artigo recomendado


Batista, Mariana. (2016). O Poder no Executivo: explicações no presidencialismo, parlamentarismo e presidencialismo de coalizão. Revista de Sociologia e Política, 24(57), 127-155.
Como a literatura vem analisando o Poder Executivo nos diferentes regimes políticos? A partir da diferença institucional básica entre presidencialismo e parlamentarismo pode-se identificar dois conjuntos de contribuições principais para o entendimento do funcionamento do Executivo em democracias: a literatura sobre a presidência americana e as discussões sobre os governos de coalizão no parlamentarismo europeu. O que os dois conjuntos de teorias têm em comum é a preocupação com a política intra-executivo. Esta literatura é analisada, identificando as principais questões, instituições, comportamentos e variáveis enfatizadas.
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30 de julho de 2013

profissionalização ou popularização da classe política brasileira? um perfil dos senadores da República

[Palácio do Itamaraty, 
Oscar Niemeyer 1965.
Brasília DF / Foto: 
Marcel Gautherot] 


Referência:

COSTA, Luiz Domingos; CODATO, Adriano. Profissionalização ou popularização da classe política brasileira? Um perfil dos senadores da República. In: André Marenco (org.). Os Eleitos. Representação e carreiras políticas em democracias. Porto Alegre: Editora UFRGS, 2013, p. 107-134.

O objetivo deste capítulo é comparar alguns achados disponíveis na literatura nacional sobre a trajetória política e a ocupação profissional de deputados federais para o caso específico dos senadores. Nosso experimento leva em consideração, ao lado de outras fontes, uma base de dados relativamente ampla sobre o Senado (240 indivíduos) num intervalo de tempo considerável: 1986-2010. Na primeira e na segunda seções resumimos algumas análises sobre o processo de recrutamento parlamentar no Brasil focados na Câmara dos Deputados, realçando a dificuldade de comunicação entre elas e, sobretudo, a baixíssima capacidade de, em função dos respectivos achados, se estabelecer uma proposição geral que contemple processos intimamente relacionados, dentre os quais a magnitude da experiência política dos congressistas, as altas taxas de circulação das elites no Legislativo e a transformação do perfil social do pessoal político do país. Na terceira e quarta seções procuramos verificar se o que já se sabe sobre a Câmara Federal vale também para o Senado da República. Ou se, nesse caso, o tempo e o tipo de carreira, aliados aos perfis sociais e políticos dos senadores são um tanto diferentes.

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21 de julho de 2013

programa de curso: Métodos de Pesquisa Científica em Ciência Política (2/2013)

[Antonio Maluf] 


Ementa
O campo teórico da ciência política. O campo institucional da ciência política. O campo de pesquisa da ciência política. a conduta na pesquisa. Técnicas de pesquisa e de elaboração de projetos.

Horário
Segunda- feira
7h30 – 9h30
Quarta-feira
9h30 – 11h30

Objetivo
O objetivo do curso é discutir as dificuldades lógicas e práticas envolvidas no processo de construção do objeto de pesquisa em Ciência Política a partir de um interesse difuso. Além dos problemas típicos dessa tarefa (e que envolvem: a definição do tema, a construção do objeto, a formulação de hipóteses de trabalho, a “escolha” do marco teórico etc.), quero discutir alguns tópicos que perpassam nossa prática científica: a amplitude da pesquisa, a necessidade da generalização, o estabelecimento de relações causais, o conhecimento teórico ornamental, o que é uma hipótese e como transformar conceitos em variáveis mensuráveis.


Programa
Apresentação do curso
Bancos de dados e portal de informação em ciência política: um guia (2 setembro)
NOEL, H. Ten Things Political Scientists Know that You Don’t. The Forum, v. 8, n. 3, 2010.
Unidade I. Conhecendo o terreno.
SARTORI, Giovanni. Da sociologia da política à sociologia política. In: LIPSET, Seymour M. (org.). Política e Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Zahar, 1972. (4 setembro)
ALMOND, Gabriel A. Separate Tables. Schools and Sects in Political Science. In: ALMOND, Gabriel. A Discipline Divided. Schools and Sects in Political Science. London: Sage, 1990. (9 setembro)
KEINERT, F. C.; SILVA, D. P. A gênese da ciência política Brasileira. Tempo Social, v. 22, n. 1, p. 79–98, jun. 2010. 11 setembro
SOARES, G. A. D. O calcanhar metodológico da ciência política no Brasil. Sociologia Problemas e Práticas, n. 48, p. 27–52, maio. 2005. (16 setembro)

Unidade II. Exorcizando os relativismos, os epistemologismos, os pós-modernismos e as dialéticas.
CANO, I. Nas trincheiras do método: o ensino da metodologia das ciências sociais no Brasil. Sociologias, v. 14, n. 31, p. 94–119, dez. 2012.
Entrevista de Pierre Bourdieu com Yvette Delsaut: sobre o espírito da pesquisa. Tempo Social, v. 17,  n. 1, jun.  2005.  (18 setembro)
KING, G.; KEOHANE, R. & VERBA, S. Designing Social Inquire. Princeton: Princeton University Press, 1994, Cap. 1: The Science in the Social Science. (30 setembro)
BOUDON, Raymond. Os métodos em Sociologia. São Paulo: Ática, 1989, Cap. 1: As falsas querelas do método, p. 14-23.
ELSTER, Jon. Peças e engrenagens das Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994, Cap. I: Mecanismos, p. 17-25. (2 outubro)

Unidade III. O raciocínio na pesquisa social
a) comparação
SARTORI, G. Comparing and Miscomparing. Journal of Theoretical Politics, v. 3, n. 3, p. 243–257, 1 jul. 1991. (7 outubro)
b) generalização
REIS, Fábio Wanderley. O tabelão e a lupa: teoria, método generalizante e idiografia no contexto brasileiro. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, n. 16, p. 27-42, jun. 1991. (9 outubro)
c) descrição, interpretação, explicação
ARON, Raymond. Relato, análise, interpretação, explicação: crítica de alguns problemas do conhecimento histórico. In: _____. Estudos sociológicos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1991, Cap. 2, p. 43-97. (14 outubro)
d) estudos de caso
REZENDE, F. DA C. Razões emergentes para a validade dos estudos de caso na ciência política comparada. Revista Brasileira de Ciência Política, n. 6, p. 297–337, dez. 2011. (21 outubro)
e) formulação de hipóteses
SCHMITTER, P. C. The Design of Social & Political Research. In: PORTA, D. DELLA; KEATING, M. (Eds.). Approaches and Methodologies in the Social Sciences: A Pluralist Perspective. Firenze: Cambridge University Press, 2008. p. 263–295. (23 outubro)

Unidade IV. A prática da pesquisa social
a) definindo conceitos
1. Institucionalização
LEVITSKY, S.. Institutionalization: Unpacking the Concept and Explaining Party Change. In David Collier and John Gerring (eds.). Concepts and Method in Social Science: The Tradition of Giovanni Sartori. Routledge, 2009. (28 outubro)
2. Representação
PITKIN, H. F. Representação: palavras, instituições e ideias. Lua Nova, n. 67, p. 15–47, 2006. (4 novembro)
b) medindo conceitos
1. Ideologia
ZUCCO JR., C. Esquerda, direita e governo: a ideologia dos partidos políticos brasileiros. In: POWER, T. J.; ZUCCO JR., C. (Eds.). O Congresso por ele mesmo: autopercepções da classe política brasileira. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011. p. 37-60.
TAROUCO, G. S. Brazilian Parties According to their Manifestos: Political Identity and Programmatic Emphases. Brazilian Political Science Review, v. 5, p. 54-76, 2011. (6 novembro)
2. Poder
PERISSINOTTO, Renato M. Poder: Imposição ou consenso ilusório? Por um retorno a Max Weber. In: Renarde Freire Nobre (org.). O poder no pensamento social: dissonâncias. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008, p. 29-58.
BELL, Roderick. Political Power: the Problem of Measurement. In: BELL, Roderick, EDWARDS, David V.; WAGNER; R. Harrison (eds.). Political power: a reader in theory and research. New York: Free Press, 1969, p. 13-30. (11 novembro)
3. Elites
DAHL, Robert. Uma crítica do modelo de elite dirigente. In Sociologia política II. Rio de Janeiro: Zahar. 1970
DAHL, Robert A. Further reflections on "The Elitist Theory of Democracy". The American Political Science Review, vol. 60, nº 2, p. 296-305, Jun., 1966. (13 novembro)

Unidade V. Ferramentas úteis na redação científica
a) o título
ANNESLEY, T. M. The title says it all. Clinical chemistry, v. 56, n. 3, p. 357–60, mar. 2010. (18 novembro)
b) o resumo
ANNESLEY, T. M. The abstract and the elevator talk: a tale of two summaries. Clinical chemistry, v. 56, n. 4, p. 521–4, abr. 2010. (25 novembro)
c) a redação científica
DERISH, P. A.; ANNESLEY, T. M. If an IRDAM journal is what you choose, then sequential results are what you use. Clinical chemistry, v. 56, n. 8, p. 1226–8, 2010.
ANNESLEY, T. M. Who, what, when, where, how, and why: the ingredients in the recipe for a successful Methods section. Clinical chemistry, v. 56, n. 6, p. 897–901, jun. 2010. (27 novembro)
d) a redação do projeto de pesquisa
VAN EVERA, Stephen. Guide to Methods for Students of Political Science. Cornell: Cornell University Press, 1997, chap. 3: What is a Political Science Dissertation?, p. 89-95; e chap. 4: Helpful Hints on Writing a Political Science Dissertation, p. 97-113. (2 dezembro)
e) a redação do projeto de pesquisa
CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem. A elite política imperial; e Teatro de sombras. A política imperial. Rio de Janeiro: Ed. da UFRJ/Relume-Dumará, 1997, Introdução, p. 11-19. (4 dezembro)

Entrega do projeto de pesquisa (7 dezembro)
Seminário coletivo


Bibliografia complementar
BOX-STEFFENSMEIER, J. M.; BRADY, H.; COLLIER, D. (EDS.). The Oxford Handbook of Political Methodology. Oxford: Oxford University Press, 2010. p. 896
CERVI, E. U. Métodos quantitativos nas ciências sociais. In: BOURGUIGNON, J. A. (org.). Pesquisa Social: reflexões teóricas e metodológicas. Ponta Grossa: Toda Palavra Editora, 2009, p. 125-144.
FISHER, Alec. The Logic of Real Arguments. Cambridge: Cambridge University Press, 1988.
FLINDERS, M.; JOHN, P. The Future of Political Science. Political Studies Review, v. 11, n. 2, p. 222–227, 2013.
JOHNSTON, R. Survey methodology. In: COLLIER, D.; BRADY, H. E. (Eds.). The Oxford Handbook of Political Methodology. Oxford: Oxford Handbooks Online, 2009. p. 1–25.
MAHONEY, J. A Tale of Two Cultures: Contrasting Quantitative and Qualitative Research. Political Analysis, v. 14, n. 3, p. 227–249, 14 jun. 2006.
MAHONEY, J. Comparative-Historical Methodology. Annual Review of Sociology, v. 30, n. 1, p. 81–101, ago. 2004.
PARSONS, C. How to Map Arguments in Political Science. Oxford: Oxford University Press, 2007. p. 220
PENNINGS, P.; KEMAN, H.; KLEINNIJENHUIS, J. Doing Research in Political Science. 2. ed. Thousand Oaks, CA: Sage Publications, 2006. p. 336
RAGIN, C. C.; AMOROSO, L. M. Constructing Social Research: The Unity and Diversity of Method. 2. ed. Thousand Oaks, CA: Sage Publications, 2010. p. 248
WEBER, M. The Methodology of the Social Sciences. Glencoe, IL: The Free Press, 1949. p. 205

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16 de julho de 2013

Instituições de governo, ideias autoritárias e políticos profissionais em São Paulo nos anos 1940

[Palácio Campos Elíseos, São Paulo.
Escadaria de mármore em estilo art déco. 
Fernando Gazzaneo/R7] 







O Estado Novo no Brasil inspirou a criação de uma infinidade de aparelhos político-burocráticos. Esses aparelhos foram uma manifestação eloquente da ideologia autoritária, do seu projeto de reforma da administração governamental e da sua nova forma de conceber e regular tanto os interesses das classes sociais como a política institucional. Por outro lado, eles são também o canal privilegiado por onde a ideologia do Estado autoritário se manifesta e se difunde pelo sistema político. Esse aspecto, que a relação linear postulada entre doutrinas ideológicas, instituições políticas e práticas administrativas tende a negligenciar, é importante para entender o sucesso do autoritarismo no Brasil e sua assimilação pela elite política estadual, inclusive pela elite antivarguista. O artigo analisa a trajetória e o discurso de três políticos profissionais de São Paulo depois de 1937 a fim de documentar as formas de conversão desse grupo ao autoritarismo estadonovista. Essa conversão se explica pela assimilação da ideologia de Estado, simplificada, para a classe política, na forma de uma fórmula política, e não simplesmente da assunção protocolar da retórica autoritária. Nesse sentido, apresenta elementos empíricos para entender como os aparelhos do Estado, e em especial os Departamentos Administrativos, puderam ser, nesse contexto, um meio eficiente de integração entre os grupos políticos estaduais e as ideias do regime ditatorial.

Palavras-chave: Getúlio Vargas, ideologia autoritária, oligarquia paulista, políticos profissionais, Departamentos Administrativos dos estados.


Government institutions, authoritarian ideas and professional politicians in São Paulo in the forties.

ABSTRACT

The rise of Estado Novo in Brazil gave birth to many political-bureaucratic apparatuses. On one hand, those apparatuses were a clear expression of the new regime's authoritarian ideology, administrative reform and way of regulating social classes' interests and institutional politics. On the other hand, they were also a privileged channel through which the ideology of the new authoritarian state manifests and spreads itself through the political system. Such feature is important to the understanding of the success of authoritarianism in Brazil and its assimilation by regional political elites, even by the anti-Vargas ones. This article analyses the trajectory and the discourse of three professional politicians from São Paulo after 1937, in order to document how this group converted to the authoritarianism of Estado Novo. This conversion could be explained, the article postulates, by the assimilation of the State ideology as a political formula and not only as a constrained consent to the authoritarian rhetoric. Therefore, the article present empirical elements to the understanding of the way the State apparatus, especially the Administrative Departments, operated as an efficient tool of integration between regional political groups and the ideas of the new authoritarian regime.

Keywords: Getúlio Vargas, authoritarian ideology, Paulista oligarchy, professional politicians, administrative departments.

acesse o artigo aqui [html]
http://bit.ly/1bFBBph
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10 de julho de 2013

A mãe de todas as reformas?








ARTIGO
Gazeta do Povo
Publicado em 10/07/2013
| ADRIANO CODATO

Seja lá qual for o “recado das ruas”, as jornadas de junho no Brasil correm o risco de terminarem numa retumbante decepção. A falta de modulação entre as demandas anunciadas nos cartazes dos manifestantes e a resposta que o mundo político deu a elas não poderia ser mais completa.

Cidadãos exigiram melhor qualidade dos serviços do Estado. A isso se respondeu com uma proposta – a ser talvez aprovada em um eventual plebiscito – de mudança das regras que permitem coligações em eleições proporcionais. À cobrança de mais educação, solicitou-se que debatêssemos como deve ser indicado o suplente do candidato ao Senado. Ao horror aos partidos, a saída seria, paradoxalmente, aprofundar o poder das burocracias e das oligarquias desses mesmos partidos: instituir uma lista pré-ordenada de candidatos. Contra a corrupção? Discuta-se a ampliação ou a redução do financiamento público das campanhas dos políticos.

Ou seja: os problemas reais do cidadão comum – que vão desde tomar o ônibus até ser atendido no posto de saúde do bairro, ou, vejam só, ser respeitado por uma polícia brutalizada – foram resumidos e embrulhados no problema da representatividade do sistema político e dos seus agentes.

A frase-propaganda “Fulano não me representa” tornou-se, então, a senha para longos debates de direito constitucional a respeito da crise das instituições. Com isso, aqueles que monopolizam a interpretação dos acontecimentos no Brasil (as grandes corporações da comunicação social) e aqueles que monopolizam os mandados executivos e legislativos decidiram que tudo seria uma questão de “reforma política”.

O problema é que não existe uma engenharia política ideal. Cada mudança em um item do funcionamento do sistema de representação produz efeitos não antecipados pelos modelos. Quando se muda mais de um instituto, a equação se torna ainda mais complexa. Além de tudo, o que funciona em um país deve funcionar em outro de forma diferente. A propósito, não há o menor consenso entre os especialistas sobre o que realmente deve ser reformado. Mas essa não é a maior dificuldade.

É preciso dizer claramente: nenhuma, mas nenhuma das propostas (presentes, passadas e futuras) de reforma do sistema eleitoral e do funcionamento dos partidos políticos tem a ver com, ou pode resolver o inferno quotidiano da vida nas cidades brasileiras.

As manifestações muitas vezes atacaram com violência sedes de governo, tribunais de Justiça, casas legislativas. Não é preciso muita inteligência para se decifrar isso. O caráter simbólico desse vandalismo só pode espantar quem não vive no mundo real.

Basicamente, o que se pediu foi respeito. Os políticos profissionais no Brasil, ao lado de magistrados, funcionários públicos, procuradores etc., acumularam tantos privilégios sociais e materiais que é um deboche comparar estádios com escolas, metrô com jatinhos exclusivos para autoridades, 15 salários anuais com um emprego precarizado.

Estamos mais ou menos assim: a casa pegando fogo enquanto se cogita trocar a estampa do sofá.

Adriano Codato é professor de Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
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2 de julho de 2013

reforma política: WTF???

[Congresso Nacional‚ 1998.
Foto Salomon Cytrynowicz]


Mesa-redonda sobre propostas e modelos de reforma política

5/7
sexta-feira, as 18 hs.
UFPR - Reitoria
ANF 100

Adriano Codato (UFPR, Ciência Política), coordenador: "A agenda da reforma política".

Emerson Urizzi Cervi (UFPR, Ciência Política): "Propostas de reforma eleitoral no Brasil: como tirar poderes dos eleitores para fortalecer as oligarquias políticas".

Eneida Desiree Salgado (UFPR, Direito): "Reforma política: as elites contra-atacam".

Luiz Domingos Costa (Facinter, Ciência Política): "A organização partidária como parte do problema da reforma política".

Promoção: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA POLÍTICA - UFPR/NUSP - UFPR/ Observatório de elites políticas e sociais do Brasil (http://observatory-elites.org/)


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