artigo recomendado


Sergio Simoni Junior, Rafael Moreira Dardaque, Lucas Malta Mingardi. A elite parlamentar brasileira de 1995 a 2010: até que ponto vai a popularização da classe política? Colombia Internacional, n. 87, p. 109-143, maio-ago. 2016 .
O objetivo deste artigo é debater a tese da popularização do perfil social dos parlamentares brasileiros buscando ressaltar que a literatura, ao ignorar a assimetria de poder institucional entre os legisladores, pode apresentar um viés no seu diagnóstico sobre as características da representação política no Brasil.
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21 de julho de 2013

programa de curso: Métodos de Pesquisa Científica em Ciência Política (2/2013)

[Antonio Maluf] 


Ementa
O campo teórico da ciência política. O campo institucional da ciência política. O campo de pesquisa da ciência política. a conduta na pesquisa. Técnicas de pesquisa e de elaboração de projetos.

Horário
Segunda- feira
7h30 – 9h30
Quarta-feira
9h30 – 11h30

Objetivo
O objetivo do curso é discutir as dificuldades lógicas e práticas envolvidas no processo de construção do objeto de pesquisa em Ciência Política a partir de um interesse difuso. Além dos problemas típicos dessa tarefa (e que envolvem: a definição do tema, a construção do objeto, a formulação de hipóteses de trabalho, a “escolha” do marco teórico etc.), quero discutir alguns tópicos que perpassam nossa prática científica: a amplitude da pesquisa, a necessidade da generalização, o estabelecimento de relações causais, o conhecimento teórico ornamental, o que é uma hipótese e como transformar conceitos em variáveis mensuráveis.


Programa
Apresentação do curso
Bancos de dados e portal de informação em ciência política: um guia (2 setembro)
NOEL, H. Ten Things Political Scientists Know that You Don’t. The Forum, v. 8, n. 3, 2010.
Unidade I. Conhecendo o terreno.
SARTORI, Giovanni. Da sociologia da política à sociologia política. In: LIPSET, Seymour M. (org.). Política e Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Zahar, 1972. (4 setembro)
ALMOND, Gabriel A. Separate Tables. Schools and Sects in Political Science. In: ALMOND, Gabriel. A Discipline Divided. Schools and Sects in Political Science. London: Sage, 1990. (9 setembro)
KEINERT, F. C.; SILVA, D. P. A gênese da ciência política Brasileira. Tempo Social, v. 22, n. 1, p. 79–98, jun. 2010. 11 setembro
SOARES, G. A. D. O calcanhar metodológico da ciência política no Brasil. Sociologia Problemas e Práticas, n. 48, p. 27–52, maio. 2005. (16 setembro)

Unidade II. Exorcizando os relativismos, os epistemologismos, os pós-modernismos e as dialéticas.
CANO, I. Nas trincheiras do método: o ensino da metodologia das ciências sociais no Brasil. Sociologias, v. 14, n. 31, p. 94–119, dez. 2012.
Entrevista de Pierre Bourdieu com Yvette Delsaut: sobre o espírito da pesquisa. Tempo Social, v. 17,  n. 1, jun.  2005.  (18 setembro)
KING, G.; KEOHANE, R. & VERBA, S. Designing Social Inquire. Princeton: Princeton University Press, 1994, Cap. 1: The Science in the Social Science. (30 setembro)
BOUDON, Raymond. Os métodos em Sociologia. São Paulo: Ática, 1989, Cap. 1: As falsas querelas do método, p. 14-23.
ELSTER, Jon. Peças e engrenagens das Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994, Cap. I: Mecanismos, p. 17-25. (2 outubro)

Unidade III. O raciocínio na pesquisa social
a) comparação
SARTORI, G. Comparing and Miscomparing. Journal of Theoretical Politics, v. 3, n. 3, p. 243–257, 1 jul. 1991. (7 outubro)
b) generalização
REIS, Fábio Wanderley. O tabelão e a lupa: teoria, método generalizante e idiografia no contexto brasileiro. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, n. 16, p. 27-42, jun. 1991. (9 outubro)
c) descrição, interpretação, explicação
ARON, Raymond. Relato, análise, interpretação, explicação: crítica de alguns problemas do conhecimento histórico. In: _____. Estudos sociológicos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1991, Cap. 2, p. 43-97. (14 outubro)
d) estudos de caso
REZENDE, F. DA C. Razões emergentes para a validade dos estudos de caso na ciência política comparada. Revista Brasileira de Ciência Política, n. 6, p. 297–337, dez. 2011. (21 outubro)
e) formulação de hipóteses
SCHMITTER, P. C. The Design of Social & Political Research. In: PORTA, D. DELLA; KEATING, M. (Eds.). Approaches and Methodologies in the Social Sciences: A Pluralist Perspective. Firenze: Cambridge University Press, 2008. p. 263–295. (23 outubro)

Unidade IV. A prática da pesquisa social
a) definindo conceitos
1. Institucionalização
LEVITSKY, S.. Institutionalization: Unpacking the Concept and Explaining Party Change. In David Collier and John Gerring (eds.). Concepts and Method in Social Science: The Tradition of Giovanni Sartori. Routledge, 2009. (28 outubro)
2. Representação
PITKIN, H. F. Representação: palavras, instituições e ideias. Lua Nova, n. 67, p. 15–47, 2006. (4 novembro)
b) medindo conceitos
1. Ideologia
ZUCCO JR., C. Esquerda, direita e governo: a ideologia dos partidos políticos brasileiros. In: POWER, T. J.; ZUCCO JR., C. (Eds.). O Congresso por ele mesmo: autopercepções da classe política brasileira. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011. p. 37-60.
TAROUCO, G. S. Brazilian Parties According to their Manifestos: Political Identity and Programmatic Emphases. Brazilian Political Science Review, v. 5, p. 54-76, 2011. (6 novembro)
2. Poder
PERISSINOTTO, Renato M. Poder: Imposição ou consenso ilusório? Por um retorno a Max Weber. In: Renarde Freire Nobre (org.). O poder no pensamento social: dissonâncias. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008, p. 29-58.
BELL, Roderick. Political Power: the Problem of Measurement. In: BELL, Roderick, EDWARDS, David V.; WAGNER; R. Harrison (eds.). Political power: a reader in theory and research. New York: Free Press, 1969, p. 13-30. (11 novembro)
3. Elites
DAHL, Robert. Uma crítica do modelo de elite dirigente. In Sociologia política II. Rio de Janeiro: Zahar. 1970
DAHL, Robert A. Further reflections on "The Elitist Theory of Democracy". The American Political Science Review, vol. 60, nº 2, p. 296-305, Jun., 1966. (13 novembro)

Unidade V. Ferramentas úteis na redação científica
a) o título
ANNESLEY, T. M. The title says it all. Clinical chemistry, v. 56, n. 3, p. 357–60, mar. 2010. (18 novembro)
b) o resumo
ANNESLEY, T. M. The abstract and the elevator talk: a tale of two summaries. Clinical chemistry, v. 56, n. 4, p. 521–4, abr. 2010. (25 novembro)
c) a redação científica
DERISH, P. A.; ANNESLEY, T. M. If an IRDAM journal is what you choose, then sequential results are what you use. Clinical chemistry, v. 56, n. 8, p. 1226–8, 2010.
ANNESLEY, T. M. Who, what, when, where, how, and why: the ingredients in the recipe for a successful Methods section. Clinical chemistry, v. 56, n. 6, p. 897–901, jun. 2010. (27 novembro)
d) a redação do projeto de pesquisa
VAN EVERA, Stephen. Guide to Methods for Students of Political Science. Cornell: Cornell University Press, 1997, chap. 3: What is a Political Science Dissertation?, p. 89-95; e chap. 4: Helpful Hints on Writing a Political Science Dissertation, p. 97-113. (2 dezembro)
e) a redação do projeto de pesquisa
CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem. A elite política imperial; e Teatro de sombras. A política imperial. Rio de Janeiro: Ed. da UFRJ/Relume-Dumará, 1997, Introdução, p. 11-19. (4 dezembro)

Entrega do projeto de pesquisa (7 dezembro)
Seminário coletivo


Bibliografia complementar
BOX-STEFFENSMEIER, J. M.; BRADY, H.; COLLIER, D. (EDS.). The Oxford Handbook of Political Methodology. Oxford: Oxford University Press, 2010. p. 896
CERVI, E. U. Métodos quantitativos nas ciências sociais. In: BOURGUIGNON, J. A. (org.). Pesquisa Social: reflexões teóricas e metodológicas. Ponta Grossa: Toda Palavra Editora, 2009, p. 125-144.
FISHER, Alec. The Logic of Real Arguments. Cambridge: Cambridge University Press, 1988.
FLINDERS, M.; JOHN, P. The Future of Political Science. Political Studies Review, v. 11, n. 2, p. 222–227, 2013.
JOHNSTON, R. Survey methodology. In: COLLIER, D.; BRADY, H. E. (Eds.). The Oxford Handbook of Political Methodology. Oxford: Oxford Handbooks Online, 2009. p. 1–25.
MAHONEY, J. A Tale of Two Cultures: Contrasting Quantitative and Qualitative Research. Political Analysis, v. 14, n. 3, p. 227–249, 14 jun. 2006.
MAHONEY, J. Comparative-Historical Methodology. Annual Review of Sociology, v. 30, n. 1, p. 81–101, ago. 2004.
PARSONS, C. How to Map Arguments in Political Science. Oxford: Oxford University Press, 2007. p. 220
PENNINGS, P.; KEMAN, H.; KLEINNIJENHUIS, J. Doing Research in Political Science. 2. ed. Thousand Oaks, CA: Sage Publications, 2006. p. 336
RAGIN, C. C.; AMOROSO, L. M. Constructing Social Research: The Unity and Diversity of Method. 2. ed. Thousand Oaks, CA: Sage Publications, 2010. p. 248
WEBER, M. The Methodology of the Social Sciences. Glencoe, IL: The Free Press, 1949. p. 205

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Um comentário:

Editora Juruá Divulgação disse...

Boa tarde,
Meu nome é Sophi, trabalho no departamento de divulgação da Juruá Editora e gostaria de lhe fazer uma proposta de parceria. Caso tenha interesse em saber mais detalhes, peço a gentileza de que entre em contato no e-mail divulgacao@jurua.com.br, colocando o nome do seu blog no assunto.
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