artigo recomendado


Sergio Simoni Junior, Rafael Moreira Dardaque, Lucas Malta Mingardi. A elite parlamentar brasileira de 1995 a 2010: até que ponto vai a popularização da classe política? Colombia Internacional, n. 87, p. 109-143, maio-ago. 2016 .
O objetivo deste artigo é debater a tese da popularização do perfil social dos parlamentares brasileiros buscando ressaltar que a literatura, ao ignorar a assimetria de poder institucional entre os legisladores, pode apresentar um viés no seu diagnóstico sobre as características da representação política no Brasil.
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29 de julho de 2011

mesa-redonda: democracia, representação e participação

[Afonso Arinos, 1987
Brasília, DF
André Dusek.
Pirelli/MASP] 


XV CONGRESSO BRASILEIRO DE SOCIOLOGIA

Mesa-redonda 13 - Democracia, Representação e Participação

Democracia, representação e participação: uma hipótese sobre a estrutura do campo político brasileiro, hoje*
Adriano Codato
(nusp/ufpr)

O propósito dessa conferência é discutir o significado sociológico de alguns achados empíricos sobre os processos recentes de recrutamento da classe política brasileira. Ao mesmo tempo, pretendemos apresentar uma visão diferente sobre o assunto. Ou mais exatamente: a necessidade de incorporar, nessa discussão, variáveis históricas e sociológicas, além das vaiáveis institucionais usuais.

Na primeira parte menciono o que é "democracia" e o que é "participação democrática" para as teorias empíricas da democracia. Em seguida, listo as condições institucionais essenciais para a realização desse tipo de participação política (que é basicamente eleitoral), e localizo o que me parece ser um ponto cego nessas formulações. Essa discussão serve como introdução para destacar a importância e a relevância de estudos sobre elites políticas para determinar a qualidade da democracia.

Na segunda parte, apresento duas conclusões (em certa medida opostas) das pesquisas recentes sobre o processo de recrutamento parlamentar no Brasil: aquela que sustenta estar em curso um processo de popularização da classe política; e aquela que sustenta que a variável fundamental que incide no recrutamento político no Brasil é o profissionalismo político.

Na terceira parte avanço um modelo mais complexo para dar conta desse problema do recrutamento. Esse modelo deve congregar variáveis históricas, institucionais e sociais. Isso permitirá então propor uma hipótese um pouco diferente sobre o problema. Ao final, pretende-se resslatar as conseqüências analíticas do modelo e como esse tipo de explicação --- histórica e sociológica --- se diferencia da corrente dominante.


para ler a conferência completa,
clique aqui (em breve)

* Este texto baseia-se no projeto de pesquisa As transformações da classe política brasileira no século XXI: um estudo do perfil sócio-profissional dos deputados federais (1994-2014) desenvolvido no Núcleo de Pesquisa em Sociologia Política Brasileira (NUSP) da UFPR. Foi apresentado na Mesa-redonda 13: “Democracia, Representação e Participação”, no Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia, em julho de 2011 em Curitiba (PR). Coordenação: Maria Francisca Pinheiro Coelho - (UNB). Participantes: Maria da Glória Gohn (UNICAMP); Débora Messenberg (UnB); Adriano Codato (UFPR); e Sayonara Leal (UnB). 
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Um comentário:

Anônimo disse...

Felicitações, professor Codato... saudades de suas aulas( mês de julho foi só rebocando os buracos da parede da casa do holandês e pintando de cal para evitar rinite alérgica, e ainda me chamam de menininha?! É mole?)
Os projetos que envolvem teor democrático não podem constar sem que haja decisão direta do povo. È franco o diálogo sobre um modelo que diverge sobre a classe dominante. Atualmente não há uma democracia, há um modelo pré-fabricado em nosso meio que o DR., melhor deve saber vem de decorrências históricas. Qualquer projeto que no momento ouse entrar em vigor não terá poder legítimo.
Estabelecer bases democráticas requer todo um processo que contemple antes mesmo da própria Santa Ciência a pessoa humana. Esta não deve estar sujeita a nosso passado e sim respeitada dentro de seus direitos porque somente assim nasce a consciência de deveres, quando a pessoa é um indivíduo com capacidade de ir e vir. Sua aluna virtual e admiradora de seus escritos. Do forte de pau amarelo-PE-Recife, Cacau Netto.
OBS.: Sempre aberta a diálogos e debates pois ser bábá e dona de casa é só um detalhe. Amante do diálogo, disposta a aprender e ser corrigida quando preciso for.
Abraço, mestre Codato...
OBS>: Amy Wine House( é assim que escreve esse troço?)Deus a tenha. Mas se eu tivesse o dindim dela faria de Pau Amarelo uma cidade dentro do Brasil. QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER!