artigo recomendado


Lopez, Felix, & Almeida, Acir. (2017). Legisladores, captadores e assistencialistas: a representação política no nível local. Revista de Sociologia e Política, 25(62), 157-181.
O artigo analisa a representação política local, focando as percepções e práticas cotidianas dos vereadores. Em particular, analisam-se suas escolhas entre estratégias de representação clientelistas e universalistas. Utilizam-se dados originais de entrevistas abertas semiestruturadas com amostra não representativa de 112 vereadores de 12 municípios de Minas Gerais. Por meio de análise qualitativa, classificam-se os vereadores em três tipos, de acordo com sua principal estratégia de representação, a saber: “legislador”, que se dedica mais às funções formais da vereança; “captador”, que prioriza o atendimento de pedidos coletivos dos eleitores; “assistencialista”, que prioriza o atendimento de pedidos particulares. Os resultados sugerem que essas estratégias são qualitativamente distintas e que a probabilidade de ocorrência do tipo assistencialista é maior em municípios pequenos, crescente no acirramento da competição política e decrescente na volatilidade eleitoral.
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13 de agosto de 2012

os partidos no senado brasileiro

[Location: Painsville, OH, US
Date taken: 1939
Photographer: Margaret Bourke-White.
Life]


Os partidos no Senado: bases sociais, padrões de carreira e profissionalização política nas bancadas da Câmara Alta (1986-2014)

Adriano Codato (UFPR)
Luiz Domingos Costa (Facinter)


paper apresentado no 36o. Encontro Anual da ANPOCS, 2012


Resumo:

O trabalho reconstitui os perfis das bancadas partidárias do Senado durante o período democrático recente (1986-2014) analisando a composição social e a carreira política dos seus quadros. Pretende-se replicar para o caso do Senado três hipóteses correntes sobre o recrutamento para a Câmara dos Deputados. A primeira, segundo a qual a distribuição sócio-ocupacional das bancadas partidárias está correlacionada à posição dos partidos no espectro esquerda-centro-direita; a segunda, que argumenta que o incremento das bancadas de esquerda conduz à “popularização” da classe política no Brasil; e a terceira, que afirma que os pefis de carreira política dos parlamentares apresentam padrões contrastantes entre os diferentes blocos ideológicos. Para tanto, utilizaremos dados biográficos dos senadores titulares vitoriosos nas últimas sete disputas para a Câmara Alta brasileira.

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