artigo recomendado


Sergio Simoni Junior, Rafael Moreira Dardaque, Lucas Malta Mingardi. A elite parlamentar brasileira de 1995 a 2010: até que ponto vai a popularização da classe política? Colombia Internacional, n. 87, p. 109-143, maio-ago. 2016 .
O objetivo deste artigo é debater a tese da popularização do perfil social dos parlamentares brasileiros buscando ressaltar que a literatura, ao ignorar a assimetria de poder institucional entre os legisladores, pode apresentar um viés no seu diagnóstico sobre as características da representação política no Brasil.
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19 de novembro de 2008

elitismo versus marxismo? por uma agenda empírica de pesquisa


Renato M. Perissinotto e Adriano Codato
32º Encontro Anual da ANPOCS, 2008, Caxambu - MG.

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Nicos Poulantzas atacou o despropósito teórico e político que consistia em trazer para o interior do marxismo a problemática das elites políticas. Os termos dessa recusa eram os seguintes: (i) o funcionamento do Estado capitalista deve ser explicado a partir dos vínculos objetivos existentes entre essa instituição e a estrutura social; (ii) logo, aqueles que controlam os principais postos do aparelho estatal, independentemente de sua origem social, crenças e motivações, estão destinados a reproduzir a função objetiva do Estado, que consiste em manter a coesão de uma formação social; (iii) conclui-se, daí, que a questão central para o pesquisador de orientação marxista deve ser que relações sociais o Estado reproduz? e não quem decide? . Ainda assim, sustenta-se, a natureza da elite política pode ser um fator explicativo importante numa Ciência Social empiricamente orientada.
[foto: Congresso Nacional, Brasília]

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outros posts sobre N. Poulantzas:
  • o gênero teórico do discurso teórico [aqui]
  • Poulantzas, o Estado e a Revolução [aqui]
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