artigo recomendado


Sergio Simoni Junior, Rafael Moreira Dardaque, Lucas Malta Mingardi. A elite parlamentar brasileira de 1995 a 2010: até que ponto vai a popularização da classe política? Colombia Internacional, n. 87, p. 109-143, maio-ago. 2016 .
O objetivo deste artigo é debater a tese da popularização do perfil social dos parlamentares brasileiros buscando ressaltar que a literatura, ao ignorar a assimetria de poder institucional entre os legisladores, pode apresentar um viés no seu diagnóstico sobre as características da representação política no Brasil.
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14 de junho de 2009

elites universitárias e o campo da Ciência Política brasileira hoje: um modelo teórico-metodológico


[Space Frontiers.
J. R. Eyerman. Life]

Adriano Codato e Fernando Leite (Universidade Federal do Paraná)

XIV Congresso Brasileiro de Sociologia
28 a 31 de julho de 2009, Rio de Janeiro (RJ)
Grupo de Trabalho: Teoria Sociológica

RESUMO


Propomos e discutimos a eficácia heurística de um modelo de análise para mapear o campo da ciência política brasileira contemporânea. Pretende-se verificar se há instâncias (agentes, instituições e “escolas” teórico-metodológicas) hegemônicas no campo e, em caso afirmativo, nomeá-las. Essas instâncias estão distribuídas e hierarquizadas conforme a posse de certas espécies de capital (capital propriamente acadêmico, capital político, capital institucional etc.). Lançamos mão de várias fontes para revelar as posições de agentes, “escolas” e instituições de modo a verificar se há ou não instâncias dominantes no campo. Esse modelo implica na análise: i) da produção acadêmica da ciência política brasileira; ii) da evolução dos currículos dos principais programas de pós-graduação da disciplina; e iii) da história dos principais agentes (a “elite”) e instituições do campo.


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2 comentários:

Luiz Domingos disse...

O Link para baixar o paper não está ativado.

Anônimo disse...

oi Adriano, oi Fernando.

Vejo que estao no comeco da pesquisa, nao é? Tenho duas observacoes que podem ajudar um pouco.
1) Fiquei bastnate em dúvida com a eleicao feita por vcs - "O principal critério para a escolha dos programas a serem analisados é a nota no Qualis, da Capes". Essa escolha me parece meio circular, algo tautológica, afinal esses sao os melhores programas porque eles sao mais bem avaliados e sao mais bem avaliados porque sao os melhores... Tem um problema aqui, um tipo de curto-circuito, porque eu diria que, se vcs vao tomar isso como criterio, vcs devem entender quem fazem os criterios e quais sao os criterios utilizados para avaliar/hierarquizar os programas de pós. Uma vez feita essa sociologia da avaliacao, o curto-circuito fica na relacao entre hierarquizacao dos ppgCP e aquilo que vcs chamam de "escolas" - assim, nao sei se vale insistir em "os ppg relacionam agentes, 'escolas'e insitituicoes", que os ppg relacionem agentes e instituicoes pode ser, mas a relacao disso com as 'escolas', eu prefiro ver provada.
2) Em alguma altura do homo academicus, há um 'who's who' ou um top hits da academia francesa, com um diagrama e com uma tabela em anexo dos teoricos "mais mais", acho que ali tem uma pista boa do proprio bourdieu, pois ele faz uma diferenciacao entre reconhecim. institucional e intelectual, bem como entre alcance nacional e internacional, correspondentes a especies especificas de capital, muito embora me pareca que o proprio frances exagera ou idealiza um tipo 'puro' de capital academico (em contraposicao ao capital universitário), especialmente se levarmos em conta o nivel de interdependencia e proximidade das universidades de elite em relacao a suas proprias elites regionais.
De toda forma, boa sorte na SBS e sigo acompanhando vcs.
Abc,
z.