artigo recomendado


Lopez, Felix, & Almeida, Acir. (2017). Legisladores, captadores e assistencialistas: a representação política no nível local. Revista de Sociologia e Política, 25(62), 157-181.
O artigo analisa a representação política local, focando as percepções e práticas cotidianas dos vereadores. Em particular, analisam-se suas escolhas entre estratégias de representação clientelistas e universalistas. Utilizam-se dados originais de entrevistas abertas semiestruturadas com amostra não representativa de 112 vereadores de 12 municípios de Minas Gerais. Por meio de análise qualitativa, classificam-se os vereadores em três tipos, de acordo com sua principal estratégia de representação, a saber: “legislador”, que se dedica mais às funções formais da vereança; “captador”, que prioriza o atendimento de pedidos coletivos dos eleitores; “assistencialista”, que prioriza o atendimento de pedidos particulares. Os resultados sugerem que essas estratégias são qualitativamente distintas e que a probabilidade de ocorrência do tipo assistencialista é maior em municípios pequenos, crescente no acirramento da competição política e decrescente na volatilidade eleitoral.
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9 de fevereiro de 2011

ler marx, hoje

[São Paulo, 1988
Piero Sierra.  
Pirelli/MASP] 

artigo

CODATO, Adriano ; PERISSINOTTO, Renato Monseff .
Ler Marx, hoje: um programa de pesquisa e de interpretação
Revista Mediações (UEL), v. 15, p. 23-31, 2010.



resumo
Apresentamos neste pequeno ensaio um projeto de leitura e de interpretação dos textos de Marx sobre a política francesa. O propósito mais amplo que inspira esse projeto é o desejo de tomar o pensamento de Marx como uma ciência social normal. E isso em dois sentidos bem precisos: como um tipo de conhecimento científico, e não uma teoria normativa e/ou uma visão social de mundo; e como um gênero interpretativo, que consiste em conectar as ações e instituições políticas à sua dimensão social. Essa postura implica necessariamente uma compreensão diferente dos escritos de Marx, mais interessada em suas operações analíticas do que na monumental parafernália teórica sobre a qual elas se apoiam. São essas operações analíticas que podem (ou não) ajudar a formular estratégias intelectuais para conectar microevidências à macroteoria e propor conceitos de médio alcance para colaborar na pesquisa social. Só assim os estudos marxistas conseguirão deixar de ser o que frequentemente tem sido: ilustração de teoria.


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