-graduação dos métodos, técnicas e da lógica da redação científica. O curso está baseado em aulas expositivas e oficinas de redação de artigos. As aulas serão complementadas com palestras de especialistas no estudo de revistas acadêmicas, no mercado editorial de artigos científicos e com editor de periódico da área.


7, out. Apresentação do curso:

Referências:
Noel, H., 2010. Ten Things Political Scientists Know that You Don’t. The Forum, 8(3). http://bit.ly/1yQuc3D
Nørgaard, A.S., 2008. Political Science: Witchcraft or Craftsmanship? Standards for Good Research. World Political Science Review, 4(1), pp.233–241. http://bit.ly/1yQu97Q
Parsons, C., 2007. How to Map Arguments in Political Science, Oxford: Oxford University Press.

7, out. Aula 1: por onde começar?
  • a)     tipos de trabalhos científicos e o gênero da escrita científica;
  • b)     fontes de pesquisa bibliográfica: um pequeno mapa da mina
  • a)     indexação de periódicos científicos em bases de dados
  • b)     redes sociais acadêmicas: https://www.academia.edu/ http://www.researchgate.net/
  • c)      índices bibliométricos: fator de impacto/JCR, índice de imediação, índice H, índice i10 (Google)
  • d)     software de gestão de referências bibliográficas: Mendeley http://www.mendeley.com/download-mendeley-desktop/


Referências:

tipos de trabalhos:
Normas para publicação [Tipos de contribuição científica]. Psicologia: Teoria e Pesquisa. 2011, Vol. 27 n. 2, pp. 259-262. http://bit.ly/1yQuh7r
Lutz, D.S., 1998. Guidelines for Writing a Bibliographic Essay for the M.A. Degree. http://bit.ly/1yQukA2
George Washington University. Political Science Department. Types of Political Science Writing. http://bit.ly/1yQumYG

índices bibliométricos:
Lima, R.A. de, Velho, L.M.L.S. & Faria, L.I.L. de, 2012. Bibliometria e “avaliação” da atividade científica: um estudo sobre o índice h. Perspectivas em Ciência da Informação, 17(3), pp.03–17. http://bit.ly/1yQu5Fe
López, Miguel Túñez; Coello, José Manuel de Pablos. El ‘índice h’ en las estrategias de visibilidad, posicionamiento y medición de impacto de artículos y revistas de investigación. Actas   de 2 Congreso Nacional sobre Metodología de la Investigación en Comunicación http://bit.ly/1yQumYG
Marques, F., 2013. Os limites do índice-h. Pesquisa Fapesp, pp.35–39. http://bit.ly/1yQuveF
Elsevier. Journal and article metrics. http://bit.ly/1yQuzLy

desempenho de cientistas brasileiros:
Vieira, P.V.M. & Wainer, J., 2013. Correlações entre a contagem de citações de pesquisadores brasileiros, usando o Web of Science, Scopus e Scholar. Perspectivas em Ciência da Informação, 18(3), pp.45–60. http://www.scielo.br/pdf/pci/v18n3/04.pdf
Wainer, J. & Vieira, P., 2013. Avaliação de bolsas de produtividade em pesquisa do CNPq e medidas bibliométricas: correlações para todas as grandes áreas. Perspectivas em Ciência da Informação, 18(2), pp.60–78. http://www.scielo.br/pdf/pci/v18n2/05.pdf

Palestra:
Ligia Eliana Setenareski (vice-diretora da Biblioteca Central da UFPR): Repositórios digitais abertos: um movimento do livre acesso alternativo à estrutura oligopolizada das editoras científicas.

21, out. Aula 2: métodos, técnicas e a lógica da redação científica

Referências:

métodos:
Van Evera, S., 1997. Guide to Methods for Students of Political Science. Cornell: Cornell University Press, chap. 3: What is a Political Science Dissertation?, p. 89-95; e chap. 4: Helpful Hints on Writing a Political Science Dissertation, p. 97-113.
Barboza, D.P. & Godoy, S.R. de, 2014. Superando o “calcanhar metodológico”? Mapeamento e evolução recente da formação em métodos de pesquisa na pós-graduação em Ciência Política no Brasil. In IV Seminário Discente da Pós-Graduação em Ciência Política da USP. São Paulo, p. 31. http://bit.ly/1yQu0Bu
Cano, I., 2012. Nas trincheiras do método: o ensino da metodologia das ciências sociais no Brasil. Sociologias, 14(31), pp.94–119. http://bit.ly/1yQuJTa
Mahoney, J., 2006. A Tale of Two Cultures: Contrasting Quantitative and Qualitative Research. Political Analysis, 14(3), pp.227–249. http://bit.ly/1yQuMOH

técnicas:
Becker, H. S. 1986. Writing for Social Scientists: How to Start and Finish your Thesis, Book, or Article. Chicago: The University of Chicago Press. http://bit.ly/1yQv20f
Dunleavy, P. Say it once, say it right: Seven strategies to improve your academic writing. http://bit.ly/1yQvkEl
Moraes, R. C. C. de., 1998. Atividade de pesquisa e produção de texto. Anotações sobre métodos e técnicas no trabalho intelectual. Textos didáticos, Campinas, n. 33, ago. http://bit.ly/1yQvvzz
Stimson, J.A., 2010. Professional Writing in Political Science: A Highly Opinionated Essay. University of North Carolina, pp.1–14. http://bit.ly/1yQvj3f

lógica:
Fisher, A., 1988. The Logic of Real Arguments. Cambridge: Cambridge University Press.
Borges, J. L., 1999. Do rigor na ciência [conto]. In: O fazedor (1960). Obras completas. São Paulo: Globo, vol. II, p. 247. http://www.youtube.com/watch?v=zwDA3GmcwJU
Schmitter, P.C., 2008. The Design of Social & Political Research. In D. Della Porta & M. Keating, eds. Approaches and Methodologies in the Social Sciences: A Pluralist Perspective. Firenze: Cambridge University Press, pp. 263–295. http://bit.ly/1yQvBXY
King, Gary, Keohane, Robert O., & Verba, Sidney. 1994. Designing Social Inquiry: Scientific Inference in Qualitative Research. Princeton: Princeton University Press. Chapter 1: The Science in Social Science. http://bit.ly/1yQvGL6

Palestra:
Marco Cavalieri, Os periódicos na área de Economia. Uma introdução.

4, nov. Aula 3: a redação de artigos: autoria, coautoria, título, resumo, palavras-chave

Referências:

autoria:
Vanz, S.A. de S. & Stumpf, I.R.C., 2010. Colaboração científica: revisão teórico-conceitual. Perspectivas em Ciência da Informação, 15(2), pp.42–55. http://bit.ly/1yQvNWZ
Soares, G.A.D., Souza, C.P.R. de & Moura, T.W. De, 2010. Colaboração na produção científica na Ciência Política e na Sociologia brasileiras. Sociedade e Estado, 25(3), pp.525–538. http://bit.ly/1yQvPhF
Marques, F., 2014. Crédito para todos. Pesquisa Fapesp, pp.32–35. http://bit.ly/1yQvTxR

palavras-chave:
Borba, D. dos S., Van der Laan, R.H. & Chini, B.R., 2012. Palavras-chave: convergências e diferenciações entre a linguagem natural e a terminologia. Perspectivas em Ciência da Informação, 17(2), pp.26–36. http://bit.ly/1yQvZ8F

título:
Dunleavy, Patrick. Why do academics choose useless titles for articles and chapters? Four steps to getting a better title. http://bit.ly/1yQw3W2
Zucolotto, Valtecir Produção de Artigos de Alto Impacto - Curso de Escrita Científica, Módulo 2 - "Títulos, Autores e Abstract" https://www.youtube.com/watch?v=e968B1PwIbs

resumo:
The IMRAD Research Paper Format. http://bit.ly/1yQw2l0
Sollaci, L. & Pereira, M., 2004. The introduction, methods, results, and discussion (IMRAD) structure: a fifty-year survey. Journal of the medical library association, 92(3), pp.364–367.
Nair, P.K.R. & Nair, V.D., 2014. Organization of a Research Paper: The IMRAD Format P. K. R. Nair & V. D. Nair, eds., Cham: Springer International Publishing. http://bit.ly/1yQw6Bk

11, nov. Aula 4: a introdução do artigo científico e o encadeamento de ideias

Referências:

Annesley, T.M., 2010. “It was a cold and rainy night”: set the scene with a good introduction. Clinical chemistry, 56(5), pp.708–13. http://bit.ly/1yQw9Nl
Zucolotto, Valtecir Produção de Artigos de Alto Impacto - Curso de Escrita Científica, Módulo 3 - "Introdução” https://www.youtube.com/watch?v=exM8rHnvp7c
Turabian, K.L., 2013. A Manual for Writers of Research Papers, Theses, and Dissertations, Seventh Edition: Chicago Style for Students and Researchers (Chicago Guides to Writing, Editing, and Publishing) 8th ed., Chicago: University Of Chicago Press.
Farrell H. Good Writing in Political Science: An Undergraduate Student’s Short Illustrated Primer. blog The Monkey Cage. 16 Feb. 2010. http://bit.ly/1yQwb7Y
Krog, Ryan. Policy Memo Handout. George Washington University. http://bit.ly/1yQwm34

Palestra:
Noela Invernizzi, A experiência com a escrita de artigos científicos.

18, nov. Aula 5: laboratório de redação científica

A aula será dedicada a uma primeira discussão e orientação dos artigos que os estudantes estão preparando no momento.

25, nov. Aula 6: onde publicar?

Referências:

ReviewMyReview.eu (An Information Tool for Political Science Journal Publishing). Political Science journals: acceptance rates & turnaround time. April 12, 2014. http://bit.ly/1yQwr76

Palestra:
Fernando Leite, O campo acadêmico dos periódicos de Ciência Política e de Sociologia Política no Brasil.

2, dez. Aula 7: a elaboração de pareceres científicos: como fazer?

Referências:

Annesley, T.M., 2012. Seven reasons not to be a peer reviewer - and why these reasons are wrong. Clinical chemistry, 58(4), pp.677–9. http://bit.ly/1yQwyzk
Annesley, T.M., 2011. Top 10 tips for responding to reviewer and editor comments. Clinical chemistry, 57(4), pp.551–4. http://bit.ly/1yQwFuI
Lucey, Brian. Revisão por pares. Dez dicas de como fazê-la corretamente. Boletim ABCP. Outubro/Novembro 2013, p. 5-7. http://www.cienciapolitica.org.br/wp-content/uploads/2013/12/BOLETIM-ABCP_outubro_novembro_final_2.pdf
Guilford, William H. 2001. Teaching Peer Review And The Process Of Scientific Writing. Advances in Physiology Education. Vol. 25no. 3, 167-175. http://bit.ly/1yQwJuu
Peer review. In Wikipedia, the free encyclopedia http://en.wikipedia.org/wiki/Peer_review

Palestra:
Lucas Massimo, Editor-executivo da Revista de Sociologia e Política: Como escrever um parecer?

9, dez. Aula 8: avaliação:
Apresentação e discussão dos artigos dos estudantes.

Outras fontes e recursos:


 .

7 de setembro de 2014

“A juventude despolitizada de 2013 parece ter encontrado sua redentora” (entrevista)

[Abraham Palatnik
Objeto cinético]

Entrevista especial com Adriano Codato
IHU On-Line - Como se redesenha o cenário eleitoral e o quadro partidário com a candidatura de Marina e seu crescimento nas pesquisas?
Adriano Codato - Com a confirmação dos resultados das pesquisas de intenção de voto nas eleições de outubro, pode surgir, e talvez se consolidar, uma terceira força efetiva entre PSDB e PT. Esses dois partidos foram os protagonistas da segunda fase do processo de democratização brasileira e desde 1994 polarizaram, em torno de seus governos, a cena política nacional. Essa terceira via, que é uma costela do PT, diga-se de passagem, só conseguirá, porém, se firmar como força política (e não simplesmente eleitoral) se conseguir eleger também uma bancada razoável na Câmara dos Deputados (bem acima dos atuais 5%), governadores nos estados, etc.
IHU On-Line - É possível vislumbrar novas alianças por conta da candidatura de Marina?
Adriano Codato - Com a passagem do candidato do PSDB para o terceiro lugar, a direita política, os setores conservadores das camadas médias tradicionais, os rentistas, os donos das empresas de comunicação, seus jornais e seus portais, terão de cavar seu espaço junto à candidata postiça do PSB. Como por imposição do nosso sistema político não se governa sem uma grande coalizão de apoio no Congresso, será inevitável aceitar, caso Marina vença, o desembarque maciço da tropa do PMDB, a aproximação e, tão logo seja decente, o casamento com o PSDB e, quem sabe o futuro, até mesmo a ressurreição do DEMBruno Bolognesi, professor de Ciência Política da UNILA, especulou que sua bancada deve admitir, no início, PSBPPS, PSDPROS, mais umas 20 cadeiras dos partidos nanicos de direita. Isso, contudo, não chegaria nem perto dos 50% do Congresso. Daí o apelo às forças políticas “tradicionais” ser não só inevitável, mas esperável.
IHU On-Line – Como avalia a euforia em torno de Marina? Há em sua candidatura mais uma imagem simbólica do que uma proposta política?
Adriano Codato - A despeito das paixões de seus torcedores, Marina Silva não reinventará a política nacional. Pelo contrário, ela reforça os regulamentos e as práticas existentes. Utiliza todos os recursos tradicionais da tradicional política brasileira: migração entre partidos, personalismo, alianças multipartidárias (logo, “não ideológicas”), apoios heterodoxos. O interessante é que ela faz tudo isso dizendo que não o faz e ampla parcela dos eleitores desiludidos com a velha política acredita — ou se obriga a acreditar — nela, uma vez que ou não tolera o PT, ou não se reconhece no candidato janota do PSDBMarina Silva é uma terceira via eleitoral entre esses dois grandes partidos. Se o seu eventual governo será uma coisa diferente dos governos de ambos, isso já é um mistério.
IHU On-Line - As posturas ideológicas dos três candidatos aparecem em seus projetos políticos ou nos partidos políticos correspondentes? O senhor consegue perceber quais são os projetos políticos dos três candidatos e quais são os principais problemas e equívocos em relação à prática política e à proposta política teórica?
Adriano Codato - Sim, as propostas são claras e os respectivos projetos de país também. Isso necessariamente não está nos programas de governo, uma vez que esses têm de ser genéricos o suficiente para não comprometer apoios nem se comprometer com metas rígidas. Mas as declarações à imprensa, as posições assumidas nos debates e os programas do HGPE são claros o suficiente para desenhar o perfil das três forças.
IHU On-Line - Em que aspectos é possível perceber diferenças e semelhanças nos projetos políticos dos três candidatos?
Adriano Codato - Em vários temas e principalmente em temas de economia: Marina e Aécio estão alinhados com a radicalização da santíssima trindade do capital financeiro — metas de inflação, câmbio flutuante e o uso ainda mais pronunciado da taxa de juros para o controle da inflação —, e Dilma, com a agenda neodesenvolvimentista do PT. A “independência do Banco Central” em relação ao sistema político e aos seus eleitores também é um divisor nesse campo.
IHU On-Line - Como interpreta o apelo pela “mudança” nas três candidaturas?
Adriano Codato - Aécio, ao menos no começo de sua campanha, tentou dizer que a mudança simbolizada por ele era uma espécie de volta para trás, para a agenda neoliberal dos anos 1990 do governo Cardoso. Para Dilma, mudança é “fazer ainda mais pelo social”, esses slogans publicitários, e Marina parece encarnar a mudança como a redenção de todos os males políticos nacionais.
IHU On-Line - Nos últimos anos, aponta-se no Brasil uma melhora em relação à renda, por conta do aumento do salário mínimo e de programas como o Bolsa Família, maior facilidade em relação ao acesso a crédito, políticas direcionadas ao ingresso nas universidades, apesar de muitos especialistas em educação questionarem tanto a qualidade do ensino nas universidades quanto o processo que deu origem à abertura de inúmeras universidades particulares no país. Mas, em contrapartida, em junho de 2013 emergiram as manifestações de rua, sinalizando uma insatisfação com o transporte, com a saúde, com os serviços públicos em geral. Considerando essas questões, as políticas sociais do governo petista ainda terão um peso relevante nas eleições e serão suficientes para garantir a reeleição de Dilma? Qual será o impacto dessas políticas sociais neste ano?
Adriano Codato - Análises sobre a demografia social do voto no PT e das intenções de voto em Dilma em 2014 enfatizam que quem segue fiel ao governo são os muito pobres, aqueles que ganham menos de dois salários mínimos, mulheres pretas e pardas, com baixa escolaridade, de regiões menos desenvolvidas economicamente — aqueles que, enfim, precisam dos programas sociais. Esse contingente, em torno de 30% do eleitorado, deverá permanecer fiel ao governismo no primeiro turno. A mudança no apoio ao governo do PT se dá, conforme as sondagens, naquele grupo de pessoas que ganha entre 2 e 5 salários mínimos e que ascendeu socialmente nos últimos 10 anos. Essas pessoas trombaram contra a exasperante ineficiência dos serviços públicos e privados brasileiros e debitaram na conta do governo federal a miséria da saúde, do transporte, da segurança, etc. O PT, por sua vez, ou o governo em geral, perdeu uma excelente oportunidade para propor uma reforma não liberal do Estado brasileiro.
IHU On-Line - Em junho de 2013 e ainda neste ano, foram feitas várias análises em torno das manifestações de rua, especialmente por conta da insatisfação política oriunda dos protestos e por causa da recusa dos manifestantes às bandeiras políticas. Nesse contexto, é possível vislumbrar qual será o impacto tanto da insatisfação quanto da renegação aos partidos nas eleições deste ano? É possível estimar se essas manifestações terão algum impacto na disputa eleitoral? Em que sentido?
Adriano Codato - Penso que a repercussão das manifestações de junho de 2013 já está sendo sentida pelo sistema político e pelos seus protagonistas. Marina Silva, uma política de carreira, conseguiu encarnar a figura da política pura em meio aos impuros e apresentar-se como a promessa de redenção dos males nacionais repetindo um chavão sem conteúdo: reforma política. Imagina-se que através dela seja possível repudiar a política real (apoios “fisiológicos”, amplas maiorias, sistemas de corrupção), os partidos tradicionais, “tudo isso que aí está”, enfim. A juventude despolitizada de 2013 parece ter encontrado sua redentora.
IHU On-Line - Como o senhor vê as discussões políticas que parecem dividir os partidos políticos brasileiros entre progressistas e conservadores? No que se refere à proposta política, é possível fazer essas distinções genéricas? Ainda nesse sentido, como enquadra os três partidos que estão disputando as eleições?
Adriano Codato - Vejo essa divisão como correspondendo à realidade. Quer se tome as propostas dos candidatos, quer se tome os programas dos partidos, quer se tome os comportamentos dos parlamentares nas votações no Congresso, quer se tome, enfim, as políticas dos governos do PSDB e do PT, a diferença de projetos é muito clara. O PSB não pode, evidentemente, mostrar a que veio, mas o apelo conservador da candidatura Marina e sua defesa de valores religiosos torna o jogo muito mais claro nessa altura do campeonato.
IHU On-Line - O que falta no debate político brasileiro?
Adriano Codato - Faltam a meu ver duas coisas fundamentais para uma sociedade e uma política democráticas: tolerância diante das posições adversárias e capacidade de defender a sua própria posição utilizando argumentos no lugar de insultos. O “ambiente virtual” (redes sociais, blogs, etc.) converteu-se no canal de expressão de todo o autoritarismo, em sentido amplo, da sociedade brasileira.
IHU On-Line - Que temas urgentes estão sendo ignorados pelos candidatos à presidência?
Adriano Codato - Um colega, o cientista político Emerson Cervi, da UFPR, leu e analisou os programas de governos dos três candidatos principais registrados no TSE e constatou a ausência quase completa de qualquer discussão ou projeto para a universidade brasileira. Segundo ele, “Dilma Rousseff cita o termo ensino superior duas vezes e universidade sete vezes”, fala muito das suas realizações, mas não diz nada do que será feito num eventual segundo mandato. Aécio Neves “cita o termo ensino superior cinco vezes e universidade dez vezes. Propõe articulação com iniciativa privada para ampliar número de vagas e sugere de maneira muito abstrata sistemas de avaliação e medição de qualidade no sistema”. E Marina Silva “cita o termo três vezes. Propõe ampliação da política de cotas, propõe medidas para permanência na universidade e promete garantir o acesso democrático ao ensino superior”. Tudo isso é muito vago e confirma a perda de protagonismo da Universidade brasileira. Se “a educação”, “a sociedade do conhecimento” são tão centrais, como se gosta de afirmar, esse ponto mereceria um desenvolvimento bem maior por parte dos partidos.
(Por Patricia Fachin)
 .

Marina e a política de verdade

[Abraham Palatnik
Objeto cinético] 

Publicado na Gazeta do Povo em 31/08/2014

Luiz Domingos Costa e
Adriano Codato

Marina Silva saiu do banco de reservas para retornar ao campo eleitoral, agora como protagonista. Embora tenha sido uma substituição contingente, fruto de uma tragédia, sua entrada altera o comportamento do time e também dos adversários. É uma mudança tática, mas que pode alterar todo o resultado do jogo.

A despeito das paixões de seus torcedores, Marina não reinventou a política nacional. Pelo contrário, ela reforça o regulamento existente. Utiliza todos os recursos da tradicional política brasileira: migração entre partidos, personalismo, alianças multipartidárias, apoios heterodoxos e jogo de cena.

À medida que reafirma os slogans de Eduardo Campos, faz de tudo para minimizar as contradições existentes entre os apoios que recebe e a sua trajetória de ambientalista e de ex-esquerdista. Flerta com os aliados de seu antecessor nos estados, mas não assume as alianças já firmadas, pois podem ser mais que constrangedoras. Por outro lado, não as repele frontalmente. Em um contexto com tantos atores relevantes, querer estar só é um privilégio permitido aos que não pretendem chegar longe. A política nacional se faz também por meio da política estadual. Aparentemente, a candidata da terceira via apresenta pouca disposição para atuar realisticamente nos dois níveis, incorporando os estados e seus candidatos impuros em sua estratégia eleitoral.

Embora muitos pensem o contrário, Marina Silva não desafia as estruturas políticas existentes. Sua entrada na eleição, ao contrário, reforça o que temos de pior e o que temos de melhor para a produção de governos democráticos: liberdade de organização político-partidária e liberdade para alianças indesejáveis, personalismo virtuoso e descompromisso partidário, plataforma econômica clara e mistério sobre como implementá-la sem apoio no Congresso. Apesar da sensação de triunfo daqueles que romantizam uma verdadeira política sem uma política de verdade, ela pode rejeitar tudo isso, mas será à custa de sua vitória.

A invenção de Marina para a política brasileira está em outro lugar: na vida partidária. Partidos são organizações livres interessadas em assumir o poder para implementar ideias e programas de ação. Também são instrumentos de poder de pequenos grupos, sem a representatividade idealizada pelos defensores de partidos políticos dos manuais acadêmicos. No Brasil, temos partidos com força na sociedade e agremiações ligadas apenas ao fundo público. O fato é que os partidos que nos governaram desde Fernando Henrique Cardoso são partidos com enraizamento social. Essa é, aliás, a força da oposição entre PT e PSDB: ambos são produto da mobilização de partes da sociedade para definir e cumprir um programa político claro.

Se Marina se eleger, deverá concluir a criação da Rede a partir da Presidência da República. Teríamos, então, um partido criado por um presidente durante o seu mandato. Exceto pelas experiências do PSD e do PTB, criados no fim do Estado Novo, nunca vimos a fusão entre um presidente, um partido e o governo de modo tão forte. Nada mal para quem promete uma nova política. Silvio Berlusconi criou o partido Forza Itália em 1993 e fez desse o partido governante durante anos. Pela dependência do seu criador, o partido naufragou tão logo terminou o ciclo de Berlusconi.

Marina é uma política tradicional que abusa da política tradicional se escondendo por trás da antiga mania nacional: repudiar a política real por meio da redenção total que só se realiza por missionários excepcionais.

Luiz Domingos Costa, doutorando em Ciência Política, é professor de Ciência Política do Grupo Uninter.

Adriano Codato é professor de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná e coordenador do Observatório de Elites Políticas e Sociais do Brasil.

1 de setembro de 2014

anpocs 2014: elites e espaços de poder (programação)

[Brasilia Palace Hotel.
Pintura Mural Athos Bulcão.
Foto: Edgard Cesar]



GT13 Elites e espaços de poder
Coordenadores: Ernesto Seidl (UFSC); Adriano Codato (UFPR)

1º Sessão
Dia 28/10/2014, terça-feira, das 8h30 às 12h00, sala 15 - União.
Titulo da Sessão: Parlamentares Brasileiros em Perspectiva
Coordenador da Sessão: Adriano Codato (UFPR)
Debatedor da Sessão: André Luiz Marenco dos Santos (UFRGS)


Aumentando o campo para jogar: circulação política entre Senadores brasileiros durante a República Velha.
Lucas Massimo (UFPR); Luiz Domingos Costa (UFPR)
“Elites” políticas e intelectuais no início da República (1891-1895)
Rodrigo da Rosa Bordignon (UFRGS)
O processo decisório na Assembleia Nacional Constituinte de 1987-88: a escolha do sistema de governo
Rodrigo Martins (USP)
A elite da elite: formação acadêmica, trajetória política, experiência profissional e a participação dos senadores brasileiros na CCJ e na CAE
Paulo Magalhães Araújo (UFES)
Ars obligatoria¸ ars inveniendi: imposições e subversões na afirmação política e intelectual de mulheres parlamentares.
Eliana Tavares Reis (UFMA)

2º Sessão
Dia 29/10/2014, quarta-feira, das 8h30 às 12h30, sala 15 - União.
Titulo da Sessão: Cultura, poder e saberes profissionais
Coordenador da Sessão: Ernesto Seidl (UFSC)
Debatedor da Sessão: Mario Grynszpan (UFF)

A elite dos bacharéis
Marco Aurélio Vannucchi Leme de Mattos (CPDOC/FGV-RJ)
Bases da notoriedade, trabalho de eternização e confissões ambivalentes: o caso de Afonso Arinos.
Igor Gastal Grill (UFMA)
Dinâmicas organizacionais, relações pessoais e carreiras profissionais em organizações partidárias
Wilson José Ferreira Oliveira (UFS)
As Ciências Sociais na Academia Brasileira de Ciências: uma elite minoritária
Ana Paula Hey (USP)
Conjugando o Empresário, o Estado e o Mecenas: a construção de lideranças e articulação das elites no campo da filantropia empresarial
Patricia Kunrath Silva (UFRGS)

Painel
Titulo da Sessão: Elites no Plural
Coordenador da Sessão: Ernesto Seidl (UFSC)
Debatedor da Sessão: Adriano Codato (UFPR)

Visões do Estado: Percepções dos dirigentes públicos brasileiros nos últimos vinte anos
Barbara Goulart (UFRJ)
Do funcionalismo público à Câmara dos Deputados: uma análise sócio-política dos parlamentares no período de 1946 a 1964
Paula Matoski Butture (UFPR) ; Ana Paula Lopes Ferreira (UFPR) ; Mariana Werner de Lemos (UFPR)
As grandes construtoras e a política econômica nos Governos Lula e Dilma.
Mariana Rocha Sabença (UNICAMP)
Condicionantes sociais, literatura e mediação: um estudo sobre a trajetória social de Jomar Moraes
Franklin Lopes Silva (IFMA)
Elites burocráticas no Brasil do Século XXl: novos elementos para a análise
Bruno Moretti (IESB)
 .

8 de agosto de 2014

programa de curso: burocracias públicas e processos decisórios

[Escada de Niemeyer e 
painel de Athos Bulcão 
no Itamaraty. 
Foto: GC/Blog Vambora!



Código: PPU703 / Disciplina: BUROCRACIAS PÚBLICAS E PROCESSOS DECISÓRIOS
Professor responsável: 
ADRIANO CODATO
Semestre/Ano: 2 / 2014 Tipo: Optativa
Carga Horária Total: 30 / Nº de Créditos: 2 / Segundas-feiras, 14h – 18h.





Syllabus
Quando se olha para a produção brasileira sobre “burocracias públicas e processos decisórios”, há na vasta literatura disponível seis grandes “famílias de estudos”. Grosso modo, essas famílias se ocuparam de temas diferentes, ainda que interligados. Podem ser lidas: i) avaliações de processos decisórios, recursos, atores, objetivos, desempenho e modos de administração de planos de desenvolvimento e de programas sociais; ii) narrativas sobre a relação entre as macro decisões dos governos e o comportamento global da política doméstica e da economia internacional; iii) estudos de caso sobre medidas setoriais de politicas públicas, normalmente concentrados na avaliação dessas políticas; iv) diagnósticos sobre o funcionamento de estruturas (formais e informais) de representação de interesses sociais junto aos aparelhos de governo; v) mapeamento dos órgãos públicos conectados à regulação das múltiplas áreas de política; e, por fim, vi) monografias sobre o perfil, a função e as transformações institucionais das agências executivas do Estado (departamentos, conselhos, comissões, ministérios, etc.).
Porém, não é frequente, nos estudos convencionais de políticas públicas, análises mais detidas sobre os processos políticos de negociação, pressão e conflito para a formação de equipes de governo e a formação de gabinetes ministeriais. A maior parte dos trabalhos nessa área parte desse ponto em diante, tomando como dado “o Estado” ou “o governo” sem se perguntar pela engenharia política que geralmente comanda a indicação de gabinetes em regimes presidenciais multipartidários. Focados apenas na “burocracia”, os estudos de política pública correm o risco de se esquecer da conexão que há entre partidos no Executivo, seus programas, seus objetivos, suas clientelas eleitorais, seus profissionais e o processo de indicação de ministros de Estado e assessores políticos.
Este curso focaliza exatamente essa dimensão da política pública, procurando discutir a experiência brasileira contemporânea de nomeação das cúpulas do Executivo federal em contexto democrático. Para por esse problema na devida perspectiva faremos comparações não sistemáticas com experiências de outros países, presidencialistas e parlamentaristas.

Aula 1 - 11 agosto
Apresentação do curso: BUROCRACIAS PÚBLICAS, COALIZÕES POLÍTICAS E PROCESSOS DECISÓRIOS
Referências obrigatórias:
Weber, M., 2003. A política como vocação, Brasília: Editora Universidade de Brasília.
Figueiredo, A., 2010. Executivo e burocracia. In R. Lessa, ed. Horizontes das ciências sociais: Ciência Política. São Paulo: Anpocs; Instituto Ciência Hoje, Editora Barcarolla; Discurso Editorial, pp. 191–216.

I Unidade: STATE MANAGERS: ENTRE A TÉCNICA E A POLÍTICA

Aula 2 - 18 agosto
Referências obrigatórias:
Panebianco, A., 2005. Profissionalismo político e burocracia. In Modelos de Partido: organização e poder nos partidos políticos. São Paulo: Martins Fontes, pp. 435–464. (comentário)
D’Araujo, M.C., 2014. Elites burocráticas, dirigentes públicos e politica no Poder Executivo do Brasil (1995-2012). In M. C. D’Araujo, ed. Redemocratização e mudança social no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, pp. 205–229. (comentário)
Referência seminário:
Praça, S., Freitas, A. & Hoepers, B., 2012. A rotatividade dos servidores de confiança no governo federal brasileiro, 2010-2011. Novos Estudos - CEBRAP, (94), pp.91–107.
Pinto, A.C. & Tavares de Almeida, P., 2014. Facing the Crisis: Expert and Non-partisan Ministers in Portuguese Democracy. In 21st International Conference of Europeanists. Washington, D.C., USA, p. 23.

Aula 3 - 25 agosto
Referências obrigatórias:
Peters, B.G., 2001. The recruitment of public administrators. In The Politics of Bureaucracy. London and New York: Routledge, pp. 85–133. (comentário)
Olivieri, C., 2007. Política, burocracia e redes sociais: as nomeações para o alto escalão do Banco Central do Brasil. Revista de Sociologia e Política, (29), pp.147–168. (comentário)
Lebaron, F., 2001. O campo dos economistas franceses no fim dos anos 90: lutas de fronteira, autonomia e estrutura. Mana, 7(1), pp.9–29.
Referências seminários:
Loureiro, M.R., Abrucio, F.L. & Rosa, C.A., 1998. Radiografia da alta burocracia federal brasileira: o caso do Ministério da Fazenda. Revista do Serviço Público, 49(4), pp.46–82.
Loureiro, M.R., 1997. Gestão econômica e democracia: uma perspectiva comparada. In Os economistas no governo: gestão econômica e democracia. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getulio Vargas, pp. 119–173.

II Unidade: MINISTROS DE ESTADO: AS LÓGICAS DOS GABINETES PRESIDENCIALISTAS E PARLAMENTARISTAS

Aula 4 - 1 setembro
Referências obrigatórias:
Abranches, S., 1988. Presidencialismo de coalizão: o dilema institucional brasileiro. Dados, 31(1), pp.5–34.  (comentário)
Camerlo, M., 2013. Gabinetes de partido único y democracias presidenciales. Indagaciones a partir del caso argentino. América Latina Hoy, (64), pp.119–142. (comentário)
Referências seminários:
Amorim Neto, O., 2000. Gabinetes presidenciais, ciclos eleitorais e disciplina legislativa no Brasil. Dados, 43(3), pp.479–519.
Kaiser, A. & Fischer, J., 2009. Linkages between Parliamentary and Ministerial Careers in Germany, 1949–2008: The Bundestag as Recruitment Pool. German Politics, 18(2), pp.140–154.

Aula 5 - 15 setembro
Referência obrigatória:
Inácio, M., 2013. Escogiendo ministros y formando políticos: los partidos en gabinetes multipartidistas. América Latina Hoy, (64), pp.41–66. (comentário)
Referências seminários:
Amorim Neto, O. & Santos, F., 2001. A conexão presidencial: facções pró e antigoverno e disciplina partidária no Brasil. Dados, 44(2).
Mershon, C., 1996. The Costs of Coalition: Coalition Theories and Italian Governments. American Political Science Review, 90(3), pp.534–554.
Thies, M.F., 2001. Keeping Tabs on Partners: The Logic of Delegation in Coalition Governments. American Journal of Political Science, 45(3), p.580-598.

Aula 6 - 22 setembro
Referência obrigatória:
Batista, M., 2013. O poder no Executivo: uma análise do papel da Presidência e dos Ministérios no presidencialismo de coalizão brasileiro (1995-2010). Opinião Pública, 19(2), pp.449–473. (comentário)
Referências seminários:
Power, T.J. & Mochel, M.G., 2008. Political Recruitment in an Executive-centric System: Presidents, Ministers, and Governors in Brazil. In P. M. Siavelis & S. Morgenstern, eds. Pathways to power: political recruitment and candidate selection in Latin America. University Park, PA: Pennsylvania State University Press.  
Carroll, R. & Cox, G.W., 2011. Shadowing Ministers: Monitoring Partners in Coalition Governments. Comparative Political Studies, 45(2), pp.220–236.

Aula 7 - 29 setembro
Referências obrigatórias:
Escobar-Lemmon, M. & Taylor-Robinson, M.M., 2005. Women Ministers in Latin American Government: When, Where, and Why? American Journal of Political Science, 49(4), pp.829–844. (comentário)
Carreras, M., 2013. Presidentes outsiders y ministros neófitos: un análisis a través del ejemplo de Fujimori. América Latina Hoy, (64), pp.95–118. (comentário)
Referências seminários:
Dávila, M., Lavados, A.O. & Avendaño, O., 2013. Los gabinetes de la concertación en Chile (1990-2010). América Latina Hoy, (64), pp.67–94.
Guedes, N., 2009. Quem lidera os governos europeus? A carreira dos primeiros-ministros (1946-2006). Análise Social, XLIV(191), pp.265–288.
Teruel, J.R., 2011. Los Ministros de la España democrática: reclutamiento político y carrera ministerial de Suárez a Zapatero (1976-2010), Madrid: Centro de Estudios Políticos y Constitucionales.
Almeida, Pedro Tavares de; Pinto, António Costa.,  2006. Os Ministros portugueses, 1851-1999: perfil social e carreira política, in Almeida, Pedro Tavares de et al. (eds.) Quem governa a Europa do Sul? : o recrutamento ministerial, 1850-2000. Lisboa: Impr. de Ciências Sociais.
Chasquetti, D., Buquet, D. & Cardarello, A., 2013. La designación de gabinetes en Uruguay: estrategia legislativa, jerarquía de los ministerios y afiliación partidaria de los ministros. América Latina Hoy, (64), pp.15–40.
Sawicki, F. & Mathiot, P., 1999. Les membres des cabinets ministériels socialistes en France (1981-1993): recrutement et reconversion. 1) Caractéristiques sociales et filières de recrutement. Revue française de science politique, 49(1), pp.3–30.
Sawicki, F. & Mathiot, P., 1999. Les membres des cabinets ministériels socialistes en France: recrutement et reconversion. 2) Passage en cabinet et trajectoires professionnelles. Revue française de science politique, 49(2), pp.231–264.
Rose, R., 1971. The Making of Cabinet ministers. British Journal of Political Science, 1(4), pp.393–414.

AVALIAÇÃO

O curso está organizado com base em aulas expositivas, comentários semanais de textos e seminários. Para a avaliação será levada em conta a participação efetiva em sala, o desempenho no seminário e os comentários, que terão maior peso.

Os comentários devem ser enviados para: ppu-703@googlegroups.com 

O número de seminários será ajustado de acordo com o número de alunos inscritos.




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