artigo recomendado


Batista, Mariana. (2016). O Poder no Executivo: explicações no presidencialismo, parlamentarismo e presidencialismo de coalizão. Revista de Sociologia e Política, 24(57), 127-155.
Como a literatura vem analisando o Poder Executivo nos diferentes regimes políticos? A partir da diferença institucional básica entre presidencialismo e parlamentarismo pode-se identificar dois conjuntos de contribuições principais para o entendimento do funcionamento do Executivo em democracias: a literatura sobre a presidência americana e as discussões sobre os governos de coalizão no parlamentarismo europeu. O que os dois conjuntos de teorias têm em comum é a preocupação com a política intra-executivo. Esta literatura é analisada, identificando as principais questões, instituições, comportamentos e variáveis enfatizadas.
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15 de julho de 2014

classificando ocupações em estudos parlamentares

[Dmitri Kessel 
Palacio do Planalto 
1960 January
Life] 


CODATO, Adriano ; COSTA, Luiz Domingos ; MASSIMO, Lucas . Classificando ocupações em estudos parlamentares: uma tipologia histórica. In: IX Encontro da ABCP, 2014, Brasília - DF.


Resumo: A história social da classe política brasileira contraria, à primeira vista, a tendência observada nas democracias consolidadas, cuja marca é a substituição do notável pelo político profissional. Estudos constataram que os senadores no Brasil tendem cada vez mais a serem recrutados no mundo dos negócios privados, possuindo carreiras políticas menos extensas e menos estruturadas. No caso dos deputados federais, já se demonstrou que no fim do século XX havia mais outsiders na Câmara Baixa do que políticos experientes. Duas explicações para o que está ocorrendo com o perfil dos representantes podem ser mobilizadas: 1) que o Brasil é um caso atípico de desprofissionalização da classe política; ou 2) que os achados dessas pesquisas refletem uma imagem distorcida, produto de mensuração equivocada dos atributos sociais dos agentes. Nossa hipótese é que se trata de um problema de parâmetros de análise. Medidas convencionais que retenham apenas a última profissão exercida antes de se entrar nos parlamentos produzem uma má compreensão do perfil dos representantes, principalmente se aplicadas a um período longo de análise. O objetivo deste trabalho é propor uma tipologia alternativa para dar conta desse problema que é a classificação de profissões nos estudos de Ciência Política. Testamos o nosso modelo para ver sua coerência e sua capacidade de captar as transformações históricas da elite senatorial em mais de um século (de 1889 a 2010).

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