artigo recomendado


Lopez, Felix, & Almeida, Acir. (2017). Legisladores, captadores e assistencialistas: a representação política no nível local. Revista de Sociologia e Política, 25(62), 157-181.
O artigo analisa a representação política local, focando as percepções e práticas cotidianas dos vereadores. Em particular, analisam-se suas escolhas entre estratégias de representação clientelistas e universalistas. Utilizam-se dados originais de entrevistas abertas semiestruturadas com amostra não representativa de 112 vereadores de 12 municípios de Minas Gerais. Por meio de análise qualitativa, classificam-se os vereadores em três tipos, de acordo com sua principal estratégia de representação, a saber: “legislador”, que se dedica mais às funções formais da vereança; “captador”, que prioriza o atendimento de pedidos coletivos dos eleitores; “assistencialista”, que prioriza o atendimento de pedidos particulares. Os resultados sugerem que essas estratégias são qualitativamente distintas e que a probabilidade de ocorrência do tipo assistencialista é maior em municípios pequenos, crescente no acirramento da competição política e decrescente na volatilidade eleitoral.
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25 de maio de 2013

Autonomização e institucionalização da Ciência Política brasileira

[Maurício Nogueira Lima, 
Rhythmic Object 2 (second version), 
1953] 


Artigo: LEITE, Fernando; CODATO, Adriano. Autonomização e institucionalização da Ciência Política brasileira: o papel do sistema Qualis-Capes. Agenda Política, São Carlos, v. 1, n. 1, 2013.

O artigo discute a situação atual da Ciência Política brasileira e o papel do Sistema Qualis, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), na composição dessa situação. Afirma-se que o Qualis é um dos principais fatores que orientam e estruturam o processo de autonomização da disciplina. O artigo parte de uma descrição panorâmica da Ciência Política, a partir de estatísticas da pós-graduação. A seguir, apresenta os principais elementos da estrutura do Qualis e discute aspectos que permitem considerá-lo como um importante fator na autonomização da Ciência Política brasileira, ao premiar indiretamente abordagens teórico-metodológicas e visões de Ciência Política que elegem a política institucional como o objeto legítimo de estudo e tratam-na como um objeto autônomo, capaz de determinar a si mesmo, sendo irredutível a fenômenos de ordens externas, como sociais ou culturais.



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